0148 - Diálogo
Posted by: valera in Untagged on
Mai 02, 2009
Na última 5ª feira foi realizada uma visita de estudo às escavações em curso no Palácio dos Lumiares (Bairro Alto, Lisboa) por alunos do curso de Arqueologia da Faculdade de Letras de Lisboa (turma da Professora Mariana Diniz).
Este tipo de articulação entre a Universidade e a prática arqueológica em contexto profissional é essencial a vários títulos. Não vou repetir aqui os argumentos a favor. Eles estão expostos em vários textos publicados no volume 7 da revista Era Arqueologia, editados na sequência do debate sobre a necessidade de aprofundamento das relações entre Universidades e Arqueologia Empresarial realizado num dos colóquios da ERA.
Contudo, apesar da evidência do interesse desta relação, estas são situações ainda raras e casuísticas. E podemos dizer que ao fim de 12 anos, esta realidade marca mais um dos falhanços da arqueologia portuguesa (re)nascida com a criação do IPA, apesar dos esforços de alguns e de algumas concretizações de sucesso.
Resta, àqueles que reconhecem a importância dessa relação e que estão disponíveis para trabalhar no sentido de a aprofundar, continuar e insistir. Neste país nada é fácil no que toca a colaborações inter institucionais adultas, eficazes e desempoeiradas, mesmo quando fazem todo o sentido. Mas água mole em pedra dura...

escrito por António Valera, Maio 04, 2009
Quanto ao resto apenas digo que, pelo que tem escrito, é natural que considere que o saber de experiência feito é "superior". Nesse sentido, e para manter a coerência, teremos que esperar que esses olhos estrangeiros passem primeiro pela experiência portuguesa.
Por outro lado, como certamente saberá, não partilhamos as mesmas ideias sobre ciência, Teoria(s) do Conhecimento(s) e formas como estas se expressam na disciplina, ou sobre como esta se organiza administrativa e socialmente. Pelo que é natural que não cheguemos a acordo. E daí não vem mal ao mundo.
escrito por Luis Faria, Maio 04, 2009
Quanto à Arqueologia da Irlanda é outra conversa.......uma nota: ninguém dirige uma escavação sem ter sido trolha primeiro.
Uma coisa é perguntar, outra é viver as situações, ver o nossa Arqueologia de fora e pelos olhos dos outros (florestas e subjectividades).
escrito por António Valera, Maio 04, 2009
Não me parece.
E já agora, quando estive no WAC que decorreu em Dublin, tive a preocupação de perguntar sobre o nível de interacção entre a Universidade e as empresas de arqueologia e o que me foi transmitido não foi uma imagem particularmente diferente.
escrito por Luis Faria, Maio 04, 2009
Não existe interacção entre as universidades portuguesas (ignoram-se).
Sociedade? (aqueles que lhes pagam o ordenado), retorno?, afirmação da Arqueologia?, empresas? (primeira fonte de emprego, 365 dias por ano de chuva e sol, hipogeus no interior alentejano, paleosolos do paleolítico, homens santos islâmicos,...)
O que interessa é Bolonha, o artigo repetido, a conferência para os gatos pingados do costume.
Aqui na Irlanda trabalho com centenas de arqueólogso de todo o mundo , ninguém sabe o que é Foz Côa.
escrito por Miguel Lago, Maio 03, 2009


Não ponha palavras nas minhas frases, não há conhecimento superior. Agora há que aprender porque ninguém nasce ensinado, não se pode comandar uma equipa quando não se conhecem (na prática) os métodos para resolver os problemas, perde-se tempo, dinheiro e património.
Os meus olhos passaram, as costas, os calos.....
Só aprendemos a discutir mas sempre a construir.