0039 - Tutela of line
Posted by: valera in Untagged on
Out 11, 2007
- Poder fazer um pedido autorização através de um formulário on line, onde se pudessem juntar os anexos (ficheiros digitais) necessários;
- Poder preencher on line as Fichas de Sítio, cuja informação, depois de confirmada, poderia ser automaticamente introduzida na base de dados da tutela, libertando funcionários para outras tarefas;
- Poder preencher candidaturas a concursos (quando estes voltarem, se voltarem) on line, como acontece na FCT.
- Permitir a gestão de informação pessoal, curricular e outra, na base de dados da tutela (como acontece com outros serviços do Estado), levando a que esta esteja actualizada e evitando o constante envio de papelada.
- Colocar os relatórios aprovados em consulta on line (acabando com secretismo e entraves só favorecem quem tem algo a esconder, receia comparações ou controlo crítico dos pares).
- Permitir o preenchimento on line de relatórios preliminares ou de progresso ou possibilitar a sua recepção em formato PDF.
- Criar um serviço de atendimento on line para registo de denúncias, pedidos de informação, reclamações, etc.
- Colocar on line a base de dados de sítios com toda a informação disponível (nomeadamente a localização)
Tudo isto e muito mais pode hoje ser feito com critério, com segurança e com eficácia, traduzindo-se num claro benefício da prática arqueológica: facilita procedimentos, poupa recursos que podem ser reorientados, disponibiliza informação (vivemos numa sociedade da dita) e é mais transparente, favorecendo o controlo e avaliação da comunidade (fundamental quando a fiscalização estatal dá mostras de se enfraquecer). A inércia e a desconfiança, contudo, parecem manter-se.

escrito por ML, Outubro 14, 2007
Infelizmente, aquele que é o nosso, abandonou perspectivas que apontavam para uma aposta estratégica no Património, provavelmente por falta de capacidade criativa, dificuldades financeiras e ambição; mas sobretudo por incapacidade de renovação do seu posicionamento perante os cidadãos. Neste momento, o Estado parece não saber o que fazer com o seu e nosso Património. Como não sabe, pouco faz e nada estimula em quem poderia fazer algo (felizmente ainda contamos com o esforço empenhado de alguns funcionários que mantém a máquina em marcha).
Estamos num tempo de fortes contradições. Decididamente, devemos pensar em actuar independentemente, procurando um espaço de livre iniciativa ao serviço do bem comum. Afinal de contas, talvez seja esta urgência de acção que tem vindo a tornar esta área do Património num viveiro de iniciativas privadas...também contraditórias.
Vem isto a propósito da actual situação da tutela da arqueologia (e do Património em geral) em que a confusão de instituições e as sobreposições de competências nos fazem sentir que com o Estado, pouco podemos contar. Talvez esta situação nos empurre para um amadurecimento geral dos profissionais e das instituições, nomeadamente das empresas privadas. Amadurecendo e gerando uma renovada visibilidade desta área na sociedade em geral, poderemos vir a demonstrar ao Estado que necessitamos da sua presença no seio de um sistema que para funcionar correctamente, necessita que diversos tipos de entidades desempenhem papéis concretos. Com esse amadurecimento e demonstração de vitalidade, será gerada uma ?utilidade? visível. Poderemos então encontrar um poder político disposto a investir numa tutela activa, eficiente e eficaz. Até lá, não contemos com modernização e novas tecnologias capazes de gerar um efectivo Serviço Público na área do Património (na verdade, com tais investimentos, com uma revolução de paradigma do papel do Estado e com uma profunda reforma de processos de trabalho, seria possível com menos funcionários e com menos despesa assegurar um melhor desempenho dos serviços).
Não aguardemos. Continuemos a agir.
escrito por ACV, Outubro 12, 2007
escrito por JL, Outubro 11, 2007


Ainda persistem vestígios do arcaico tique arqueológico da ?prioridade científica?, do sigilo e dos interesses privados sobrepostos aos públicos. Lamentável.