0045 - Licenciamentos
Posted by: valera in Untagged on
Nov 26, 2007
De facto, exceptuando as situações em que património arqueológico desconhecido aparece inesperadamente no decurso das obras, é pouco compreensível que se passem licenciamentos sem referência a trabalhos arqueológicos (por exemplo de acompanhamento) para projectos que, à partida, os deveriam ter e, mais tarde, em fase de execução, a mesma entidade licenciadora (ou outra) venha introduzir essas condicionantes.
Esta situação resulta, muitas das vezes, da forma como funcionam as entidades licenciadoras, passando os projectos à margem dos técnicos e dos serviços de património que poderiam estabelecer essas condicionantes. Dá-se, assim, pretexto para que, com razão, os promotores se queixem da forma como se actua na área do património, ficando, contudo, a dúvida sobre o eventual envolvimento de alguns nos "esquecimentos".
Por outras palavras, a "insensibilidade" para com o património arqueológico começa logo dentro das entidades públicas que licenciam, no interior das quais parecem existir diferentes linguagens, pesos e entendimentos relativamente às políticas patrimoniais.
Muitos problemas podem ser minimizados a jusante, mas só se resolvem se forem atacados a montante.

escrito por Ana Penisga, Dezembro 06, 2007


Em qualquer dos casos, é vergonhoso.
Parece que estamos por nossa conta. Até quando?