0221 - Era uma vez o Património – 45
Posted by: valera in Untagged on
Dez 20, 2010
A solidão do arqueólogo e (ir)responsabilidade em Arqueologia

A actual legislação da Arqueologia portuguesa incorpora uma regra que atribui o licenciamento de projectos única e exclusivamente a arqueólogos.
Hoje a Arqueologia é, eminentemente, uma actividade de equipas e de projectos enquadrados por instituições públicas ou privadas. Para estas últimas, de que se destacam as empresas especializadas, trabalhará uma percentagem muito elevada de arqueólogos que nelas realizam a esmagadora maioria dos projectos.
Se esta é a realidade, deveria ser alterado o actual sistema de licenciamento, criando a possibilidade de entidades colectivas vocacionadas para a Arqueologia poderem ser autorizadas a realizar projectos. Naturalmente, em tal caso, deveria ser sempre exigida a indicação expressa do arqueólogo responsável técnica e cientificamente pela sua direcção. Só assim seria possível co-responsabilizar as entidades que enquadram os arqueólogos e que, na prática, os condicionam no exercício da sua profissão.
Para as "más" empresas, o actual estado de coisas favorece o incumprimento de compromissos assumidos com os arqueólogos (que raramente com elas têm contratos), potencia o não pagamento de trabalhos já realizados ou por realizar (relatórios, tratamento de materiais,...) e permite o descartar todas as responsabilidades legais quando surgem problemas patrimoniais, técnicos, científicos ou mesmo de segurança no trabalho. Mais confortável para os responsáveis de tais instituições não poderia existir: problemas, que os tratem os arqueólogos responsáveis directamente com o IGESPAR, a sua tutela.
Quanto aos arqueólogos, parecem ter medo de perder protagonismo, autonomia e poder. Pura ilusão: na maioria dos casos, talvez lhes reste apenas a silenciosa solidão de quem está esmagado pelas pressões e pelas redes de dependência e submissão.
(Terá a direcção da APA opinião sobre este assunto? E o Grupo de Trabalho para a criação de um sindicato dos arqueólogos?)
Miguel Lago, Dezembro de 2010

escrito por Bruno Figueiredo, Abril 04, 2011
escrito por António Valera, Abril 04, 2011
A crítica continuará a ser aceite. O delírio, a difamação e a boçalidade não.
Todos, e repito todos,os comentários já escritos continuarão, contudo, públicos, porque me parecem um importante documento e testemunho sociológico a preservar.
escrito por Luis Fernandes, Abril 04, 2011
Tal como é execrável a existência de comentários produzidos no anonimato por elementos da empresa, apenas e só para tentar baixar o nível do debate, de forma a desviar os comentários das questões da precaridade e da utilização da empresa omniknos para "resolver o problema" dos recibos verdes ilegais.
escrito por Bruno Figueiredo, Abril 03, 2011
Essa sim deveria ser a preocupação para um debate honesto e aberto acerca desta situação.
escrito por A. Dias, Abril 02, 2011
Infelizmente não me parece haver real vontade de mudar esta situação de ilegalidade, e até o dr. Valera só quando alguém fala no conselho de administração é que pediu para elevar o nível das intervenções. Também me parece que já veio bastante tarde.
escrito por Luis Fernandes, Abril 02, 2011
Esta situação nojenta, está a incomodar outros colegas da própria empresa, que consideram haver questões mais importantes para resolver, sobretudo em horário de trabalho.
Faça o favor de me desmentir então sr. cobarde, revelando a sua verdadeira identidade.
Quanto ao ultimo comentário do Dr. Valera, veio um bocadinho atrasado, não deve ter visto os comentários escatológicos de Amandio Carvalho, mas concordo consigo, vamos elevar o nível de debate discutindo as situações precárias de alguns profissionais que prestam serviço para esta empresa, e a forma de as solucionar.
Quanto ao sr. Miguel Lago, reafirmo o que disse, foi mandado silenciar pelo respectivo conselho administração, através do respectivo presidente e do vogal que já referi no comentário anterior.
escrito por Um anónimo cobarde, Abril 01, 2011
E obrigado por confirmares que tinha razão quando disse o que disse.
escrito por Luís Fernandes, Abril 01, 2011
É muito triste o anónimo cobarde fazer parte da era arqueologia, e este tipo de estratagemas é realmente abjecto, pelo menos assumam uma resposta oficial.
A questão é que nem todos os funcionários do quadro da empresa, concordam com a política dos falsos recibos verdes, e essa questão do medo é realmente muito interessante.
Certamente que o sr. Miguel Lago não tem receio nem medo, mas pura e simplesmente foi mandado calar pelo conselho de administração, nas pessoas do sr. Alberto Lago da Silva, que por acaso é pai do autor do post e pelo sr. Henrique Pestana, e de certeza que o mandaram calar não por terem medo, apenas o fizeram porque sim !
Agora seria muito mais interessante passarmos a uma discussão pertinente sobre a viabilidade de acabar com os falsos recibos verdes na empresa, e por favor assumam-se, deixem-se dos anonimatos que só servem para atacar aqueles que já estão numa situação dificil.
escrito por Um anónimo cobarde, Abril 01, 2011
Não é aqui, num blog, nem em nenhuma empresa em particular, que o vosso problema se pode resolver. Já vos disseram isto aqui muitas vezes. Vão falar directamente com as pessoas (será que algum de vocês foi colocar o problema cara a cara com os responsáveis da empresa? que tal aproveitar a oportunidade quando entregam o relatório?); juntem-se ao movimento para criar um sindicato; juntem-se à APA (na reunião, segundo julgo saber) não estava lá nenhum de vocês (mas sim aquele a quem acusam de vos explorar, segundo se percebe do post); estudem e formem-se melhor, para que sejam mais valorizados (conquistem, não estejam à espera que vos seja dado o que querem).
Mas vocês não querem resolver os vossos problemas. Querem que vos resolvam os vossos problemas. E, lendo-se o que escrevem, percebe-se porquê.
escrito por Pedro Almeida , Abril 01, 2011
No entanto, não nos podemos esquecer que, fora alguns intervenientes, somos todos colegas, portanto seria importante uma discussão sobre a forma de melhorar as condições dos profissionais que estão nesta situação.
Acho que argumentos sobre a inteligência ou a falta dela, relativamente aos comentários que se vão fazendo, não nos leva a lado nenhum, também me parece errado, não haver uma palavra oficial da empresa sobre esta situação dos recibos verdes e das acusações relativas à omniknos.
escrito por Ricardo Miguel Silva, Março 31, 2011
Só serve para quem quer manter o estado actual da coisa...
escrito por Um anónimo cobarde, Março 31, 2011
http://irrealidadeprodigiosa.b...reis.html
Talvez percebam (o que dúvido). Talvez se comportem de outra forma e vão dar a cara onde interessa. Talvez sejam então ouvidos de outra forma. Talvez... mas duvido mesmo.
escrito por Ricardo Miguel Silva, Março 31, 2011
Criticam-se os anónimos e depois quem tem a coragem de dar a cara como André Pereira e Fernando Martins são vitimas de ataques pessoais quanto ao seu carácter, o que não me parece nada correcto nem justo.
Vamos discutir abertamente estas questões, ou será que o objectivo é continuar tudo como está ? Será que para a empresa atingir determinados objectivos, tem de explorar com honorários muito baixos e sem qualquer regalia social um conjunto de profissionais ? É assim que se dignifica a arqueologia portuguesa ?
escrito por Maria L. Ferreira, Março 31, 2011
Esta horda de anónimos insatisfeitos comprova, a cada post, a sua real incapacidade de reflexão, ponderação e análise do mundo em que se movimenta. Confirma o que já estamos todos fartos de saber: estes indivíduos mostram-se, a vários níveis, profundamente limitados e com muito pouca vontade de envolvimento e investimento pessoal numa efectiva mudança. Quero crer que as excepções também existem.
O cenário é tão deprimente que à Era Arqueologia apenas deveria preocupar o facto de alguma vez (?) ter trabalhado com semelhante conjunto de pessoas. Isso sim, seria publicidade negativa. Deus nos livre da anónima estupidez.
escrito por Luís Fernandes, Março 30, 2011
A questão da omniknos é um verdadeiro caso de polícia, mas aqui também entra o problema da morosidade da justiça.
É fundamental agir, no dia a dia, mas caso não tivesse sido feito o devido contraditório, as palavras do sr. Miguel Lago tinham passado impunes, teriam sido assimiladas como verdade, não nos podemos esquecer que a questão da censura foi cogitada, e obviamente não apenas por liberdade de expressão mas também pela publicidade negativa que acarretaria para a Era.
escrito por Um anónimo cobarde, Março 30, 2011
Andam a dizer mal de nós. Vejam aqui http://opinarparavancar.blogsp...licao.html
escrito por Carlos Borges, Março 30, 2011
Seria de esperar que, a tão grande empenho na defesa dos direitos dos trabalhadores se seguisse alguma acção junto das entidades competentes de fiscalização destes casos, mas não. Tudo não passa de violência verbal no blog do suposto infractor, que até disponibiliza espaço de protesto a estes revolucionários de trazer por casa.
O problema é que há muitos mais infractores, quiçá até em maior escala mas, como não têm um blog à disposição do toda a gente, passam impunes e se calhar até ajudam à festa porque convém sempre enxovalhar a concorrência.
Mais do que andar aqui a chover no molhado, os que aqui protestam, com ou sem razão, não sei, faziam melhor se levantassem o rabinho do computador e fossem aos sítios devidos fazer queixa desta empresa e, já agora, das outras todas, incluindo as que, para além de recorrerem aos mesmos expedientes contratuais, ainda têm a lata de não pagar a quem trabalha para eles. É que contra esses não há protestos. Não têm um blog.
escrito por S. Martins , Março 29, 2011
Responder quanto às questões dos recibos verdes nada, a vergonha relativa ao facto de a empresa omniknos ser utilizada para " resolver o problemazito " dos recibos verdes ilegais também nada.
Começa a ser um padrão de comportamento...
escrito por Simão Silva, Março 29, 2011
escrito por Margarida Neves, Março 29, 2011
escrito por A. Dias, Março 29, 2011
escrito por Margarida Neves, Março 29, 2011
escrito por Luís Fernandes, Março 28, 2011
Penso que quem está por fora da realidade dos recibos verdes ilegais, muitas vezes é levado a pensar que embora sem regalias sociais, " pelo menos têm trabalho", no entanto tal situação não é assim.
A forma como o abuso destes profissionais é realizado, faz com que, por exemplo, se no dia anterior se obtiver a informação que no dia seguinte não haverá trabalho, o recibo verde ilegal nada recebe nesse momento posterior.
Funciona como um mero trabalhador à jorna sem a certeza de que no dia seguinte terá trabalho.
escrito por Silvia Ferreira da Silva, Março 28, 2011
Pois eu digo-lhe, e parece que não sou a única pela quantidade de comentários aqui colocados, a Era Arqueologia recorre a prestadores de serviços a recibos verdes de forma SISTEMÁTICA, mantendo-os em situação ILEGAL que pode ser atestada por dezenas e dezenas de colegas.
Se não fosse tão triste, e concordo totalmente com quem aqui disse que os recibos verdes ilegais não podem ser considerados como danos colaterais, era quase cómico a evolução dos comentários do sr. Miguel Lago.
Veja-se esta pérola:
a ERA - Arqueologia tem com todos os seus colaboradores uma situação laboral clara e devidamente regularizada.
Todos sabemos que tal é pura mentira.
escrito por JDM, Março 28, 2011
Contrariamente ao que diz, repetindo mentiras e insultos que poderiam conduzir a uma alteração de regras de uso deste blog pelo Doutor António Valera, o Dr. Miguel Lago disse o oposto do que agora lhe atribui. A bem do sagrado valor da verdade e da decência intelectual, transcrevo o que anteriormente já aqui coloquei, no sentido de esclarecer personalidades que assumem o acto de ler de forma manifestamente precipitada.
Num comentário datado de 31 de Janeiro o Dr. Miguel Lago escreveu o oposto do que ali lhe é atribuído:
"A ERA NÃO PROCEDE a uma contratação esporádica de prestadores de serviços de Arqueologia. A sua contratação é ditada pela especificidade dos projectos e pelas oscilações do mercado em que a empresa actua."
É importante que antes de comentar, acusar e fazer juízos de valor deturpados, os participantes deste blog atentem, cuidadosamente, nos textos que lêem e nos comentários que escrevem. Para tais indivíduos recomendo uma leitura lenta, pausada e cuidadosa, eventualmente repetindo a leitura. Em casos muito concretos e para personalidades muito definidas, é mesmo cientificamente recomendável uma leitura muuuito lenta e paauusada dos textos, caso contrário os conteúdos não são devidamente apreendidos (repetir, repetir, repetir...).
Colocados os pontos nos ii, um Bem haja para todos.
escrito por Silvia Ferreira da Silva, Março 28, 2011
Igualmente, nos comentários que faz às perguntas que lhe são colocadas, vai sendo pior a emenda que o soneto, é questionado se todos os colaboradores possuem situações laborais legalizadas, responde que sim, posteriormente, perante as várias denúncias colocadas acaba por dizer que os recibos verdes são esporádicos, e provavelmente entretanto alguém do conselho de administração lhe disse para entrar em "black out" antes que cometesse mais deslizes e gaffes.
escrito por André Pereira, Março 26, 2011
Além de ser uma situação corrente é sistemática por parte da Era.
Possuo enorme admiração científica pelo currículo pessoal do Dr. Valera, mas a partir do momento em que não aceitou o repto para realmente dizer o que pensa de toda esta conjuntura, acaba por ser conivente com esta situação.
Os trabalhadores a recibos verdes que sustentam esta empresa e lhe permitem "sobreviver" como diriam alguns, não podem ser vistos como autênticos danos colaterais, para a empresa em questão depois possuir publicações ou um blog.
Não se pode simplesmente esquecer estes profissionais, só pelo facto de existir, por exemplo, todo o projecto dos Perdigões de inegável qualidade científica.
O que penso que estes colegas precários pretendem é, antes de mais, não serem simplesmente desprezados, tentando-se esconder esta situação, lançando-se ataques pessoais quanto ao seu carácter.
Já basta serem explorados, pelo menos que não sejam esquecidos.
escrito por Fernando Martins , Março 26, 2011
Não concordo com os comentários anónimos, mas parece-me evidente que existe uma estratégia de silêncio por parte da empresa, esperando que o nível do debate vá baixando até uma situação inqualificável, os seus comentários servem para isso mesmo.
Da minha parte apenas pretendo que alguém devidamente qualificado do interior da empresa afirme aqui que não existem trabalhadores a recibos verdes a trabalharem ilegalmente para a empresa, preto no branco, e também que o que eu afirmei relativamente à omniknos não corresponde à realidade.
escrito por Amandio carvalho, Março 26, 2011
escrito por Luís Cerqueira, Março 26, 2011
Começo a desconfiar que muitos dos comentaristas nem sequer leram o post com atenção, mas apenas alguns dos comentários.
Quanto a denuncias, tem havido aqui muitas: as das estratégias de uma empresa para ir sobrevivendo (possivelmente recorrendo a situações e indesejáveis); as de um nível intelectual medíocre de um número muito significativo de (pressuponho)jovens profissionais que aqui intervieram; as de uma profissão à deriva; as de uma resistência notável dos gestores deste blog ao baixo nível das maioria das intervenções (só a imaturidade poderia esperar uma predisposição para um debate sério com este tipo de intervenções).
Pergunto-me como é que pessoas que trabalham para uma instituição, mesmo de forma precária, vêm sob anonimato dizer o que ouvem dentro dessa instituição e da forma como o fazem, atacando outros que lá trabalham (que, cheios de coragem, nomeiam a partir do seu anonimato), e reclamam por terem contratos e vínculos laborais mais estáveis? Quem pode querer trabalhar com pessoas com este carácter? As razões que alguns possam ter (e desconfio que serão só mesmo alguns) perdem-se no meio de tanta vulgaridade.
Não sendo da vossa área, mas tendo paixão pela Arqueologia (e acompanhando o trabalho desta empresa há muito tempo através desta página e de algumas das suas publicações), só posso lamentar toda esta sequência de intervenções, que, na generalidade, revelam a impreparação da sociedade portuguesa para lidar com a situação em que se encontra, corroendo o pouco de melhor (mesmo com pecado) que nela ainda existe. O que aqui se tem passado é um bom quadro do Portugal de hoje e da mentira que tem sido o nosso sistema educativo. Bem podem dizer que há cada vez mais licenciados, mestres e doutores. O hábito nunca fez o monge.
escrito por Silvia Ferreira da Silva , Março 26, 2011
No entanto, é óbvio que o sr. Miguel Lago faltou à verdade no seu post, também eu fui um recibo verde ilegal para esta empresa vários anos, até que me decidi tornar uma verdadeira prestadora de serviços, trabalhando directamente para os clientes.
Por isso se me é permitido aconselhar todos os colegas que neste momento se encontram em situação ilegal com a era,é imediatamente denunciarem estas situações, mas denunciarem de forma activa e com coragem, estes honorários de 45 euros que auferem, perante todos os encargos que possuem, no fim das contas, nem 4 euros por hora de trabalho recebem.
É escandalosa esta situação, dou os parabéns a quem tem a coragem de se expôr para denunciar estas situações ilegais, o caso da omniknos é sintomático duma arqueologia carecida das mais fundamentais condições laborais.
Exulto os colegas anónimos a realmente defenderem todos os seus direitos, não é assim que avançamos, é necessário prolongar a denúncia de todas estas ilegalidades às autoridades competentes.
escrito por A. Gonçalves , Março 25, 2011
Visto não conseguirem argumentar em contrário, passa-se ao ataque pessoal, mas a esta questão respostas zero, sempre tentando desviar as atenções para este ou aquele pormenor.
Não será na reunião de sábado que irá transformar este comportamento por parte da Era, a tentativa de tentar transformar este enquadramento num problema sistémico não procede pois existem empresas de arqueologia, que não agem deste modo, e até sofrem desta concorrência desleal por parte da Era, visto não terem o mesmo tipo de encargos.
A título de exemplo, respondendo apenas àquele comentário anterior dos "40 funcionários da era" que não corresponde a uma realidade concreta, mas considerado como algo surpreendente, deixo aqui uma noticia do pretérito ano de 2008.
http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/archport/msg04500.html
escrito por Fernando Martins, Março 25, 2011
escrito por Pedro V.P.C. Albuquerque, Março 25, 2011
escrito por Amandio Carvalho, Março 25, 2011
escrito por JDM, Março 25, 2011
Caro Doutor António Valera, repensei a minha sugestão de filtragem dos comentários enviados para este espaço. O que perde em qualidade, rigor e educação, é ganho (com vantagem) pelo retrato límpido e minucioso que transparece das linhas e entrelinhas de cada opinião. Apesar desta minha evolução opinativa, é inadjectivável o insulto entre colegas da mesma corporação profissional. Bem haja à sua equipa.
escrito por M. Azenha, Março 25, 2011
escrito por Tiago do Pereiro, Março 24, 2011
escrito por Jeronimo Martins, Março 24, 2011
escrito por Amandio Cravalho, Março 24, 2011
Sabem isto dos blogues é um pouco como as casas de banho:
"neste lugar solitário onde a verdade se apaga...
todo o cobarde faz força,
todo o valente se c****"
escrito por Gonçalves, Março 24, 2011
Não se esqueçam de uma coisa o PSD nunca aceitou muito bem a existência do IPA, e agora que se fala em existinção do Instituto corremos o risco é de nem a RV trabalharmos.
escrito por A. Lois, Março 24, 2011
escrito por Ricardo Miguel Silva, Março 23, 2011
http://www.precariosinflexiveis.org/2010/03/denuncia-precariedade-na-arquelogia.html
escrito por A. Gonçalves , Março 22, 2011
Quando falecem os argumentos e as questões ficam sem resposta, é mais fácil o ataque pessoal.
escrito por Fernando Martins, Março 22, 2011
Se quer saber mais dados sobre o Fernando Martins, é só pedir essa informação junto da base de dados que o dr. Valera afirmou possuir, também devem ter o meu cv.
De resto, não me interessa quem é o Pedro Teixeira, visto apenas estar interessado em debater os temas que aqui são suscitados, presumo que nenhum de nós é inimputável e portanto é totalmente responsável pelas suas atitudes, actos e comentários.
escrito por Pedro Teixeira, Março 22, 2011
Parece que o teu depoimento ao ACT nao deu em nada...
Sabes, afinal a tua situação e a de outros tantos devia ser legal. Tanto ruido pra nada.
Caro Doutor Antonio Valera e possivel enviar textos para publicacao como posts neste Blog?
escrito por Fernando Martins, Março 22, 2011
Está a ver, não valia a pena ter estado a disparatar sobre o que não sabe.
escrito por Margarida Neves, Março 22, 2011
escrito por Fernando Martins , Março 22, 2011
O que já considero muita coincidência é no exacto momento em que disse não à ilegalidade de passar um recibo em nome de outra empresa para a qual nunca trabalhei, terem analisado tudo e a partir desse instante considerarem que o que faço é mesmo ruinzinho.
Concordo totalmente com o que fala relativamente à assembleia geral da APA, só acho muitíssimo estranho que não fique também totalmente chocada com as seguintes situações :
- Recibos verdes ilegais
- Procedimentos ilegais de actuação com a utilização de expedientes diversos para fugir ao primeiro caso.
A exploração de colegas pelos próprios colegas, a manutenção destas situações ilegais não a deixa extremamente chocada ?
Ou estas suas comoções só são provocadas por certos acontecimentos em detrimento de outros ?
escrito por Margarida Neves, Março 21, 2011
Assim, não iremos longe...são colegas destes que me deixam descrente no futuro. Que a ERA vá em frente!!!!
escrito por André Pereira, Março 21, 2011
Não deixo de evidenciar o facto de o dr. Miguel Lago pura e simplesmente ter fugido desta discussão, não é assim que se defende a arqueologia empresarial.
escrito por Anónimo, Março 21, 2011
Apenas gostava de dizer aos colegas que aqui deram a cara para mostrar o que não está correcto na empresa que talvez não valha a pena o esforço, ainda a semana passada quando estava a entregar um relatório na sede da empresa na Cruz Quebrada, aconselhavam o Dr. Miguel Lago a ficar calado para não afectar a empresa e ao invés inventar "personagens" que pretensamente defendem a era com unhas e dentes.
Parece-me que está a correr bastante bem, agora só não percebo é se o que se fala aqui fosse mentira, porque é que a "grandíssima quantidade" de funcionários que a empresa tem no quadro, não a aqui vem defender.
Se repararem, até ao momento, em 100 e tal comentários, só o dr. Tiago do Pereiro é que veio aqui dar um bocadinho de graxa ao chefe, mas pelo menos defendeu a empresa, não é surreal ?
Não seria normal que um colaborador se sentisse acossado perante tanta mentira caluniosa ?
escrito por A. Gonçalves, Março 21, 2011
Esta situação denegrece a Era ? Claro que sim, a questão é que quem anda por atalhos, mete-se em trabalhos, é uma forma completamente ilegal de tentar resolver uma situação já de si ilegal.
escrito por Pedro Teixeira, Março 21, 2011
escrito por Joao Luis, Março 21, 2011
Sabem o que devia ser ilegal? A estupidez
pra mim o problema esta, por exemplo numa empresa cujo administrador ( que por acaso tem o mesmo sobrenome que o seu) me ficou a dever 3000 euros. Foi a tribunal e disse que pagava... não disse que é quando.
Vi casos recentes também na archport com o mesmo tipo de problemas em Silves... Mas o problema n ão está ai... o problema esta em duas empresas (bandidas) que utilizam os mesmos meios logisticos... esses bandidos utilizam o colherim uns dos outros e nos aqui com RV...
isto realmente....
escrito por Miguel Albergaria, Março 21, 2011
A única questão com que lidei pessoalmente foi ter participado num trabalho da omniknos em que tudo era da posse e possuía logótipo da Era - tanto a viatura todo terreno como a restante logística, portanto parece-me que são uma e a mesma coisa.
Mas a minha questão principal é a seguinte, será que toda esta problemática não seria resolvida com a utilização,no minímo, de contratos a termo incerto ? Será que os colegas que estão 3,4,6 anos a trabalhar a recibos verdes com a empresa não deviam ter outro tipo de vínculo laboral ?
Porque é óbvio que não se pode dizer que não tenham qualidade suficiente para tal, senão significa que a Era não sabe escolher profissionais para os auxiliarem nos diferentes projectos.
escrito por Amandio Carvalho, Março 21, 2011
Alias este caso Era / OMNIKNOS relativamente a recibos verdes foi colocado a publico pelo proprio admnistrdaor da ERA em Setembro de 2008 na archport. Podem consultar: http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive...03589.html
Que estranho esse caso vir novamente à baila. Ele ha com cada coisa que não lembra ao diabo. O proprio admnistrador da ERA o sr. Miguel Lago denunciou o proprio caso publicamente mostrando-se disponivel para esclarecer a situação. Tal esclarecimento deverá certamente ter acontecido em 2008.
Sinceramente acho pouco plausivel que se fosse um caso de ilegalidade o proprio admnistrador da ERA não teria divulgado o caso.
Mas isto só sou eu a pensar...
escrito por A. Dias, Março 21, 2011
escrito por Margarida Neves, Março 20, 2011
escrito por Fernando Martins , Março 19, 2011
Estávamos em 2009, depois de estar cerca de um ano a trabalhar a recibos verdes para esta empresa, fui contactado pelo departamento administrativo,na pessoa da sr. Luís Nuno, que me solicitava para, embora continuar a prestar serviços para a empresa era arqueologia, passar a emitir os recibos verdes em nome de uma outra empresa - cujo nome era OMNIKNOS.
Segundo me disse, era uma empresa que pertencia à Era e que seria uma forma de não ser necessário deixar a pessoa sem trabalho " um mês ou dois" por causa das inspecções do ACT.
Fiquei a saber mais tarde que esta empresa - a omniknos - era detida pela Era em 75%, e que era usada para este tipo de questões, bem como para outros aspectos que considero menos correctos.
Na altura, considerei desde logo, que o facto do gestor da empresa me dizer que era só para não ficar sem trabalho um mês ou dois, era uma pressão, mas disse que não concordava com tal situação, recebendo a resposta de que assim seria dificil continuar "a trabalhar com eles"
A partir do momento em que terminei o projecto em que estava, não mais voltei a ser contactado pela empresa, de realçar que nos projectos anteriores, o meu trabalho até era louvado por diversos coordenadores de projectos da era, por isso tirem as vossas conclusões.
Já não basta ser precário, passar por estas pressões é insustentável.
escrito por Anónimo, Março 19, 2011
Creio que é precisamente ao contrário: muitos dos contestadores não conhecem (e não querem conhecer, pois está quase tudo disponível publicamente) o que a ERA já fez e em nome de que projecto e de que visão para a Arqueologia.
Que recorre a recibos verdes? Que paga baixo? Onde está a novidade? Neste mercado, com estes recursos humanos, com este Estado, com estas universidades, só mesmo um marciano conseguiria sobreviver e satisfazer todas estas reclamações, tanto as justas, como as injustas (porque duvido que muitos dos que por aqui passaram justifiquem os valores que reclamam, pelo menos num mercado exigente para com os resultados do que sabem e fazem).
Como já aqui foi sugerido, de forma serena, o problema é estrutural e complexo e pensar que uma instituição pode sobreviver sendo irrealista só pode ser mesmo de gente... irrealista, inocente ou imatura, que se centra nos seus problemas concretos (que existem e são legítimos), mas que não entende onde estão as causas desses problemas (ao ponto de contribuir para elas).
Quem acompanha o Mundo, o País, a nossa economia, a nossa cultura, o nosso comportamento cívico e ainda se interessa por Arqueologia admira esta empresa, sem idealismos, mas percebendo o que ela é, representa e os problemas que enfrenta. Talvez uma das críticas que lhe possa ser feita é a incapacidade de comunicar tudo isso a quem com ela trabalha. Mas, pelo que tenho visto por aqui, essa tarefa também não é fácil.
Agora, por favor, não pensem que quem, em Portugal e no estrangeiro, admira a ERA, não sabe em que realidade ela vive (ou sobrevive) e o que ela representou e ainda representa para a Arqueologia Portuguesa. Isso é mesmo para quem apenas círcula por este blog, ou melhor, por este post deste blog.
escrito por Tânia Filipa, Março 19, 2011
O autor deste post, o Dr. Miguel Lago,faltou à verdade, é totalmente falso quanto a determinadas situações e a existência de recibos verdes ilegais a laborar na empresa é um facto muito concreto. Mas em minha opinião, muito pior, é a forma como não apresenta soluções perante as questões que aqui foram colocadas, o que revela um cenário negro para o futuro, pois não me parece que exista uma vontade férrea em mudar.
A pergunta que se coloca é o que fazer para alterar esta situação, referir-se às más empresas de arqueologia, quando se faz o mesmo não é resposta.
escrito por A. Gonçalves, Março 19, 2011
escrito por Pedro V.P.C. Albuquerque, Março 18, 2011
Creio que brevemente vai ocorrer uma assembleia da APA. Vamos ver quem são os corajosos que vão aparecer e, sobretudo, que se vão manifestar. Aí sim, todos terão uma oportunidade de dizer o que lhes vai na alma e proporem alterações à situação actual. Estarei atento e reportarei mais tarde.
Diz-se aquí muito disparate, muitos comentários longe da realidade da arqueología que vivemos hoje em dia. Felizmente, existem também alguns comentários com consciência da realidade. Muitos olham para aspectos que, no panorama geral da arqueología, representam muito pouco ou “apenas” o umbigo de alguns. Se acabassem com os recibos verdes e encontrassem um forma alternativa de contratação, melhorassem os honorários, os problemas continuavam. E enquanto for assim, nada feito. Pensar na arqueología por este prisma é fugir do essencial. E o essencial é valorizar a actividade da arqueología em geral e a arqueología empresarial em particular. Só quando se valorizar a actividade é que vão valorizar a profissão e as condições dos arqueólogos. De nada adianta resolver as questões laborais dos arqueólogos se questões como o a formação dos arqueólogos, trabalhos mal executados, património destruído, pontos de vista diferentes da tutela consoante a região ou até o(s) arqueólogo(s), ligação das universidades às empresas, conluio, corrupção, etc, forem ignoradas.
E alguns comentários que aquí são feitos relativamente a certas pessoas e entidades são, absolutamente, uma vergonha e, acima de tudo, desprestigia a actividade. Porque não resolvem essas dúvidas directamente? Falta de coragem? A arqueología não é a única actividade com problemas de ordem laboral mas é a única que conheço que vem para a praça pública “atacar” este ou aquele. Com este nível, não se resolvem problemas, só os agravam.
Por último, a argumentação da ilegalidade dos prestadores de serviços com base na existência de hierarquia, horário, etc, expirou. Quem pensa desta forma, ou não trabalha(ou) para empresas de arqueologia, trabalha numa universidade (em investigação) a recibos verdes ou é um arqueólogo(a) tipo Indiana Jones que faz o que o que lhe apetece, quando lhe apetece. Só sendo um arqueólogo tão “desenvolvido” como o Indiana Jones é que deve saber como é possível fazer um trabalho de arqueología enquadrado num ambiente de obra (como são a maioria dos trabalhos de arqueología empresarial) sem respeitar horários, hierarquias a prazos. É exactamente como um médico a recibos verdes numa clínica, quando vai prestar um serviço num hospital, leva a sua ferramenta, entra às horas que lhe apetece e atende quem quer. Tenham dó!!!
Cresçam e aprendam para fazer valorizar o trabalho dos arqueólogos e depois reclamem. Só reclamar, não vamos lá.
escrito por Margarida Neves, Março 18, 2011
Quanto ao tema que Miguel Lago assinou, quero dizer que é urgente responsabilizar as empresas. Quantos somos aqueles que têm tido problemas com empresas que são apenas intermediários entre nós e os promotores de obras, ficando com uma boa margem e sem garantirem condições de trabalho? Quantos são os materiais de escavações que estão em casa de colegas sem que as empresas queiram dar condições para os tratar? e relatórios que nunca são pagos pelas empresas? Do que sei, a ERA é exemplar: paga bem e certinho, dá material e condições e apoia os arqueólogos. É disto que precisamos para evoluir. Continuem em frente com esta grande empresa!!!
escrito por AFC, Março 17, 2011
As condições de trabalho em RV não são iguais para todas as profissões.
Mas fico-me por aqui. Já percebi que se a empresa não dá a máquina fotográfica é acusada por não dar material, mas se dá, é acusada porque está acriar um falso recibo verde.
O melhor mesmo é a empresa de vão de escada: usa o telemóvel para receber o pedido e o telemóvel para contratar o arqueólogo e ele que se desenrasque. É isto que vocês todos estão a promover, caso ainda não tenham percebido. Boa sorte.
escrito por J., Março 17, 2011
Mas não é essa a questão que me traz aqui, embora não deixe de ser importante, já repararam como os "colegas" das áreas por exemplo do ambiente e da fiscalização resolveram este problema ? Tal como algumas empresas de arqueologia que aqui já foram referenciadas ? Contratos de trabalho a termo incerto, que legalmente até estão enquadrados para estas áreas de actividade, e permitam-me citar "Execução, direcção e fiscalização de trabalhos de construção civil, obras públicas, montagens e reparações industriais, incluindo os respectivos projectos outras actividades complementares de controlo e acompanhamento, bem como os outros trabalhos de análoga natureza e temporalidade".
Quando passaria a caducar o contrato ? "Quando, prevendo-se a ocorrência do facto referido no ponto anterior, a entidade patronal comunique ao trabalhador o termo do mesmo, com a antecedência mínima de 7, 30 ou 60 dias, conforme o contrato tenha durado até seis meses a dois anos ou por período superior".
Salvo melhor opinião, penso que pelo menos para as situações de acompanhamento arqueológico, existem mecanismos legais que poderiam facilmente resolver essa questão, não concordam comigo ?
O problema está em saber se esta empresa quer mesmo resolver esta questão ou deixar tudo como tá.
escrito por A. Gonçalves, Março 17, 2011
Ilegalidade total sim, como é o caso na Era, é estar a exercer as mesmas funções de um profissional a contrato, com hierarquias, com um horário de trabalho, e não ter qualquer tipo de regalias sociais. O problema é a atitude sistemática de abuso desta situação, quando no meu caso pessoal disse basta, a quantidade de recibos verdes ilegais que trabalhavam, e assim permaneceram, para a empresa era, em meu entender, alarmante.
escrito por AFC, Março 17, 2011
Olha, constitui uma empresa. Como disseram aqui só custa um euro e com essas ideias vais ter todos os arqueólogos a querer trabalhar para ti. Até ao final do primeiro mês.
escrito por Pedro Teixeira, Março 17, 2011
Tenho uma grande admiração pela ERA que tem encarado este debate com uma abertura espectacular. Parabéns!
Acho a opinião de certos colegas muito estranha porque não têm argumentos, a começar pela questão que coloquei e a acabar no facto de discutirem valores que são ditados pelo mercado e o mercado é feito tamém pelos arqueologos que vendem o seu trabalho pelo preço que entendem. O mais importante seria participarem na Associação Profissional de Arqueólogos e num grupo que existe para criar um sindicato. Talvez aií consigamos criar algo que ajude a mudar a nossa situação. O problema é que esses outros colegas estão parados e em silencio.
escrito por A. Gonçalves, Março 16, 2011
escrito por Bruno Figueiredo, Março 16, 2011
Por favor diga-me quais são "os ataques infundados, injustos e acintosamente insultuosos". Argumentos concretos por obséquio.
escrito por S. Martins, Março 16, 2011
escrito por JDM, Março 16, 2011
Para além dos ataques infundados, injustos e acintosamente insultuosos, procede também a um permanente auto elogio. Perdoe-me, mas não lhe fica bem. Diria mesmo que é lamentável a imagem que faz transparecer de si.
Chegados perto do centésimo comentário, nada tem a dizer sobre o assunto do post do Dr. Miguel Lago? Esse sim é um tema de extrema importância para a sua(?) profissão. Aguardaremos por aqui...
Bem haja
escrito por Bruno Figueiredo, Março 16, 2011
escrito por Bruno Figueiredo, Março 16, 2011
escrito por Costa, Março 16, 2011
Caro Bruno Figueiredo, em vez de tentar denegrir a imagem de uma empresa especifica, neste caso a Era-arqueologia, porque não fala das restantes empresas e das suas práticas? Porque razão não cria uma empresa e tenta criar o cenário que defende? Na realidade, na hora da verdade não luta pela criação, por exemplo, de uma carteira profissional, de um sindicato, de uma ordem. Talvez desta forma ajude a criar uma realidade melhor, fazendo assim que todas as empresas de arqueologia sejam obrigadas a repensar a sua forma de actuar, pois só assim deixara de existir concorrencia desleal.
Na arqueologia, como a flor de rosa afirma, não é a empresa que estabelece o salário, mas sim o arqueólogo contratado. Os valores que tanto referem, só aceita quem quer, e de facto somos nós os responsáveis pelos baixos salários e consequentemente o mercado reflecte esta prática..
Se todos exigirem o mesmo valor e imposerem regras semelhantes, as condições obrigatoriamente vão melhorar e toda a gente ganha com isso (empresas e arqueologos). No entanto, o que verificamos é que cada vez mais os preços descem e as condições diminuem e consequentemente todos perdemos.
Um assunto, bastante importante que não é debatido é relativamente ao pagamento a tempo e horas. Alias, arrisco-me a afirmar que neste momento contam-se pelos dedos de uma mão, as empresas que cumprem com as obrigações acordadas. Na verdade, mais importante que a discussão de valores, pois ninguém obriga, como anteriormente referido, a aceitar as condições propostas pela empresa, seja a Era, ou outras, é no final do mês o dinheiro estar na nossa conta.
Caro B. Figueiredo... fala em ilegalidades, já laguma vez denunciou a sua ou outras situações ao ACT? entao denuncie... Convém não esquecer que o maior empregador a recibos verdes é o estado.
A questão dos recibos verdes é na realidade penosa para os arqueólogos e restantes prestadores de servicos. No entanto, a culpa será das empresas, ou o problema passa por um roubo estatal. Não assisto a uma luta conjunta (empresas e arqueólogos) para tentar alterar este cenário, pois na minha opinião ninguém tem interesse, incluído as empresas, na continuidade dos recibos verdes. Os arqueólogos, querem o fim dos recibos verdes, mas esquecem-se que aí as empresas são penalizadas. Por exemplo, uma escavação de 5 ou 10 dias, as empresas tem forma de fazer um contrato, um acompanhamento com uma duração prevista de 10 meses, mas que na realidade dura 8, quem paga os dois meses? A empresa!!! Podem dizer, façam um contrato a tempo incerto!!! Mas como todos sabem, existe um periodo para comunicar o terminus do vínculo e que muitas vezes não é possível antecipar essa data. Sabem que um gerente não tem direito a baixa e fundo de desemprego e que como toda a gente desconta mensalmente. Sabem que mesmo não recebendo por parte do cliente, conforme acordado,as empresas tem de pagar o IVA de serviços que ainda não recebeu e aos funcionários atempadamente.
Face ao exposto, acho que devemos pensar em ambas as partes e não olhar unicamente para os nossos interesses e de facto lutar em conjunto para uma melhoria de condições.
escrito por A Lois, Março 16, 2011
E volto a afirmar o que disse: não concordo obviamente com os RV, mais não concordo com os RV de todo, pelo menos neste modalidade sem quaisquer direitos. Acho aliás que este deverá ser o caminho a seguir, caminho que está e muito bem a ser preparado com as manifestações que vimos no fds passado.
Porém não acho correcto que se venha para um espaço achincalhar pessoas, empresas, e odios privados.
Queremos mudar a situação mudemos mas a mudança não sai unica e exclusivamente da luta de classes; nem pode por quer RV quer empresarios fazem parte da mesma classe.
escrito por A Lois, Março 16, 2011
escrito por Maria L. Ferreira, Março 16, 2011
E como já disse anteriormente quem fica de facto muito mal visto neste extenso rol de comentários são todos estes participantes cronicamente amargurados para quem, suspeito, nenhuma resposta será nunca suficientemente boa.
O círculo vicioso em que se encontram só pode ser quebrado com um movimento construtivo que deve partir de cada um. E nesse aspecto, perdoar-me-ão a franqueza, poucas instituições a trabalhar no âmbito da património histórico-arqueológico fizeram tanto como a Era Arqueologia.
Levantem os olhos da vossa caderneta de recibos e pensem um bocadinho. Não custa nada.
escrito por Flor-deLiz, Março 15, 2011
Primeiro, porque o assunto principal “a solidão do arqueólogo” proposto pelo Miguel Lago, não tem sido debatido. Depois, seja qual for o valor dos vencimentos e a durabilidade dos recibos verdes, a razão está do lado da Era.
Os factos são estes; Quando contracto um canalizador ou um pedreiro, para me realizar umas pequenas obras em casa, não sou eu que lhe estabeleço o preço dia ou hora, mas é ele que me informa o preço que me vai cobrar.
Neste caso particular da arqueologia, não é o cliente que estabelece o salário, é o arqueólogo contratado. Ou seja, cabe ao arqueólogo informar o seu cliente (empresa de arqueologia ou outra) o valor a pagar pela prestação de serviços.
No entanto parece que as regras se inverteram, e fico espantado quando vejo colegas meus a recibos verdes queixarem-se dos baixos salários que auferem das empresas de arqueologia.
Só aceita quem quer, e o que eu digo é que deixem de ser otários. Porque são vocês os únicos responsáveis pelos baixos salários e são vocês que andam a dar cabo do mercado. Deixem de estragar a vida aos que têm lutado diariamente por condições condignas e por uma profissão dignificante.
Se acham que são valores baixos, não aceitem. Se todos se comportarem da mesma forma e imporem as regras, as condições obrigatoriamente vão melhorar.
Aos colegas que tem relatado os seus casos particulares e se têm colocado no papel de vítimas, só tenho a dizer que deviam de ter vergonha e que deviam ser expulsos da “classe” (caso houvesse), pois vocês são os únicos responsáveis por algumas empresas me dizerem, na cara que os 60 euros que reclamo por dia são um abuso e excessivamente bem pagos porque arranjam no mercado quem faça mais barato.
São arqueólogos como o A. Gonçalves, André Pereira, Bruno Figueiredo e outros, que têm estragado o mercado, e se nos casos aqui relatados, alguns são anónimos outros conheço eu. Quando tiver oportunidade, hei-de dizer-vos cara a cara que são vocês são uns otários e deveriam de ter vergonha na cara.
Para finalizar, só queria lembrar que os recibos verdes são legais e que o principal cliente dos mesmos é o próprio estado.
escrito por Luís Fernandes, Março 15, 2011
Gostava igualmente de abordar a questão aqui algumas vezes sugerida de " não se tem uma arma apontada à cabeça".
De facto, os arqueólogos que aceitam esta situação de precariedade na era, entram nela sabendo que os honorários são ridículos, mas pensando que pelo menos podem estar a trabalhar na área, melhorar o currículo e que o seu esforço e valor será devidamente recompensado nos trabalhos futuros. A questão é que o tempo vai passando, e o esforço não é devidamente valorizado, nem a nível de aumento de honorários, nem a nível de términus da situação ilegal. A partir do momento em que se deixa de aceitar esta miséria, a era vai buscar "rookies" acabados de sair da faculdade, o que não significa que sejam medíocres.
Portanto, quem ficou indignado com a tamanha falsidade das palavras do dr. Miguel Lago e tem a coragem de subscrever o que diz, num mundo tão pequeno como a arqueologia portuguesa, é antes de mais de louvar, e depois é porque já tem um currículo suficiente, para não poder depender desta ou daquela empresa.
escrito por JDM, Março 15, 2011
Arqueologia. É que parece que ninguém percebe que não são as empresas
que têm de concordar ou não com 45€ ou 50€ por dia. Se quem os aceita
tem alternativa melhor, ou é estúpido ou é masoquista! Como isto não é
credível, quem os aceita, só o faz porque não tem alternativa: é o
mercado no seu melhor! Os 45€-50€ são ditados pelo mercado: será que
os arqueólogos não entendem isto? Há muita oferta, pouca procura, o
preço desce. Elementar. Certo, meus senhores? E as empresas não são a Sta Casa da Misericordia: alguma vez ocorreria a algum dos comentadores deste blog pagar mais por um serviço que poderiam adquirir por menos?
Será que nenhum arqueólogo leu uma publicação denominada "Obelix e Cª"?
Mudem as regras, para aumentar a procura artificialmente e assim subir
o preço. Isto não é provável no estado em que o país está. Em
alternativa, mudem as regras para aumentar a exigência, o que reduz a
oferta (afinal só ficarão os muito bons!). Mas esta última não
interessa, pois não? Coitadinhos dos mediocres. Sendo assim, só têm o
que merecem.
Cumprimentos deste Vosso assíduo leitor.
escrito por Ricardo Miguel Silva , Março 14, 2011
escrito por Luís Fernandes, Março 14, 2011
escrito por António Valera, Março 14, 2011
escrito por AFC, Março 14, 2011
Agora, porque não vão trabalhar para as empresas que consideram melhores?
Porque não criam as vossas próprias empresas e empregam com as condições que consideram boas? É que é difícil de entender como é que a ERA consegue encontrar quem queira nela trabalhar.
O que aqui está a acontecer é demasido ridículo e absurdo.
E, desculpem a minha opinião, mas disto tudo não é a empresa que está a sair mal vista. Vocês podem não ter essa noção, mas estão a justificar a vossa precariedade.
escrito por André Pereira, Março 14, 2011
Permita-me por favor, que lhe lance o seguinte repto, organizar e publicitar uma mesa redonda, uma sessão de esclarecimento, uma conversa de fim de tarde, o que pretender, na sede da era-arqueologia acerca deste tema dos recibos verdes ilegais,em que possa expressar as suas opiniões e todas as atitudes que tomou ao longo dos anos. E onde possa estar presente quem nestes comentários pretendeu permanecer anónimo e quem teve coragem de o fazer sem qualquer receio, receio esse que considero absurdo.
escrito por S. Martins, Março 14, 2011
escrito por António Valera, Março 14, 2011
Um dia que lhe for conveniente passe na ERA e eu terei todo o gosto em discutir o assunto consigo e explicar-lhe os meus pontos de vista e descrever-lhe o que já fiz, ao longo das duas últimas décadas, relativamente ao assunto.
Aqui não o farei.
Porque não debato com pessoas não se identificam (há uma base de dados com todos os nomes de pessoas que alguma vez trabalharam para a ERA, e muitas das que por aqui passaram e têm apelido, não constam); porque este forum é para debates com elevação, boa fé e inteligência, e o que aqui se tem passado não tem sido isso (em minha opinião, claro); porque o problema é demasiado sério e estrutural para ser debatido na base do caso pessoal e dos gostos e desgostos que cada um possa ter contra esta ou aquela pessoa, esta ou aquela instituição.
Quanto à minha intervenção anterior, que motivou as suas perguntas, não foi bem um comentário. Foi mais um desabafo.
Um bom dia para si.
escrito por Ricardo , Março 14, 2011
escrito por Luís Fernandes, Março 12, 2011
escrito por JDM, Março 12, 2011
O último comentário fez-me reler todos os outros que o antecediam. Conclui que o seu conteúdo é totalmente inaceitável e insultuoso porque foge literalmente à verdade, primando pela grosseria. Num comentário datado de 31 de Janeiro o Dr. Miguel Lago escreveu o oposto do que ali lhe é atribuído:
"A ERA NÃO PROCEDE a uma contratação esporádica de prestadores de serviços de Arqueologia. A sua contratação é ditada pela especificidade dos projectos e pelas oscilações do mercado em que a empresa actua."
É importante que antes de comentar, acusar e fazer juízos de valor deturpados, os participantes deste blog atentem, cuidadosamente, nos textos que lêem e nos comentários que escrevem. Sr. Luís Fernandes, não baixe o nível deste forum de prestígio nem rebaixe a sua classe profissional. A verdade existe.
Foi por este tipo de situações que tomei a liberdade de sugerir que este blog viesse a adoptar o modelo de filtragem de comentários do jornal "Público". No entanto, caro Dr. António Valera, compreendo a sua opção, reveladora de uma superioridade moral e ética. Bem haja pelo seu trabalho e paciência.
escrito por JDM, Março 12, 2011
O último comentário fez-me reler todos os outros que o antecediam. Conclui que o seu conteúdo é totalmente inaceitável e insultuoso porque foge literalmente à verdade, primando pela grosseria. Num comentário datado de 31 de Janeiro o Dr. Miguel Lago escreveu o oposto do que ali lhe é atribuído:
"A ERA NÃO PROCEDE a uma contratação esporádica de prestadores de serviços de Arqueologia. A sua contratação é ditada pela especificidade dos projectos e pelas oscilações do mercado em que a empresa actua."
É importante que antes de comentar, acusar e fazer juízos de valor deturpados, os participantes deste blog atentem, cuidadosamente, nos textos que lêem e nos comentários que escrevem. Sr. Luís Fernandes, não baixe o nível deste forum de prestígio nem rebaixe a sua classe profissional. A verdade existe.
Foi por este tipo de situações que tomei a liberdade de sugerir que este blog viesse a adoptar o modelo de filtragem de comentários do jornal "Público". No entanto, caro Dr. António Valera, compreendo a sua opção, reveladora de uma superioridade moral e ética. Bem haja pelo seu trabalho e paciência.
escrito por Luís Fernandes, Março 12, 2011
escrito por A. Lois, Março 11, 2011
escrito por Maria L. Ferreira, Março 10, 2011
As palavras do Simão Silva parecem-me muito sensatas. Enquadram, de forma estruturada, o problema dos recibos verdes na sua conjuntura mais alargada. Revelam, acima de tudo, uma ponderação que tem claramente faltado na maioria dos comentários aqui apresentados e que são tudo menos abonatórios, principalmente para quem os escreve.
Em primeiro lugar, não sei quanto paga a empresa em causa. Nem me parece que seja essa a questão central. Cada caso é um caso. No entanto, pagar 50 euros a alguns arqueólogos pode até ser considerado extremamente generoso tendo em conta a qualidade do trabalho executado por alguns profissionais. Não estou dentro da cabeça de ninguém e bons ou maus trabalho ficam na consciência de cada um. No entanto, pelo grau de irritação indignada de alguns participantes deste pseudo-debate-deprimente, imagino que devam ser arqueólogos ultra competentes, injustamente desperdiçados no miserável mercado do trabalho da arqueologia em Portugal, encurralados e sem saída.
Depois, segundo julgo saber, ninguém vai trabalhar para lado nenhum com uma pistola apontada à cabeça. Se se trabalha por valores baixos é porque se quer. E porque se pode. Os arqueólogos estão no mercado tal como as empresas. Estas negoceiam as suas condições com os seus clientes. Os arqueólogos devem fazer o mesmo com quem os contrata. Não há condições ideais? Pois não, mas o mundo está longe de ser perfeito. E como dizia o comentário do Simão Silva, inadmissível é a carga fiscal a que estamos sujeitos.
Numa actividade tão flutuante como é a da Arqueologia, em que a possibilidade de previsão da quantidade de trabalho a executar digamos, num mês, é praticamente impossível,é evidente que as empresas têm grande dificuldade em integrar nos seus quadros os recibos verdes com quem trabalham. Como, se não podem prever se vão ter trabalho para eles? As incongruências neste caso começam do lado de quem pensou e mantem a lei laboral do nosso país. E o Estado, todos sabemos, é o primeiro a prevaricar.
A solução seria tentarmos modificar o meio em que nos movimentamos. Um meio onde os debates fossem participados de forma construtiva, onde os profissionais a actuar nesta área tivessem a massa crítica suficiente para pensar soluções e encontrar caminhos. Um meio que tivesse uma tutela forte, uma Universidade empenhada em fornecer arqueólogos competentes e onde a Arqueologia (e a Cultura em geral) não andassem ao desmando de políticos com agendas duvidosas.
E principalmente um meio onde um blog científico não fosse invadido por comentários gratuitos, difamatórios, grosseiros e repito, muito pouco dignificantes para quem os escreve. Assim não vamos a lado nenhum.
escrito por Ana S. Martins, Março 10, 2011
Conheço a empresa ERA que é uma referencia em Portugal e até colegas de outros paises me falam desta empresa: pelas revistas que publica, pelos resultados de trabalhos que divulgam, pelos congressos que organizam, pelo fama que colegas ali ganharam. Façam como eu, que trabalho nos sitios que escolho. Vou enviar o meu curriculim para a ERA.
escrito por Luís Fernandes, Março 10, 2011
escrito por M. Silva, Março 10, 2011
escrito por A Lois, Março 10, 2011
Eu so conheço ou pelo menos o Codigo de Trabalho só reconhece contratos de trabalho a termo certo ou de termo incerto. Mais o contrato de trabalho fala em remenarçao mensal e nunca diária. Caro Silva o trabalho à jorna (vulgo diario) é tipo recibo verde. Um contrato de trabalho fala em remunerações mensais e nunca diárias.
escrito por M. Silva , Março 10, 2011
Já trabalhei para a era arqueologia cerca de 4 anos, sempre com trabalho mensal e a recibos verdes,e no verão passado passei a trabalhar para outra empresa por ter melhores condições, num projecto ganho em concurso a outras empresas, entre as quais a era-arqueologia.
O que é importante nesta situação ? Nessa empresa,além de ter 70 euros de honorários diários, havia contrato de empreitada, e mesmo assim conseguiu vencer o concurso.
Portanto, o que não é justo é a era arqueologia chegar a cobrar 180 e até mesmo 250 euros diários pela presença de um arqueólogo e depois oferece-lhe 45 euros. Aí sim é exploração pura de colegas por colegas.
escrito por Simão Silva, Março 09, 2011
e explicações:
http://www.precariosinflexiveis.org/
escrito por Simão Silva, Março 09, 2011
escrito por P. Lopes, Março 09, 2011
escrito por Ana S. Martins, Março 09, 2011
escrito por A. Dias , Março 08, 2011
escrito por A, Mousos, Março 08, 2011
escrito por Pedro Mendes, Março 08, 2011
escrito por André Pereira, Março 08, 2011
Mas a questão principal não é essa, é sim a forma como esta empresa explora os recibos verdes,este aspecto já não quer comentar ?
escrito por António Valera, Março 08, 2011
escrito por André Pereira , Março 08, 2011
Senhor Miguel Lago,no início dos comentários deste post, fiz-lhe a seguinte pergunta - "Considera justo o valor de 45 euros que a era arqueologia oferece aos arqueólogos a recibos verdes por dia de trabalho? " Na altura não respondeu, será que 50 e tal comentários depois não seria sensato dar uma resposta ? É assim que quer dignificar a arqueologia, mantendo os profissionais nesta situação ?
escrito por Miguel Albergaria , Março 08, 2011
escrito por Bruno Figueiredo, Março 08, 2011
escrito por A. Lois, Março 07, 2011
escrito por A. Gonçalves, Março 07, 2011
escrito por Luís Fernandes, Março 06, 2011
escrito por António Valera, Março 06, 2011
Não me vou pronunciar sobre o problema em concreto dos comentários (sobre isso, já publiquei e debati bastante, pelo que aquilo que eu penso é sobejamente conhecido de quem se preocupa sobre estas matérias e, naturalmente, se mantém informado). Mas gostaria de me pronunciar sobre a natureza deste tipo de situações, que encontramos nas mais variadas vertentes da sociedade portuguesa (basta estar atento).
Há inequivocamente um problema sistémico, no qual está mergulhada a Arqueologia Portuguesa, tanto na vertente da formação, como da investigação, como da prática profissional, como da protecção patrimonial, como da gestão administrativa e como da valorização social de todo o seu trabalho, e todos estes problemas têm as mais variadas ramificações. Nestes tempos de agudização das condições sociais, a propensão para a insatisfação e revolta aumentam, pois as situações dramáticas multiplicam-se e o desespero toma conta das pessoas. Mas, como bem explicou Ortega y Gasset na sua “Rebelião das Massas”, nestas situações não devemos esperar da maioria das pessoas a capacidade da análise sistémica do problema (embora, em tese, o devesse-mos esperar de gente com formação académica, basta conhecer a academia para nos desenganarmos). Elas focar-se-ão no seu problema específico, isolando-o do contexto que lhe dá origem, o explica e onde reside a chave da sua resolução.
As análises primam, normalmente, por grande irracionalidade e a violência dos discursos aumenta, assim com o seu carácter indiscriminado e injusto. As acusações são despejadas em catadupa, a partir de uma visão deturpada das coisas, resultado da ira, da incompreensão da dimensão sistémica do problema e da ausência de informação (a que, por vezes, mas nem sempre, se acrescentam dimensões de má fé
. Não poucas vezes, estas manifestações (e estou a referir-me apenas às movidas por boa fé, porque sobre as outras estamos conversados), causam mais prejuízo que benefício àquilo que precisamente procuram defender, por se revelam completamente desfocadas. Porquê então continuar a permitir que este tipo de situação ocorra, e em concreto, aqui neste espaço?
A razão prende-se com a ideia que tenho de que a postura de liberdade (a qual deve ser sustentada numa racionalidade crítica, inteligência, informação e, portanto, consciência e responsabilidade) tem um custo, por vezes muito elevado: o de resistir o máximo possível à censura, mesmo perante a má fé, a irresponsabilidade, a ignorância, ou mesmo a estupidez. A liberdade tem custos. E este é um deles. Mas é um custo que se paga com convicção, quando se está confiante na bondade dos nossos percursos e das nossas práticas quotidianas.
Naturalmente, esta opção não é definitiva e o evoluir da situação poderá obrigar-me a fazer o que não gostaria de fazer. (Não incluo nisto os comentários difamatórios. Esses, caso os autores tenham a coragem de se identificar, acho que deveriam ser tratados juridicamente pelas entidades por eles afectadas).
Finalmente, uma outra razão que me parece importante: estas situações são um bom barómetro. Elas revelam-nos, de forma particularmente expressiva, a situação em que se encontra a formação dos profissionais, a sua autonomia crítica, a sua integridade intelectual e cívica, a sua competência e a sua maturidade. É fundamental, a meu ver, ter consciência da diversidade de situações e pessoas que se diluem por trás de epítetos como juventude, profissionais ou simplesmente arqueólogos.
Assim, enquanto for humanamente possível, tentarei manter este espaço aberto a toda a gente. Veremos por quanto tempo será possível fazê-lo.
escrito por Bruno Figueiredo, Março 06, 2011
escrito por JDM, Março 05, 2011
Como responsável deste Blog, sugiro que siga o exemplo do jornal Público. No respectivo Blog, as mensagens recebidas serão, a partir de hoje, previamente lidas antes de publicadas. É inaceitável o pendor difamatório com que muita gente, em muitos casos anónima, escreve neste local. Este é, julgo, um espaço de liberdade e responsabilidade. Não de insulto e insinuação. Não sou da Vossa profissão, mas acompanho o Blog desde o início e o que tem vindo a acontecer é, no mínimo, insensato. Basta! Que voltem os verdadeiros debates, a bem do Património nacional.
escrito por Zé, Março 04, 2011
escrito por A. Dias , Março 03, 2011
escrito por A. Gonçalves, Fevereiro 28, 2011
escrito por S. Martins , Fevereiro 24, 2011
escrito por Luis Fernandes , Fevereiro 23, 2011
escrito por Carlos, Fevereiro 22, 2011
A coragem e a frontalidade é algo cada vez mais raro nos dias que correm.
escrito por M. Azenha , Fevereiro 22, 2011
escrito por Francisco Almeida , Fevereiro 19, 2011
escrito por Carlos, Fevereiro 18, 2011
A manta linda de setim afinal anda a necessitar de ser lavada.
Com os diferentes comentários, aqui colocados, se vê a distância entre o que se diz e o que se faz... Faz lembrar a conversa dos nossos amigos politicos.
escrito por Mónica , Fevereiro 17, 2011
escrito por S. Martins, Fevereiro 16, 2011
escrito por Luís P., Fevereiro 16, 2011
Será que a dignificação não se combate da forma exactamente contrária ? Será que os administradores, gestores das outras empresas serão um conjunto de iluminados que mesmo promovendo esses contratos conseguem ganhar projectos nestas condições e no mesmo " terrível" mercado em que a era arqueologia se movimenta ?
escrito por Miguel Lago, Fevereiro 16, 2011
No nosso contexto e ao longo do tempo, a ERA orgulha-se do contributo que deu e continua a dar todos os dias para o futuro da Arqueologia portuguesa e dos arqueólogos que ambicionam uma profissão mais madura.
escrito por Bruno FIgueiredo, Fevereiro 16, 2011
escrito por Miguel Lago, Fevereiro 14, 2011
escrito por Luís Fernandes , Fevereiro 14, 2011
escrito por António Valera, Fevereiro 14, 2011
escrito por P. Albuquerque, Fevereiro 14, 2011
Duvido que as empresas se aproveitem desta situação. Até porque, em arqueologia, ainda não vi ninguém ficar rico ou ganhar muito dinheiro. Acho até isso é impossível em arqueologia (pela origem e função social das empresas) e até que o destino de certo tipo de empresas está traçado com o mercado actual. Mas a situação dos arqueólogos, que é o que interessa para esta conversa, nunca vai mudar enquanto a arqueologia não constituir um valor reconhecido para quem a consome (perdoem-me a linguagem demasiado mercantilista) E o problema começa, antes dos arqueólogos, nas universidades. Mas os arqueólogos têm um papel vital. Portanto, menos conversa e mais acção para fazer com que a arqueologia "apareça". Há muito tempo que se assiste a este debate mas, nem por isso, as reuniões da APA tem participantes a falar destes problemas, ou as empresas se entendem, ou as universidades saem do seu meio, fechado em torno de si.
E não posso deixar de lamentar que um BLOG científico como é o NIA seja o palco para este tipo, não de liberdade de expressão, mas de devaneios momentâneos sobejamente conhecidos que não são mais do que um "dejá vu". Por isso, os 45 e 50 euros por dia.
escrito por Bruno FIgueiredo , Fevereiro 13, 2011
escrito por Tiago do Pereiro, Fevereiro 13, 2011
escrito por S. Martins, Fevereiro 13, 2011
escrito por Tiago do Pereiro, Fevereiro 13, 2011
escrito por S. Martins, Fevereiro 13, 2011
Acho que não deve haver ninguém contra o recibo verde ilegal em arqueologia e a favor noutras áreas...
Quanto à concorrência desleal, a era arqueologia já o está a fazer em relação às outras empresas, pois oferecem contratos de empreitada, com valores superiores aos que se paga na era e sem utilizar esta ilegalidade, não faço referências concretas pois ninguém me paga pra isso.
Depois é toda a questão da consciência social, será que oferecer 45 euros a um colega teu com tanta ou mais formação que tu é estar a ter preocupações sociais ?Mais vale dizer que o que se quer é lucro.
Espero que não queiras esconder que existem dezenas de colegas nossos nesta empresa, incluindo eu, que estão em situação perfeitamente ilegal e sem qualquer tipo de protecção.
Depois o facto de se pagar 500, 600, 700 euros por mês sem qualquer atraso é o minimo dos minimos.
escrito por Tiago do Pereiro, Fevereiro 13, 2011
escrito por S Martins , Fevereiro 13, 2011
escrito por Bruno Figueiredo, Fevereiro 13, 2011
Se o sr Miguel Lago quer realmente lutar por uma arqueologia profissional e consequente porque não luta pela erradicação dos recibos verdes ilegais na sua própria empresa ? Porque não seguir os exemplos de empresas como arkhaios, procesl ou arqueohoje que já há muito fazem contratos de empreitada ?
escrito por Tiago do Pereiro, Fevereiro 13, 2011
escrito por P. A. , Fevereiro 12, 2011
http://www.act.gov.pt/(pt-PT)/Itens/QueixasDenuncias/Paginas/default.aspx
P.A.
escrito por S. Martins , Fevereiro 12, 2011
Depois o sr. Miguel Lago, quando tiver os inspectores à porta a pedir-lhe contas por ter dezenas e dezenas de ilegais, vai lhes responder que está firmemente a lutar por uma arqueologia profissional e consequente !!!
NÃO SE CALEM ! S. Martins
escrito por Zé, Fevereiro 12, 2011
escrito por Bruno Figueiredo, Fevereiro 11, 2011
escrito por Ricardo Caminho, Fevereiro 11, 2011
Toda a gente se queixa, mas ninguem faz nada. Mandem-se para o pingo doce. trabalham menos, ganham mais, e nao passam RV. é mais digno para um licenciado fazer isto do que estar a "prestar serviços" a uma empresa.
Ganhem juizo, arqueólogos.
Eis o arqueólogo da "geraçao do recibo verde" http://www.youtube.com/watch?v...ture=email
escrito por A Lopes Lois, Fevereiro 11, 2011
1º Só é RV quem quer, ninguem (que eu saiba) aponta pistolas a ninguem para ser RV.
Como tal só por graça ou por estado da dor mais lixada do mundo (a de coto) se podem entender grande parte destes comentarios.
Enquanto fui RV só aceitei o que quis o que considerei justo. Se foram os tais 45 ou 50 não vem ao caso pq se os aceitei estava consciente disso. Se o Bruno acha que a sua companheira esta mail remunerada com 45 ou 50 (euros) e ela tambem, incentive-a pois a não aceitar mais esses trabalhos. Tenho q certeza que ninguem da ERA lhe aponta uma pistola e diz: ou aceitas os 50 euros ou levas um tiro.
Mas podem dizer: "ah mas para se trabalhar em arqueologia tem que se trabalhar em RV senão não ha hipotese" além disso não ser verdade agora como sabe com 1 euros de capital social ja pode abrir uma empresa. Abra a e pronto já acabou o RV. Pode ainda dizer:"ah mas é preciso capital de investimento e tal, etc". Mal. Eu conheçço dois casos de duas empresas que começaram apenas com o capital de trabalho ou seja com a própria força de trabalho. Uma deu-se bem e continua a laborar outra faliu. Uma teve sorte outra azar. Ambos abriram a empresa pq estavam fartos de RV. A "chamada" geração dos RV é uma geração a qual eu por questões de idade me incluo mas não pq questões ideiais. Considero uma geração mimada que espera por ver o comboio (ou o TGV) passar. Sejamos mais proactivos mais inovadores e talvez possamos ajudar a sair o pais da crise.
escrito por Rui Mataloto, Fevereiro 11, 2011
De há muito que me bato por esta questão. É totalmente incrível como quem anda a trabalhar a recibos verdes, com vínculos nulos, se sujeita a assumir o que seja no papel. Amigos, eu, que felizmente não ando no Mundo dos Recibos Verdes, pugno para que todos aqueles que andam se neguem a assumir no papel uma escavação onde não tenham a faca e o queijo na mão sobre questões técnicas, metodológicas e materiais. Quantas vezes são confrontados com métodos "expeditos" impostos pelo dono da empresa? Quantas vezes falta material necessário, considerados pelos que têm o poder de compra superfluo? Não tenhamos ilusões. Para mim, quem dita as regras é quem tem que ser avaliado, e aí são as empresas. Estas têm que avaliar o desempenho e qualidade dos seus "funcionários" que, se não cumprirem, devem assumir as consequências das linhas metodológicas impostas. O problema começa, contudo, quando a maior parte das empresas não tem, se quer, uma linha metodológica definida, que assuma e se responsabilize. Para mim, deviam ser as empresas, e respectivos técnicos, directores de investigação e quadros da mesma, que deviam ser "chamados à tábua" e não o pobre coitado que ganha os tais 50 euritos ao dia e tem que arcar as responsabilidades de uma escavação ... podendo ser suspenso pela sua falta de qualidade.
Na minha opinião, o problema de fundo, é que isto nunca ou raramente acontece pela incompetência e clientelismo das chefias da Tutela ...
escrito por Bruno Figueiredo, Fevereiro 11, 2011
Certamente o conhece pois vários " recibos verdes " que trabalhavam há mais de meia década para esta empresa, partiram para essas mesmas empresas por possuirem melhores condições. Resumindo, considera ou não que 45 e 50 euros diários promovem a tal arqueologia profissional e consequente que fala ?
escrito por Miguel Lago, Fevereiro 11, 2011
A estabilização de equipas na Arqueologia portuguesa é extremamente complicada pelos ritmos extremamente incertos da nossa actividade, por frágeis e sinuosos níveis de exigência por parte das tutelas do Património e da Arqueologia e por uma "classe" também ela pouco mobilizada em torno de perspectivas de afirmação dos valores do Património no seio de uma sociedade que paga o trabalho que fazemos mas não é convocada para a partilha dos resultados obtidos.
A visão da nossa empresa perspectiva uma Arqueologia profissional e consequente socialmente; a luta é quotidiana, mas não tenho dúvidas de que, ao longo dos anos, temos procurado contribuir para a dignificação do Arqueólogo na sociedade portuguesa. A ERA tem uma equipa vasta. Por isso, corre riscos acrescidos porque ao contrário da esmagadora maioria das empresas se adapta com mais dificuldades às contracções do mercado, como a que vivemos actualmente de forma bem vincada. Mas é essa perspectiva de ambição, em que a competência, coesão e ambição da equipa são fundamentais, que permite à empresa progredir e afirmar cada vez mais uma Arqueologia profissional e consequente.
Os colaboradores que prestam serviços mais ou menos pontualmente à ERA são importantes e grande parte dos profissionais do quadro da ERA iniciaram a sua colaboração com a empresa como “recibos-verdes”. O futuro não parece radioso e é urgente encontrar novos caminhos que permitam criar uma nova esperança para todos os arqueólogos, principalmente para aqueles que trabalham por conta própria.
A ERA tem estado e continuará a estar empenhada nesse processo.
escrito por João Paulo, Fevereiro 11, 2011
escrito por Bruno Figueiredo, Fevereiro 10, 2011
escrito por André Pereira, Fevereiro 02, 2011
escrito por Miguel Lago, Janeiro 31, 2011
Empresas e profissionais estão, desde há muito, numa situação complexa porque determinados aspectos da nossa legislação laboral promovem dificuldades de consolidação da profissão e beneficiam as estruturas empresariais sem ambições ao nível da qualidade dos serviços que prestam. De duas coisas estou seguro: 1) a ERA cumpre as suas obrigações legais; 2) a ERA luta desde a sua fundação pela dignificação e afirmação profissional dos Arqueólogos.
Porque o tempo urge, seria importante que a APA e o Grupo de Trabalho para um Sindicato de Arqueólogos contribuíssem para uma melhoria das condições actuais. Mas não tenhamos dúvidas de que será a actuação quotidiana dos profissionais, individual e colectiva, que permitirá uma verdadeira mudança. Infelizmente, os sinais não são animadores...
escrito por A. Gonçalves , Janeiro 30, 2011
escrito por Luís Fernandes, Janeiro 29, 2011
escrito por Miguel Lago, Janeiro 24, 2011
Mas mais do que isso, a ERA procura dar boas condições de trabalho a todos os colaboradores, quuer ao nível da atempada remuneração, quer ao nível da possibilidade de, em todos os projectos, serem cumpridas as normas legais: no trabalho de campo e no trabalho de relatório em que se inclui o tratmento dos materiais recolhidos.
Se todas as empresas de Arqueologia seguissem o exemplo da ERA, a nossa área de trabalho seria muito diferente...
escrito por Luís Fernandes , Janeiro 22, 2011
escrito por Sérgio Antunes, Janeiro 11, 2011
Na minha modesta opinião (a de quem pertence a este mundo à cerca de 11 anos, a título profissional),a necessidade mais premente é a regulamentação.
Como disse à poucos anos o Paulo Marques num dos colóquios da ERA, "um promotor procura sempre o melhor/mais baixo preço". Se numa proposta todos os valores apresentados forem superiores ao que actualmente se pratica, que remédio haverá senão pagar um valor elevado?! Caso contrário, significa que estamos dentro do "circulo vicioso". Os que se recusam a entrar nesse "circulo", sofrerão as consequências e muitos sabem quais são, e a ERA-arqueologia incluída claro.
Portanto, não poderia estar mais de acordo com a co-responsabilização das entidades que enquadram os arqueólogos nos empreendimentos patrimoniais.
Mas em primeiro lugar é preciso regulamentar!
escrito por Miguel Lago, Dezembro 23, 2010
escrito por Fátima, Dezembro 23, 2010
Para obter tal resposta, talvez seja melhor sair da frente do computador e perguntar, directamente, em reuniões da APA e nas sessões do Grupo de Trabalho de criação do Sindicato.


mete uma rolha
Para mim todas estas questões do foro laboral/salarial(ou o que lhe quiserem chamar) estão ligadas ao estatuto de arqueólogo, isto é, daquele que pode legalmente realizar pedidos de trabalhos arqueológicos.
Na minha opinião este quadro legal é absurdo. Porque na realidade podemos ter licenciatura, mestrado e doutoramento e não ter competência para dirigir uma escavação, como pode-se não ter nada disso e ser mais que competente. Se se trata de escavação deveria ser, sobretudo, a experiência de campo acumulada a constituir pré-requisito. Hipotéticamente, imaginemos que x experiência de n e y situações. E não simplesmente um papel. Neste quadro legal é perfeitamente possível dirigir uma escavação, ou um acompanhamento, sem ou com poucos dias de experiência. E se é óbvio que isto não significa que quem esteja nesta situação seja incompetente, não certifica o contrário - que afinal deveria ser a fonte de preocupação do regulador.
Esta situação produz um sistema no qual a substituição na contratação de um arqueólogo por outro recém-licenciado (e por essa condicionante menos exigente) é fácil. Ou seja, a actual definição legal de Arqueólogo só contribui para a pouca valorização salarial (i.e. profissional) do mesmo. Oiço e leio tanto sobre isto (e aqui admito falhas), mas cada lado anda tão trancado na sua prisão mental, seja ela o marxismo ou outra, que não consegue ver fora dela. Não me revolta o salário de um recém-licenciado, revolta-me sim o pouco progresso, fruto da competência e capacidade de trabalho (e não de cunhas e de outras coisas que abomino), que se pode ter nesse campo na Arqueologia Nacional.
A facilidade em ser-se algo leva a depreciação desse algo. Gostemos ou não vivemos num mundo capitalista, onde impera a lei da oferta e procura. E é com os dados desse mundo que temos de jogar. Ou então que se crie outro, mas isso implica mudanças de uma vastidão que ultrapassam a arqueologia.
Espero ter-me feito compreender.