O NIA é a área de Investigação e Desenvolvimento (I&D) da ERA-Arqueologia, S.A.. Reforçando o seu compromisso com a comunidade em que se insere, a ERA criou esta estrutura com o objectivo de alargar as suas possibilidades de intervenção e de evolução.

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Visita aos Perdigões
30-Ago-2010

Visita do Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia ao Complexo dos Perdigões, dia 25 de Setembro.

Informações aqui.

 

Actualizado em ( 30-Ago-2010 )
 
Perdigões Newsletter
30-Ago-2010

 

Já está disponível para download o número 3 da Perdigões Newsletter

 

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Actualizado em ( 30-Ago-2010 )
 
Cosmologias neolíticas
21-Jul-2010

"Plantas de recintos de fossos e cosmologias neolíticas: uma abordagem paisagística, arqueastronómica e geofísica"

 

Este é um novo projecto do NIA, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do concurso que abriu para 2010.

 

O projecto é dirigido por António Carlos Valera e integra a participação de Helmut Beker. Resumindo os objectivos:

 

 "O presente projecto de investigação tem como objectivo genérico desenvolver a abordagem interpretativa das expressões cosmológicas na estruturação arquitectónica dos recintos de fossos neolítico e calcolíticos do Sul de Portugal, partindo da análise de plantas tendencialmente integrais de um conjunto de contextos, obtidas através do recursos à prospecção geofísica.Através do recurso a métodos não intrusivos de prospecção geofísica, tentar-se-á obter, de forma mais completa possível, a planta de um conjunto de vários recintos de fossos conhecidos no Sul de Portugal datáveis do Neolítico e do Calcolítico. Da cerca de 2 dezenas de recintos conhecidos, apenas para três dispomos de plantas relativamente completas (Monte da Ponte, Outeiro Alto 2 e Perdigões). Para os restantes, conhecemos apenas troços (por vezes bem pequenos) das suas estruturas delimitadoras e plantas gerais, seja através de escavações arqueológicas ou de imagens aéreas de superfície.Em dois dos três casos referidos, as imagens globais existentes foram obtidas através de prospecções geofísicas, método não intrusivo e que proporcionou resultados extraordinários, permitindo obter a configuração geral da complexidade estrutural destes contextos. Dada a dimensão dos mesmos (os Perdigões, por exemplo, têm 16 ha),  esta informação seria praticamente impossível de obter (pelo tempo e pelos custos) através dos métodos tradicionais da Arqueologia, pelo que o recurso à geofísica se afigura como uma abordagem fundamental ao conhecimento destes complexos arqueológicos e às problemáticas que com eles se relacionam.O conhecimento das plantas e complexidade estrutural dos contextos seleccionados terá como enquadramento problemático a questão da organização cosmológica que se entende poder presidir à idealização e estruturação destes recintos. Tradicionalmente considerados na Arqueologia Ibérica como simples povoados, muitos recintos semelhantes têm evidenciado por toda a Europa uma estruturação de base astronómica, associada aos solstícios e equinócios, tanto no que respeita às suas plantas e orientações, como nas relações que estabelecem com a paisagem. Esta linha de abordagem foi pela primeira vez desenvolvida em Portugal para o Recinto dos Perdigões (Valera, 2008), pretendendo-se agora alargá-la a um conjunto de novos recintos que entretanto têm vindo a ser descobertos, procurando testar e validar estas propostas interpretativas.Pretende-se, assim, desenvolver uma área de investigação inovadora em Portugal no que respeita à interpretação dos recintos de fossos da Pré-História Recente, os quais na última década se têm transformado numa das temáticas centrais do debate disciplinar a nível peninsular.

A base empírica do projecto assentará, para além da informação já existente sobre o recinto dos Perdigões, na realização de prospecções geofísicas em seis recintos: Xancra; Cabeço do Torrão; Luz 20; Cortes 1; Pombal; Moreiros 2, que no seu conjunto correspondem a cerca de 1/3 dos recintos actualmente conhecidos no Sul de Portugal." (Resumo do Projecto apresentado à FCG).

 
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