0196 - Real Associação dos Architectos Civis e Archeólogos Portugueses
Posted by: valera in Untagged on
Fev 22, 2010

Onde é que nos "perdemos"?....
Remonta a 1872 a denominação Real Associação dos Architectos Civis e Archeólogos Portugueses e à década de 60 do mesmo século o período em que foram discutidas as directrizes orientadoras desta associação. Entre outras de cariz mais "arquitectónico", destacam-se: "(...) memórias descritivas dos principais edifícios públicos; criação de um museu de antiguidades arquitectónicas; (...); prelecções sobre história da arte e dos monumentos; exposições de objectos artísticos e de projectos de arquitectura; representações ao Governo sobre a conservação de monumentos históricos e arqueológicos; concurso às exposições internacional portuense de 1865 e universal de Paris em 1867"...em suma, procuravam-se obter verdadeiras medidas de alcance social.
A determinada altura, no início do século XX (1902), com a crescente consciencialização profissional, surge a Sociedade dos Arquitectos Portugueses, que acompanharia o fim da monarquia e, sobretudo, a primeira república. Esta, por sua vez, transforma-se em sindicato, depois, associação e, finalmente, nos anos 90, é homolgado o projecto associativo que dá origem à Ordem dos Arquitectos...Um caminho longo mas que resulta da crescente afirmação e implantação dos arquitectos na sociedade portuguesa, assim como da nova realidade portuguesa decorrente da integração europeia.
A esta altura, coloca-se a questão: no meio deste processo com um arranque tão vibrante, tão cheio de projectos e tão ligado à sociedade, onde é que ficaram os arqueólogos? Onde é que está a classe que foi responsável pela organização de alguns dos eventos culturais de maior importância realizados em Portugal? Onde estão os elementos cuja opinião contava nas horas de decisão governamental?
Sabemos, é claro, que "os tempos são outros", que a conjuntura se alterou, que as oportunidades não se repetem...mas onde é que tem estado a vontade das pessoas? O prazer de se envolverem de, efectivamente, marcarem uma diferença? Não nos referimos a acções pontuais, sem sentido e que, aos olhos da sociedade, parecem "mais mal do que bem". Falamos de acções integradas, reveladoras de uma clara consciência social e que conduzam à implementação de medidas efectivas, à criação de organismos dinâmicos e adaptados à nova realidade.
Numa fase em que surge a necessidade de renovação do Regulamento de Trabalhos Arqueológicos e onde se observa uma tentativa sincera por parte dos organismos públicos de envolverem todas as partes interessadas em processos decisivos que nos influenciam a todos, porque não "aproveitar a onda" e dirigir esta articulação de interesses para a construção de algo que, efectivamente, nos una e nos confira, novamente, a "força dos outros tempos"?...
Inês Mendes da Silva

escrito por Miguel Lago, Fevereiro 23, 2010
escrito por Inês Mendes da Silva, Fevereiro 23, 2010
escrito por Miguel Lago, Fevereiro 22, 2010
Que no nosso quotidianos, sejamos profissionais, rigorosos, empenhados e eticamente consistentes. Se assim for, não nos perderemos nunca.

