0031 - "Reactionary archaeology"

Posted by: valera in Untagged  on Print PDF

Num texto de início de milénio, Felipe Criado Boado acusava:

"... there is a certain predominance of reactionary archaeology, particulary visible in the turning to neo-empirical methods, an emphasis on high-tech research, improving of technical standards, Heritage management, and professional marketplace. These last factors in particular appear to be seeking uniformity for the discipline as a whole, from research and practice to teaching and dissemination".

(Criado Boado, F., "2001 Scopes: problems, functions and conditions of archaeological knowledge")

 Que terão a dizer os nossos empresários, os nossos arqueólogos profissonais, os nossos "gestores e divulgadores" de património e os nossos professores sobre esta "acusação"? E no caso concreto da arqueologia empresarial: será ela prática tradicional, revolucionária, reaccionária ou simples "prestação de serviços tecnocrática"?

Por mim, alinho com o Criado Boado no considerar que cada vez mais a arqueologia empresarial se assume como baluarte de uma reacção empirista que "enphasizes data and is doubting [or ignoring] of any type of grand theory or interpretation" (idem).

Por isso o autor propõe a necessidade de reflectir novamente sobre a ONTOLOGIA da disciplina, isto é, em face da hegemonia da gestão patrimonial e da tecnocacria da prática arqueológica, reconsiderar as funções da disciplina e do seu objecto de estudo. Ou seja, o que é a Arqueologia e para que serve; o que é que andamos a fazer e para quê?

Será que a grande maioria dos arqueólogos se questiona sobre isto?

 

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