0037 - Hello, Goodbye

Posted by: valera in Untagged  on Print PDF

As aulas estão a começar nas Universidades. Para muitas é o início de Bolonha. É, pois, tempo de expectativa.

Recentemente, em texto que será publicado em breve, escrevi:

"O ensino da Arqueologia em Portugal tende a ser ministrado com pouca abertura crítica (no sentido metodológico do termo), evitando a discussão paradigmática como forma de ensino / aprendizagem. Abusa-se da exposição e descrição; evita-se os paradigmas concorrentes, omitindo-os ou não permitindo que se expressem na primeira pessoa (convidam-se os que pensam como nós e não os que pensam diferente de nós, evitando o ambiente de confronto e contradição); não se desenvolvem hábitos de verdadeiro debate teórico, nem se estimula a autonomia intelectual dos alunos relativamente a esse debate."

Gostaria que, no contexto desta nova era que se abre ao ensino superior, esta minha afirmação fosse desmentida. É que este é um ponto importante para o crescimento e desenvolvimento da Arqueologia praticada por empresas. Num momento em que as Universidades, na procura de uma ligação ao mundo do trabalho, "investem" numa vertente mais técnica da formação, é bom que não se esqueçam que esse mundo do trabalho necessita igualmente de pessoas teórica e intelectualmente bem formadas, com capacidade e autonomia crítica, para que as suas aptidões técnicas possam ser postas, com consequência, ao serviço das empresas que procuram uma Arqueologia de qualidade. 

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