0147 - SISAV-CIRVER – um passo na Arqueologia Pública

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A dimensão do projecto de construção de um Centro Integrado de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos (CIRVER) de Vale de Moinho (Carregueira, Chamusca) justificou a realização de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) no ano de 2004. No decorrer deste, foram identificados artefactos que levaram à consideração do potencial arqueológico da área como relevante, pelo que se inscreveu na Declaração de Impacte Ambiental a necessidade de persecução de trabalhos de diagnóstico do potencial arqueológico da zona.

Na sequência desta necessidade a Era Arqueologia, em 2006, procedeu a uma prospecção sistemática na totalidade da área a afectar pela construção do CIRVER de Vale de Moinho. A elevada recolha de artefactos levou à prossecução dos trabalhos mediante a abertura de seis sondagens mecânicas. Estas deveriam atestar a ocorrências de artefactos no interior da as unidades litológicas de cascalheiras identificadas pelo ao estudo geotécnico realizado no âmbito do mesmo EIA (LABISA e CORREIA, 2004). Durante a realização destas sondagens foi evidente a fraca representatividade de matérias em estratigrafia.

 

 

Fig 1 - Vista do Corte Norte da Sondagem 6 e Indústria Lítica de provável Cronologia Paleolítica

Os materiais recuperados nas sondagens são provenientes das unidades litológicas recentes e/ou remexidas por trabalhos agrícolas na zona em estudo. Na realidade, de forma pontual foram identificados 10 artefactos cujas circunstâncias permitiram considerar processos de migração de peças. Os materiais Paleolíticos recolhidos deverão, neste sentido, ser entendidos como testemunho da presença de comunidades de caçadores recolectores para provável exploração de recursos minerais e/ou outros.

É na sequência desta intervenção que, como forma de fechar um ciclo de trabalho, surge a concepção e produção do painel informativo que agora foi instalado nas instalações do SISAV-CIRVER inaugurado em 2008. Pretendeu-se com esta abordagem dar continuidade aos trabalhos ali realizados e divulgar a história daquele espaço que agora é ocupado por uma unidade fabril em plena actividade. Por outro lado, é mais uma forma de exposição/expressão do registo arqueológico, utilizando um discurso generalista mas não condescendente.

 

 

Fig 2 - Montagem do painel informativo nas instalações do SISAV-CIRVER

Inês Mendes da Silva

Comentarios (1)Add Comment
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escrito por Miguel Lago, Abril 30, 2009
Este é mais um exemplo de divulgação para não arqueólogos. Não esquecer que estas instalações são percorridas por visitas de estudo de escolas, particularmente direccionadas para questões ambientais. Ou seja, os destinatários são diversos.
Não puderiam ser disponibilizados em pdf, no site do NIA, os painéis colocados no CIRVER?

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