0221 - Era uma vez o Património – 45

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A solidão do arqueólogo e (ir)responsabilidade em Arqueologia

 

A actual legislação da Arqueologia portuguesa incorpora uma regra que atribui o licenciamento de projectos única e exclusivamente a arqueólogos.

Hoje a Arqueologia é, eminentemente, uma actividade de equipas e de projectos enquadrados por instituições públicas ou privadas. Para estas últimas, de que se destacam as empresas especializadas, trabalhará uma percentagem muito elevada de arqueólogos que nelas realizam a esmagadora maioria dos projectos.

Se esta é a realidade, deveria ser alterado o actual sistema de licenciamento, criando a possibilidade de entidades colectivas vocacionadas para a Arqueologia poderem ser autorizadas a realizar projectos. Naturalmente, em tal caso, deveria ser sempre exigida a indicação expressa do arqueólogo responsável técnica e cientificamente pela sua direcção. Só assim seria possível co-responsabilizar as entidades que enquadram os arqueólogos e que, na prática, os condicionam no exercício da sua profissão.

Para as "más" empresas, o actual estado de coisas favorece o incumprimento de compromissos assumidos com os arqueólogos (que raramente com elas têm contratos), potencia o não pagamento de trabalhos já realizados ou por realizar (relatórios, tratamento de materiais,...) e permite o descartar todas as responsabilidades legais quando surgem problemas patrimoniais, técnicos, científicos ou mesmo de segurança no trabalho.  Mais confortável para os responsáveis de tais instituições não poderia existir: problemas, que os tratem os arqueólogos responsáveis directamente com o IGESPAR, a sua tutela.

Quanto aos arqueólogos, parecem ter medo de perder protagonismo, autonomia e poder. Pura ilusão: na maioria dos casos, talvez lhes reste apenas a silenciosa solidão de quem está esmagado pelas pressões e pelas redes de dependência e submissão.

(Terá a direcção da APA opinião sobre este assunto? E o Grupo de Trabalho para a criação de um sindicato dos arqueólogos?)

Miguel Lago, Dezembro de 2010

Comentarios (174)Add Comment
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escrito por Miguel Rocha, Maio 03, 2011
Se calhar já venho fora de tempo mas cá vai... ah, não deixo de esperar que o meu comentário seja aceite e respeitado. O democrata é o que respeita e não o que simplesmente tolera.

Para mim todas estas questões do foro laboral/salarial(ou o que lhe quiserem chamar) estão ligadas ao estatuto de arqueólogo, isto é, daquele que pode legalmente realizar pedidos de trabalhos arqueológicos.
Na minha opinião este quadro legal é absurdo. Porque na realidade podemos ter licenciatura, mestrado e doutoramento e não ter competência para dirigir uma escavação, como pode-se não ter nada disso e ser mais que competente. Se se trata de escavação deveria ser, sobretudo, a experiência de campo acumulada a constituir pré-requisito. Hipotéticamente, imaginemos que x experiência de n e y situações. E não simplesmente um papel. Neste quadro legal é perfeitamente possível dirigir uma escavação, ou um acompanhamento, sem ou com poucos dias de experiência. E se é óbvio que isto não significa que quem esteja nesta situação seja incompetente, não certifica o contrário - que afinal deveria ser a fonte de preocupação do regulador.
Esta situação produz um sistema no qual a substituição na contratação de um arqueólogo por outro recém-licenciado (e por essa condicionante menos exigente) é fácil. Ou seja, a actual definição legal de Arqueólogo só contribui para a pouca valorização salarial (i.e. profissional) do mesmo. Oiço e leio tanto sobre isto (e aqui admito falhas), mas cada lado anda tão trancado na sua prisão mental, seja ela o marxismo ou outra, que não consegue ver fora dela. Não me revolta o salário de um recém-licenciado, revolta-me sim o pouco progresso, fruto da competência e capacidade de trabalho (e não de cunhas e de outras coisas que abomino), que se pode ter nesse campo na Arqueologia Nacional.
A facilidade em ser-se algo leva a depreciação desse algo. Gostemos ou não vivemos num mundo capitalista, onde impera a lei da oferta e procura. E é com os dados desse mundo que temos de jogar. Ou então que se crie outro, mas isso implica mudanças de uma vastidão que ultrapassam a arqueologia.

Espero ter-me feito compreender.
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escrito por valera, Abril 04, 2011
Estranho que depois de 170 cometários, onde os maiores dislates foram ditos em alguns (muitos) desses comentários, ainda se possa falar em censura. Essa apreciação é reveladora da mesma postura que nos conduziu até aqui.
Quanto à discussão do tema proposto no post, quando ela começar poderá ser, de facto, útil.
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escrito por Bruno Figueiredo, Abril 04, 2011
A censura será a resposta ? Ou uma discussão coerente relativamente aos temas sujeitos a comentário ?
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escrito por António Valera, Abril 04, 2011
A partir de hoje, os comentários neste blog passarão a ser sujeitos a moderação, a qual será da minha competência e responsabilidade.
A crítica continuará a ser aceite. O delírio, a difamação e a boçalidade não.
Todos, e repito todos,os comentários já escritos continuarão, contudo, públicos, porque me parecem um importante documento e testemunho sociológico a preservar.
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escrito por Luis Fernandes, Abril 04, 2011
Caro Bruno Figueiredo, não é possível deixar de denunciar o facto de o conselho de administração da empresa ter mandado calar o autor do post, em detrimento de discutir a questão dos falsos recibos verdes, a política da empresa foi remeter-se ao silêncio.

Tal como é execrável a existência de comentários produzidos no anonimato por elementos da empresa, apenas e só para tentar baixar o nível do debate, de forma a desviar os comentários das questões da precaridade e da utilização da empresa omniknos para "resolver o problema" dos recibos verdes ilegais.
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escrito por Bruno Figueiredo, Abril 03, 2011
Considero que algumas das últimas questões aqui colocadas são completamente acessórias quanto ao cerne central dos falsos recibos verdes que prestam serviços para a Era Arqueologia.

Essa sim deveria ser a preocupação para um debate honesto e aberto acerca desta situação.
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escrito por A. Dias, Abril 02, 2011
Pessoalmente, pouco me importa se o Miguel Lago foge às questões por receio, por medo ou porque foi mandado, a verdade é que a partir de um momento em que não tinha qualquer outro argumento que sustentasse o que dizia, se calou.

Infelizmente não me parece haver real vontade de mudar esta situação de ilegalidade, e até o dr. Valera só quando alguém fala no conselho de administração é que pediu para elevar o nível das intervenções. Também me parece que já veio bastante tarde.

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escrito por Luis Fernandes, Abril 02, 2011
Gostava de apenas dizer ao anónimo cobarde que alén de não passar realmente de um cobarde, se trata de uma "máscara" utilizada maioritariamente por um profissional da era arqueologia, a que se associam alguns colegas.

Esta situação nojenta, está a incomodar outros colegas da própria empresa, que consideram haver questões mais importantes para resolver, sobretudo em horário de trabalho.

Faça o favor de me desmentir então sr. cobarde, revelando a sua verdadeira identidade.

Quanto ao ultimo comentário do Dr. Valera, veio um bocadinho atrasado, não deve ter visto os comentários escatológicos de Amandio Carvalho, mas concordo consigo, vamos elevar o nível de debate discutindo as situações precárias de alguns profissionais que prestam serviço para esta empresa, e a forma de as solucionar.

Quanto ao sr. Miguel Lago, reafirmo o que disse, foi mandado silenciar pelo respectivo conselho administração, através do respectivo presidente e do vogal que já referi no comentário anterior.
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escrito por Um anónimo cobarde, Abril 01, 2011
Bom esforço Luizinho, mas frio, muito frio.smilies/wink.gif
E obrigado por confirmares que tinha razão quando disse o que disse.
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escrito por Luís Fernandes, Abril 01, 2011
Mas será que o objectivo deste blog é transformar mentiras em realidade ? Ou será que quando se opina, qualquer um é livre de fazer o contraditório e de expressar a sua opinião ?

É muito triste o anónimo cobarde fazer parte da era arqueologia, e este tipo de estratagemas é realmente abjecto, pelo menos assumam uma resposta oficial.

A questão é que nem todos os funcionários do quadro da empresa, concordam com a política dos falsos recibos verdes, e essa questão do medo é realmente muito interessante.

Certamente que o sr. Miguel Lago não tem receio nem medo, mas pura e simplesmente foi mandado calar pelo conselho de administração, nas pessoas do sr. Alberto Lago da Silva, que por acaso é pai do autor do post e pelo sr. Henrique Pestana, e de certeza que o mandaram calar não por terem medo, apenas o fizeram porque sim !

Agora seria muito mais interessante passarmos a uma discussão pertinente sobre a viabilidade de acabar com os falsos recibos verdes na empresa, e por favor assumam-se, deixem-se dos anonimatos que só servem para atacar aqueles que já estão numa situação dificil.


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escrito por Um anónimo cobarde, Abril 01, 2011
Nada disto leva a lado nenhum. É isso que vocês, ao fim deste tempo todo, ainda não perceberam. E continuam, pateticamente, à espera que alguém se disponha a falar com vocês, sem entenderem o silêncio (que devem pensar que é medo de vocês, ou tentativas de vos silenciar, ou outra qualquer fraqueza ou maldade), acompanhado pelo facto de vos deixarem continuar a fazer esta triste figura (isto sim, uma maldade que vos estão a fazer).

Não é aqui, num blog, nem em nenhuma empresa em particular, que o vosso problema se pode resolver. Já vos disseram isto aqui muitas vezes. Vão falar directamente com as pessoas (será que algum de vocês foi colocar o problema cara a cara com os responsáveis da empresa? que tal aproveitar a oportunidade quando entregam o relatório?); juntem-se ao movimento para criar um sindicato; juntem-se à APA (na reunião, segundo julgo saber) não estava lá nenhum de vocês (mas sim aquele a quem acusam de vos explorar, segundo se percebe do post); estudem e formem-se melhor, para que sejam mais valorizados (conquistem, não estejam à espera que vos seja dado o que querem).
Mas vocês não querem resolver os vossos problemas. Querem que vos resolvam os vossos problemas. E, lendo-se o que escrevem, percebe-se porquê.
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escrito por Pedro Almeida , Abril 01, 2011
Tenho seguido com alguma atenção este debate, também já prestei serviços para a era arqueologia, e devido aos baixos honorários tive de seguir outra área de actividade, não pretendo aqui estar a denunciar as questões ilegais, infelizmente é uma situação que também existe noutras áreas.

No entanto, não nos podemos esquecer que, fora alguns intervenientes, somos todos colegas, portanto seria importante uma discussão sobre a forma de melhorar as condições dos profissionais que estão nesta situação.

Acho que argumentos sobre a inteligência ou a falta dela, relativamente aos comentários que se vão fazendo, não nos leva a lado nenhum, também me parece errado, não haver uma palavra oficial da empresa sobre esta situação dos recibos verdes e das acusações relativas à omniknos.



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escrito por Margarida Neves, Março 31, 2011
Que cansativos...
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escrito por Ricardo Miguel Silva, Março 31, 2011
Quanto ao comentário anterior, mais um esquema para nos desviar do assunto central das condições precárias dos arqueólogos que prestam serviço a esta empresa.

Só serve para quem quer manter o estado actual da coisa...
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escrito por Um anónimo cobarde, Março 31, 2011
Talvez os seus amiguinhos (as vítimas) devessem dar uma vista de olhos por aqui:
http://irrealidadeprodigiosa.b...reis.html
Talvez percebam (o que dúvido). Talvez se comportem de outra forma e vão dar a cara onde interessa. Talvez sejam então ouvidos de outra forma. Talvez... mas duvido mesmo.
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escrito por Ricardo Miguel Silva, Março 31, 2011
O grande problema deste debate é que a empresa era arqueologia não pretende de forma alguma tentar arranjar uma solução para os recibos verdes que para ela prestam serviços ilegalmente.

Criticam-se os anónimos e depois quem tem a coragem de dar a cara como André Pereira e Fernando Martins são vitimas de ataques pessoais quanto ao seu carácter, o que não me parece nada correcto nem justo.

Vamos discutir abertamente estas questões, ou será que o objectivo é continuar tudo como está ? Será que para a empresa atingir determinados objectivos, tem de explorar com honorários muito baixos e sem qualquer regalia social um conjunto de profissionais ? É assim que se dignifica a arqueologia portuguesa ?
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escrito por Maria L. Ferreira, Março 31, 2011
A publicidade negativa deste conjunto globalmente paupérrimo de comentários afecta apenas quem os escreve.
Esta horda de anónimos insatisfeitos comprova, a cada post, a sua real incapacidade de reflexão, ponderação e análise do mundo em que se movimenta. Confirma o que já estamos todos fartos de saber: estes indivíduos mostram-se, a vários níveis, profundamente limitados e com muito pouca vontade de envolvimento e investimento pessoal numa efectiva mudança. Quero crer que as excepções também existem.
O cenário é tão deprimente que à Era Arqueologia apenas deveria preocupar o facto de alguma vez (?) ter trabalhado com semelhante conjunto de pessoas. Isso sim, seria publicidade negativa. Deus nos livre da anónima estupidez.
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escrito por Luís Fernandes, Março 30, 2011
Concordo, em parte, com Carlos Borges, a necessidade de denunciar estas situações de recibos verdes ilegais, junto do ACT, e das restantes entidades competentes é fundamental, mas na verdade as coimas, sanções e processos que a era arqueologia e outras empresas sofrem e sofreram, não fazem propriamente parte das noticias deste ou outro blog.

A questão da omniknos é um verdadeiro caso de polícia, mas aqui também entra o problema da morosidade da justiça.

É fundamental agir, no dia a dia, mas caso não tivesse sido feito o devido contraditório, as palavras do sr. Miguel Lago tinham passado impunes, teriam sido assimiladas como verdade, não nos podemos esquecer que a questão da censura foi cogitada, e obviamente não apenas por liberdade de expressão mas também pela publicidade negativa que acarretaria para a Era.

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escrito por Um anónimo cobarde, Março 30, 2011
Caros colegas anónimos.
Andam a dizer mal de nós. Vejam aqui http://opinarparavancar.blogsp...licao.html
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escrito por Carlos Borges, Março 30, 2011
A quantidade de comentários em pose de acusação e protesto mostra a real disposição dos arqueólogos em prol da mudança, desde que seja em frente ao computador, sem grande incómodo e, de preferência, no anonimato.
Seria de esperar que, a tão grande empenho na defesa dos direitos dos trabalhadores se seguisse alguma acção junto das entidades competentes de fiscalização destes casos, mas não. Tudo não passa de violência verbal no blog do suposto infractor, que até disponibiliza espaço de protesto a estes revolucionários de trazer por casa.
O problema é que há muitos mais infractores, quiçá até em maior escala mas, como não têm um blog à disposição do toda a gente, passam impunes e se calhar até ajudam à festa porque convém sempre enxovalhar a concorrência.
Mais do que andar aqui a chover no molhado, os que aqui protestam, com ou sem razão, não sei, faziam melhor se levantassem o rabinho do computador e fossem aos sítios devidos fazer queixa desta empresa e, já agora, das outras todas, incluindo as que, para além de recorrerem aos mesmos expedientes contratuais, ainda têm a lata de não pagar a quem trabalha para eles. É que contra esses não há protestos. Não têm um blog.
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escrito por S. Martins , Março 29, 2011
É verdade, silêncio confrangedor por parte do sr. Miguel Lago, quem é que o terá "pedido" para se calar ? Deu uns palpites noutro post sobre a reunião da APA, mas opiniões sobre a assembleia em si nada.

Responder quanto às questões dos recibos verdes nada, a vergonha relativa ao facto de a empresa omniknos ser utilizada para " resolver o problemazito " dos recibos verdes ilegais também nada.

Começa a ser um padrão de comportamento...
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escrito por Simão Silva, Março 29, 2011
Não se sabe nada de facto da reunião da APA. Nem uma notícia curta no site. Já agora pedi para ser membro. Já passaram duas semanas e nem sequer uma resposta. Provavelmente isto anda tudo ligado.
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escrito por Margarida Neves, Março 29, 2011
Que silencio caiu sobre a reunião da associacao profissional de arqueologos. Nao estive presente e gostava de saber o que se passou. Silvia ou outro colega, sabem de algum resultado importante para todos? E em relacao ao grupo do sindicato?
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escrito por A. Dias, Março 29, 2011
De facto, o André Pereira colocou o dedo na ferida, tratar os recibos verdes ilegais como um mal necessário, um meio para atingir um fim, é algo insidioso, em vez de mentir se o senhor Miguel Lago tivesse pelo menos provocado um debate acerca da forma como tentar resolver esta ilegalidade na empresa, talvez não tivesse tantos comentários a lutar pela verdade.
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escrito por Margarida Neves, Março 29, 2011
Sílvia Ferreira como correu a reuniao da APA? Ainda ninguem deu informacoes. Obrigado
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escrito por Luís Fernandes, Março 28, 2011
Concordo em género, número e grau com este último comentário de André Pereira.

Penso que quem está por fora da realidade dos recibos verdes ilegais, muitas vezes é levado a pensar que embora sem regalias sociais, " pelo menos têm trabalho", no entanto tal situação não é assim.

A forma como o abuso destes profissionais é realizado, faz com que, por exemplo, se no dia anterior se obtiver a informação que no dia seguinte não haverá trabalho, o recibo verde ilegal nada recebe nesse momento posterior.

Funciona como um mero trabalhador à jorna sem a certeza de que no dia seguinte terá trabalho.

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escrito por Silvia Ferreira da Silva, Março 28, 2011
Exmº Sr. JDM, tem todo o direito de defender os comentários do senhor Miguel Lago,apenas porque sim, no entanto visto ter dito não ser da área de arqueologia e portanto presumo nunca ter trabalhado para a Era Arqueologia, não tem conhecimento de facto das situações.

Pois eu digo-lhe, e parece que não sou a única pela quantidade de comentários aqui colocados, a Era Arqueologia recorre a prestadores de serviços a recibos verdes de forma SISTEMÁTICA, mantendo-os em situação ILEGAL que pode ser atestada por dezenas e dezenas de colegas.


Se não fosse tão triste, e concordo totalmente com quem aqui disse que os recibos verdes ilegais não podem ser considerados como danos colaterais, era quase cómico a evolução dos comentários do sr. Miguel Lago.

Veja-se esta pérola:

a ERA - Arqueologia tem com todos os seus colaboradores uma situação laboral clara e devidamente regularizada.

Todos sabemos que tal é pura mentira.
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escrito por JDM, Março 28, 2011
Exma Senhora Sílvia Ferreira da Silva (??)
Contrariamente ao que diz, repetindo mentiras e insultos que poderiam conduzir a uma alteração de regras de uso deste blog pelo Doutor António Valera, o Dr. Miguel Lago disse o oposto do que agora lhe atribui. A bem do sagrado valor da verdade e da decência intelectual, transcrevo o que anteriormente já aqui coloquei, no sentido de esclarecer personalidades que assumem o acto de ler de forma manifestamente precipitada.
Num comentário datado de 31 de Janeiro o Dr. Miguel Lago escreveu o oposto do que ali lhe é atribuído:
"A ERA NÃO PROCEDE a uma contratação esporádica de prestadores de serviços de Arqueologia. A sua contratação é ditada pela especificidade dos projectos e pelas oscilações do mercado em que a empresa actua."
É importante que antes de comentar, acusar e fazer juízos de valor deturpados, os participantes deste blog atentem, cuidadosamente, nos textos que lêem e nos comentários que escrevem. Para tais indivíduos recomendo uma leitura lenta, pausada e cuidadosa, eventualmente repetindo a leitura. Em casos muito concretos e para personalidades muito definidas, é mesmo cientificamente recomendável uma leitura muuuito lenta e paauusada dos textos, caso contrário os conteúdos não são devidamente apreendidos (repetir, repetir, repetir...).
Colocados os pontos nos ii, um Bem haja para todos.
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escrito por Silvia Ferreira da Silva, Março 28, 2011
Caro Senhor Luis Cerqueira, penso que diversos colegas anteriores já identificaram as situações que não correspondem à verdade no post e comentários do dr. Miguel Lago, mas de forma muito sintética, obviamente que ao se referenciar às "más empresas" que raramente possuem contrato com os arqueólogos penso que não estará a querer colocar o rótulo de má empresa à Era (talvez o devesse se analisada apenas esta ilegalidade) e portanto a partir do momento em que existem recibos verdes ilegais passa a ser total mentira.


Igualmente, nos comentários que faz às perguntas que lhe são colocadas, vai sendo pior a emenda que o soneto, é questionado se todos os colaboradores possuem situações laborais legalizadas, responde que sim, posteriormente, perante as várias denúncias colocadas acaba por dizer que os recibos verdes são esporádicos, e provavelmente entretanto alguém do conselho de administração lhe disse para entrar em "black out" antes que cometesse mais deslizes e gaffes.

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escrito por André Pereira, Março 26, 2011
Afirmar, como o senhor Luis Cerqueira, que o recibo verde ilegal é uma situação indesejável a que se vai recorrendo para a sobrevivência da empresa, só mesmo para quem se encontra fora deste contexto.

Além de ser uma situação corrente é sistemática por parte da Era.

Possuo enorme admiração científica pelo currículo pessoal do Dr. Valera, mas a partir do momento em que não aceitou o repto para realmente dizer o que pensa de toda esta conjuntura, acaba por ser conivente com esta situação.

Os trabalhadores a recibos verdes que sustentam esta empresa e lhe permitem "sobreviver" como diriam alguns, não podem ser vistos como autênticos danos colaterais, para a empresa em questão depois possuir publicações ou um blog.

Não se pode simplesmente esquecer estes profissionais, só pelo facto de existir, por exemplo, todo o projecto dos Perdigões de inegável qualidade científica.
O que penso que estes colegas precários pretendem é, antes de mais, não serem simplesmente desprezados, tentando-se esconder esta situação, lançando-se ataques pessoais quanto ao seu carácter.

Já basta serem explorados, pelo menos que não sejam esquecidos.
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escrito por Fernando Martins , Março 26, 2011
"Sr." Amandio Carvalho, nervoso ? Acha que sim ? Interessante ter falado em nervosismo, porque é isso que realmente aconteceu por parte da era arqueologia, veja-se desde quando não são aqui efectuados comentários por parte do Dr. Miguel Lago e do Dr. Valera por exemplo.

Não concordo com os comentários anónimos, mas parece-me evidente que existe uma estratégia de silêncio por parte da empresa, esperando que o nível do debate vá baixando até uma situação inqualificável, os seus comentários servem para isso mesmo.

Da minha parte apenas pretendo que alguém devidamente qualificado do interior da empresa afirme aqui que não existem trabalhadores a recibos verdes a trabalharem ilegalmente para a empresa, preto no branco, e também que o que eu afirmei relativamente à omniknos não corresponde à realidade.

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escrito por Amandio carvalho, Março 26, 2011
O Dr. Martins não posta o seu curriculum porque? tanta labia tanta labia... parece nervoso ... pq será?
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escrito por Luís Cerqueira, Março 26, 2011
Uma pergunta a Sílvia: pode citar a parte do texto do post (colocando a citação mesmo) em que é dita uma mentira? É que li e reli e ainda não vi onde está a mentira.

Começo a desconfiar que muitos dos comentaristas nem sequer leram o post com atenção, mas apenas alguns dos comentários.

Quanto a denuncias, tem havido aqui muitas: as das estratégias de uma empresa para ir sobrevivendo (possivelmente recorrendo a situações e indesejáveis); as de um nível intelectual medíocre de um número muito significativo de (pressuponho)jovens profissionais que aqui intervieram; as de uma profissão à deriva; as de uma resistência notável dos gestores deste blog ao baixo nível das maioria das intervenções (só a imaturidade poderia esperar uma predisposição para um debate sério com este tipo de intervenções).

Pergunto-me como é que pessoas que trabalham para uma instituição, mesmo de forma precária, vêm sob anonimato dizer o que ouvem dentro dessa instituição e da forma como o fazem, atacando outros que lá trabalham (que, cheios de coragem, nomeiam a partir do seu anonimato), e reclamam por terem contratos e vínculos laborais mais estáveis? Quem pode querer trabalhar com pessoas com este carácter? As razões que alguns possam ter (e desconfio que serão só mesmo alguns) perdem-se no meio de tanta vulgaridade.

Não sendo da vossa área, mas tendo paixão pela Arqueologia (e acompanhando o trabalho desta empresa há muito tempo através desta página e de algumas das suas publicações), só posso lamentar toda esta sequência de intervenções, que, na generalidade, revelam a impreparação da sociedade portuguesa para lidar com a situação em que se encontra, corroendo o pouco de melhor (mesmo com pecado) que nela ainda existe. O que aqui se tem passado é um bom quadro do Portugal de hoje e da mentira que tem sido o nosso sistema educativo. Bem podem dizer que há cada vez mais licenciados, mestres e doutores. O hábito nunca fez o monge.
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escrito por Silvia Ferreira da Silva , Março 26, 2011
Estarei presente na reunião ordinária de hoje e o meu comentário vai no sentido de criticar quem aqui fez acusações de cariz anónimo, a falta de coragem em denunciar o que é ilegal, errado ou eticamente imoral é um problema grave na arqueologia portuguesa.

No entanto, é óbvio que o sr. Miguel Lago faltou à verdade no seu post, também eu fui um recibo verde ilegal para esta empresa vários anos, até que me decidi tornar uma verdadeira prestadora de serviços, trabalhando directamente para os clientes.

Por isso se me é permitido aconselhar todos os colegas que neste momento se encontram em situação ilegal com a era,é imediatamente denunciarem estas situações, mas denunciarem de forma activa e com coragem, estes honorários de 45 euros que auferem, perante todos os encargos que possuem, no fim das contas, nem 4 euros por hora de trabalho recebem.

É escandalosa esta situação, dou os parabéns a quem tem a coragem de se expôr para denunciar estas situações ilegais, o caso da omniknos é sintomático duma arqueologia carecida das mais fundamentais condições laborais.

Exulto os colegas anónimos a realmente defenderem todos os seus direitos, não é assim que avançamos, é necessário prolongar a denúncia de todas estas ilegalidades às autoridades competentes.
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escrito por A. Gonçalves , Março 25, 2011
Realmente é intolerável as agressões verbais feitas entre colegas, mas infelizmente isso acontece sobretudo àqueles profissionais que demonstraram que o sr. Miguel Lago ou se esqueceu dos colegas mantidos ilegalmente a recibos verdes que trabalham para a Era, ou então mentiu deliberadamente.

Visto não conseguirem argumentar em contrário, passa-se ao ataque pessoal, mas a esta questão respostas zero, sempre tentando desviar as atenções para este ou aquele pormenor.

Não será na reunião de sábado que irá transformar este comportamento por parte da Era, a tentativa de tentar transformar este enquadramento num problema sistémico não procede pois existem empresas de arqueologia, que não agem deste modo, e até sofrem desta concorrência desleal por parte da Era, visto não terem o mesmo tipo de encargos.

A título de exemplo, respondendo apenas àquele comentário anterior dos "40 funcionários da era" que não corresponde a uma realidade concreta, mas considerado como algo surpreendente, deixo aqui uma noticia do pretérito ano de 2008.

http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/archport/msg04500.html










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escrito por Fernando Martins, Março 25, 2011
Não vou responder aos ataques pessoais de baixa qualidade do "sr". Amandio Carvalho, mas de que forma é que ter uma empresazinha como a omniknos para tentar contornar de forma ilegal a situação já de si ilegal dos recibos verdes é que promove a arqueologia portuguesa ? Até agora não vi ninguém responder a esta questão.
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escrito por Pedro V.P.C. Albuquerque, Março 25, 2011
Parece que os comentários estão a abrandar e tudo fica na mesma. A substância do que se disse (e não se disse) reflete efectivamente o estado actual da arqueologia, não havendo qualquer consequência efectiva depois do que se disse. Dos cento e muitos comentários, alguns com fundo de verdade, outros descontextualizados e outros ainda sem qualquer sentido, fica certamente muita coisa por dizer e, fundamentalmente, tudo por fazer. Amanhã, em Coimbra, todos têm uma grande oportunidade para começar a fazer alguma coisa útil pela sua actividade participando na Assembleia da APA. Vamos ver quem realmente está preocupado com a arqueologia, quem é corajoso o suficiente para (além de se queixar neste blog) manifestar aí os seus problemas e dar o seu precioso contributo para a solução do estado actual. As questões essenciais a ser discutidas parecem-me muito bem descritas no último post do Miguel Lago neste blog. Vamos ver quem se atreve a deixar de problematizar e começa a actuar!!!
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escrito por Amandio Carvalho, Março 25, 2011
Olha JDM não acho intoleravel insultos entre colegas de profrissao sabes pq... pq para mim a maior parte dos insultos destes gajos considero os elogios... vindos de quem veem... pra mim sao elogios.
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escrito por JDM, Março 25, 2011
A solidão do arqueólogo está plenamente expressa em muitos dos comentários a este post do Dr. Miguel Lago. Daqui, imagino alguns personagens que, na solidão dos seus espaços privados, teclam mensagens sem sentido, qual martelar sobre as dores sentidas pelo passar de um quotidiano sem sentido de devir e sem actuação construtiva para um futuro melhor. Qual drama psico-terâpeutico, entre as pancadas aceites diariamente, martela-se o teclado sentido-o como agente aliviador.
Caro Doutor António Valera, repensei a minha sugestão de filtragem dos comentários enviados para este espaço. O que perde em qualidade, rigor e educação, é ganho (com vantagem) pelo retrato límpido e minucioso que transparece das linhas e entrelinhas de cada opinião. Apesar desta minha evolução opinativa, é inadjectivável o insulto entre colegas da mesma corporação profissional. Bem haja à sua equipa.
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escrito por M. Azenha, Março 25, 2011
A bem da verdade, relativamente ao comentário anterior do Amandio Carvalho, não este último completamente abjecto, não foi o sr. Miguel Lago que suscitou a questão para a archport, a questão foi iniciada pelo respectivo blog, que solicitou esclarecimento ao sr. Miguel Lago, que por sua vez, não esclareceu.
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escrito por Tiago do Pereiro, Março 24, 2011
"Sr. Anonimo 21 Março" Provavelmente ninguem vem aqui defender a Era porque não é necessário! Esta enganado, volte a ler com atenção os meus comentários e verá que não vim defender a Era, apenas dei a minha opinião! Relativamente a isto "Se repararem, até ao momento, em 100 e tal comentários, só o dr. Tiago do Pereiro é que veio aqui dar um bocadinho de graxa ao chefe, mas pelo menos defendeu a empresa, não é surreal ?" poderemos falar sobre o assunto de maneira cordeal quando entregar um proximo relatório ou nós encontrar-mos numa intervenção! Quando se fala assim dos colegas perde-se qualquer credibilidade. Saludos!
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escrito por Jeronimo Martins, Março 24, 2011
0 de incertezas... 0 de insatisfação... aqui nao ha patrao... so o recibo verdao... em arqueologia nao ha contrato o ano inteiro... em arqueologia não ha mesmo é dinheiro.... IGESPAR até já...
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escrito por A. Lois, Março 24, 2011
So uma coisa o Lois que anteriormente falou não sou eu.
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escrito por Amandio Cravalho, Março 24, 2011
Fernado Martins, já que és tão e uma sumidade tão grande em arqueologia posta ai o teu CV. Ou só tens é letra, garganta muita e coragem pouca...

Sabem isto dos blogues é um pouco como as casas de banho:

"neste lugar solitário onde a verdade se apaga...
todo o cobarde faz força,
todo o valente se c****"
...
escrito por Gonçalves, Março 24, 2011
É importante analisar agora a altura politica que temos. Com a queda do PS e a previsivel ascenção do PSD / CDS ao poder é muito natural que até as pessoas a contrato passem a ser consideradas precarias.

Não se esqueçam de uma coisa o PSD nunca aceitou muito bem a existência do IPA, e agora que se fala em existinção do Instituto corremos o risco é de nem a RV trabalharmos.
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escrito por A. Lois, Março 24, 2011
A verdade é uma e inegável porque disso há provas... a empresa de arqueologia que mais gente tem a contrato é a ERA... alias entre ERA e empresas associadas tem cerca de 40 pessoas a contrato. Gostava de saber qual a empresa de arqueologia em Portugal que possui numero tao elevado de pessoas a contrato. Alias as tao propagadas empresas que se aqui falavam ha alguns posts atras nao me ofrereceram nehum contrato de obra para uma empreitada de 1 ano e meio. Ofereceram me 1350 euros e amanha-te. Não aceitei pq como já disse tenho um contrato (descansem não é em arqueologia), so quis ver até onde se ia.
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escrito por Ricardo Miguel Silva, Março 23, 2011
E por falar em recibos verdes e estratagemas ilegais diversos para resolver esta questão...

http://www.precariosinflexiveis.org/2010/03/denuncia-precariedade-na-arquelogia.html


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escrito por A. Gonçalves , Março 22, 2011
Ó Fernando Martins, habitua-te...

Quando falecem os argumentos e as questões ficam sem resposta, é mais fácil o ataque pessoal.
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escrito por Fernando Martins, Março 22, 2011
Peço desculpa aos restantes colegas pelos comentários sucessivos, mas os ataques pessoais continuam, é muito interessante não discutirem os temas abordados, mas tentarem desviar os assuntos para outros aspectos, por acaso o Pedro Teixeira tem conhecimento dos resultados finais do processo a que me referi ? Queira então nos elucidar por favor.

Se quer saber mais dados sobre o Fernando Martins, é só pedir essa informação junto da base de dados que o dr. Valera afirmou possuir, também devem ter o meu cv.

De resto, não me interessa quem é o Pedro Teixeira, visto apenas estar interessado em debater os temas que aqui são suscitados, presumo que nenhum de nós é inimputável e portanto é totalmente responsável pelas suas atitudes, actos e comentários.
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escrito por Pedro Teixeira, Março 22, 2011
Mas quem e este Fernando Martins tao inchado e competente?
Parece que o teu depoimento ao ACT nao deu em nada...
Sabes, afinal a tua situação e a de outros tantos devia ser legal. Tanto ruido pra nada.
Caro Doutor Antonio Valera e possivel enviar textos para publicacao como posts neste Blog?
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escrito por Fernando Martins, Março 22, 2011
Ó Margarida Neves, eu ainda não percebi a sua fixação com a boa ou má qualidade do meu trabalho, e não se preocupe que não a vou chamar de incompetente pelo facto de fazer comentários que são autênticas cortinas de fumo, afinal concorda com os recibos verdes ilegais ? Deve ficar tudo como está ? Quanto à ilegalidade que referi e visto que defende situações que nem domina, pergunte a quem de direito na Era o que aconteceu entre Novembro de 2008 e Fevereiro de 2009 a nível da inspecção do ACT, o meu depoimento foi realizado na altura.

Está a ver, não valia a pena ter estado a disparatar sobre o que não sabe.
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escrito por Margarida Neves, Março 22, 2011
Mas afinal se acha que é ilegal porque não apresentou queixa...isso é que é mesmo muito estranho!!! A tanta coragem e auto convencimento só falta um pouco de acção. Deve ser mesmo muito competente...
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escrito por Fernando Martins , Março 22, 2011
Margarida Neves, relativamente aos comentários que fez a meu respeito, com certeza que o meu trabalho pode ser de fraca qualidade, daí a empresa era arqueologia apenas cobrar 210 euros diários pela minha presença em trabalhos de acompanhamento arqueológico, entretanto os coordenadores da Era também devem ter mentido quanto à boa qualidade do meu trabalho.

O que já considero muita coincidência é no exacto momento em que disse não à ilegalidade de passar um recibo em nome de outra empresa para a qual nunca trabalhei, terem analisado tudo e a partir desse instante considerarem que o que faço é mesmo ruinzinho.

Concordo totalmente com o que fala relativamente à assembleia geral da APA, só acho muitíssimo estranho que não fique também totalmente chocada com as seguintes situações :

- Recibos verdes ilegais

- Procedimentos ilegais de actuação com a utilização de expedientes diversos para fugir ao primeiro caso.

A exploração de colegas pelos próprios colegas, a manutenção destas situações ilegais não a deixa extremamente chocada ?

Ou estas suas comoções só são provocadas por certos acontecimentos em detrimento de outros ?

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escrito por Margarida Neves, Março 21, 2011
Vamos ver quantas pessoas, que criticam aqui neste espaço de livre opiniao, irao estar na assembleia geral da APA no próximo sabado. Dizer mal é fácil. Actuar em prol da profissão a sério é muito mais dificil, não é? Chocou-me em especial o colega que trabalha para a ERA e nas costas de todos vem para aqui insultar. Que falta de coragem e de frontalidade!! Que oportunismo!! Que conformismo!! Que falta de ambição!!
Assim, não iremos longe...são colegas destes que me deixam descrente no futuro. Que a ERA vá em frente!!!!
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escrito por André Pereira, Março 21, 2011
Pessoalmente penso que este debate se está a desvirtuar com algumas questões acessórias, que não derivam do cerne da discussão relativamente às opiniões expressas pelo dr. Miguel Lago que escondem totalmente a questão dos recibos verdes ilegais.

Não deixo de evidenciar o facto de o dr. Miguel Lago pura e simplesmente ter fugido desta discussão, não é assim que se defende a arqueologia empresarial.
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escrito por Anónimo, Março 21, 2011
Faço parte do grupo de colegas que actualmente continua a ser muito bem pago, com 45 euros diários, e a receber sempre a tempo e horas 600 a 700 euritos por mês. É maravilhoso.

Apenas gostava de dizer aos colegas que aqui deram a cara para mostrar o que não está correcto na empresa que talvez não valha a pena o esforço, ainda a semana passada quando estava a entregar um relatório na sede da empresa na Cruz Quebrada, aconselhavam o Dr. Miguel Lago a ficar calado para não afectar a empresa e ao invés inventar "personagens" que pretensamente defendem a era com unhas e dentes.

Parece-me que está a correr bastante bem, agora só não percebo é se o que se fala aqui fosse mentira, porque é que a "grandíssima quantidade" de funcionários que a empresa tem no quadro, não a aqui vem defender.

Se repararem, até ao momento, em 100 e tal comentários, só o dr. Tiago do Pereiro é que veio aqui dar um bocadinho de graxa ao chefe, mas pelo menos defendeu a empresa, não é surreal ?

Não seria normal que um colaborador se sentisse acossado perante tanta mentira caluniosa ?



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escrito por A. Gonçalves, Março 21, 2011
O momento em que decidi dar um basta na minha relação precária com a Era, resultou exactamente numa situação deste género, na altura não foi o dr. Luis Nuno, mas sim a secretária do departamento administrativo, Carla Ermida, que me solicitava para passar recibos para a empresa omniknos, verdade seja dita não foi através de qualquer tipo de pressão, mas desde logo me mostrei indisponível para tal.

Esta situação denegrece a Era ? Claro que sim, a questão é que quem anda por atalhos, mete-se em trabalhos, é uma forma completamente ilegal de tentar resolver uma situação já de si ilegal.
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escrito por Pedro Teixeira, Março 21, 2011
Realmente, este post vai ficar na historia da arqueologia portuguesa. Parabens ao Dr. Miguel Lago pelo estímulo ao debate... Na verdade está esclarecido que a ERA é uma extraordinaria empresa. Tinha a minha opiniao formada mas agora não tenho duvidas. Continuem com o Vosso projecto esperamdo que muitos dos arqueologos deste país melhorem de capacidades, principalmente de analisar a realidade- PARABÉNS!!!!
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escrito por Joao Luis, Março 21, 2011
eu também já fui ao continente e encontrei produtos do modelo. se como alguem aqui disse a Era tem 75% da OMNIKNOS não vejo qual o problema de os meios logisticos serem os mesmos. acho q não é ilegal... como disse o albergaria.. esse não é o problema...

Sabem o que devia ser ilegal? A estupidez

pra mim o problema esta, por exemplo numa empresa cujo administrador ( que por acaso tem o mesmo sobrenome que o seu) me ficou a dever 3000 euros. Foi a tribunal e disse que pagava... não disse que é quando.

Vi casos recentes também na archport com o mesmo tipo de problemas em Silves... Mas o problema n ão está ai... o problema esta em duas empresas (bandidas) que utilizam os mesmos meios logisticos... esses bandidos utilizam o colherim uns dos outros e nos aqui com RV...

isto realmente....

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escrito por Miguel Albergaria, Março 21, 2011
Relativamente à questão da omniknos nunca fui contactado pela Era para " trocar recibos ", mas tenho conhecimento de vários colegas que o fizeram e que também se recusaram, tendo ficado algum tempo "na jarra" por causa das inspecções do ACT.

A única questão com que lidei pessoalmente foi ter participado num trabalho da omniknos em que tudo era da posse e possuía logótipo da Era - tanto a viatura todo terreno como a restante logística, portanto parece-me que são uma e a mesma coisa.

Mas a minha questão principal é a seguinte, será que toda esta problemática não seria resolvida com a utilização,no minímo, de contratos a termo incerto ? Será que os colegas que estão 3,4,6 anos a trabalhar a recibos verdes com a empresa não deviam ter outro tipo de vínculo laboral ?

Porque é óbvio que não se pode dizer que não tenham qualidade suficiente para tal, senão significa que a Era não sabe escolher profissionais para os auxiliarem nos diferentes projectos.

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escrito por Amandio Carvalho, Março 21, 2011
Este post anda cada vez mais estranho... os interesses em denegrir a imagem da era já eram demais evidentes... agora ainda se viram para outra... estranho não acham? eu acho muiiiiiito estranho... enfim um vintem é vintem e um cretino é um cretino.

Alias este caso Era / OMNIKNOS relativamente a recibos verdes foi colocado a publico pelo proprio admnistrdaor da ERA em Setembro de 2008 na archport. Podem consultar: http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive...03589.html

Que estranho esse caso vir novamente à baila. Ele ha com cada coisa que não lembra ao diabo. O proprio admnistrador da ERA o sr. Miguel Lago denunciou o proprio caso publicamente mostrando-se disponivel para esclarecer a situação. Tal esclarecimento deverá certamente ter acontecido em 2008.

Sinceramente acho pouco plausivel que se fosse um caso de ilegalidade o proprio admnistrador da ERA não teria divulgado o caso.

Mas isto só sou eu a pensar...
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escrito por A. Dias, Março 21, 2011
Este comentário relativamente à empresa Omniknos é extremamente grave, será que nenhum responsável da era arqueologia o vai comentar ? Esta informação é algo que corre no meio arqueológico, basicamente temos uma empresa - a omniknos - a ser utilizada para resolver e branquear os " problemas" com os recibos verdes ilegais.
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escrito por Margarida Neves, Março 20, 2011
Fernando Martins, já pensou que o seu trabalho como prestador de serviços talvez fosse de menor qualidade do que aquela que julga? É realmente triste ver tantos colegas ditos precarios e miseráveis mas tão cheios de si mesmos! Talvez esse auto elogio mostre porque não se centram no essencial: sejam bons profissionais e terão sucesso na ERA, na Omniknos ou em outro sitio qualquer. O que fez pela arqueologia portuguesa até hoje? Falou com o ACT sobre o que se queixa? Claro que não!!!
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escrito por Fernando Martins , Março 19, 2011
Tenho seguido a evolução dos comentários neste blog, e depois deste último comentário, não posso deixar de partilhar a minha experiência também com a Era, pois está muito mais próxima do que os colegas ditos precários aqui referiram.

Estávamos em 2009, depois de estar cerca de um ano a trabalhar a recibos verdes para esta empresa, fui contactado pelo departamento administrativo,na pessoa da sr. Luís Nuno, que me solicitava para, embora continuar a prestar serviços para a empresa era arqueologia, passar a emitir os recibos verdes em nome de uma outra empresa - cujo nome era OMNIKNOS.

Segundo me disse, era uma empresa que pertencia à Era e que seria uma forma de não ser necessário deixar a pessoa sem trabalho " um mês ou dois" por causa das inspecções do ACT.

Fiquei a saber mais tarde que esta empresa - a omniknos - era detida pela Era em 75%, e que era usada para este tipo de questões, bem como para outros aspectos que considero menos correctos.

Na altura, considerei desde logo, que o facto do gestor da empresa me dizer que era só para não ficar sem trabalho um mês ou dois, era uma pressão, mas disse que não concordava com tal situação, recebendo a resposta de que assim seria dificil continuar "a trabalhar com eles"

A partir do momento em que terminei o projecto em que estava, não mais voltei a ser contactado pela empresa, de realçar que nos projectos anteriores, o meu trabalho até era louvado por diversos coordenadores de projectos da era, por isso tirem as vossas conclusões.

Já não basta ser precário, passar por estas pressões é insustentável.
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escrito por Anónimo, Março 19, 2011
Tenho acompanhado este debate com interesse, como tenho acompanhado o trabalho da ERA há anos. E só intervenho por causa deste último comentário. Porque se pensa que quem não trabalha na ERA só tem informação através dos comentários deste blog? Quem acompanha a ERA tem, há muito tempo, informação, discussão, propostas de mudança, provocações, e até acesso a auto-críticas (e não me refiro às questões científicas, onde a empresa tem um trajecto invejável). Essa será uma das razões porque a empresa permite estes comentários (que estão longe de ser um debate). Porque tem passado, tem um trajecto de intervenção pública e tem projecto, que lhe permitem ter a segurança para enfrentar este tipo de ataques pouco reflectidos, isto independetemente do que terá que fazer para sobreviver neste mundo cão.
Creio que é precisamente ao contrário: muitos dos contestadores não conhecem (e não querem conhecer, pois está quase tudo disponível publicamente) o que a ERA já fez e em nome de que projecto e de que visão para a Arqueologia.
Que recorre a recibos verdes? Que paga baixo? Onde está a novidade? Neste mercado, com estes recursos humanos, com este Estado, com estas universidades, só mesmo um marciano conseguiria sobreviver e satisfazer todas estas reclamações, tanto as justas, como as injustas (porque duvido que muitos dos que por aqui passaram justifiquem os valores que reclamam, pelo menos num mercado exigente para com os resultados do que sabem e fazem).
Como já aqui foi sugerido, de forma serena, o problema é estrutural e complexo e pensar que uma instituição pode sobreviver sendo irrealista só pode ser mesmo de gente... irrealista, inocente ou imatura, que se centra nos seus problemas concretos (que existem e são legítimos), mas que não entende onde estão as causas desses problemas (ao ponto de contribuir para elas).
Quem acompanha o Mundo, o País, a nossa economia, a nossa cultura, o nosso comportamento cívico e ainda se interessa por Arqueologia admira esta empresa, sem idealismos, mas percebendo o que ela é, representa e os problemas que enfrenta. Talvez uma das críticas que lhe possa ser feita é a incapacidade de comunicar tudo isso a quem com ela trabalha. Mas, pelo que tenho visto por aqui, essa tarefa também não é fácil.
Agora, por favor, não pensem que quem, em Portugal e no estrangeiro, admira a ERA, não sabe em que realidade ela vive (ou sobrevive) e o que ela representou e ainda representa para a Arqueologia Portuguesa. Isso é mesmo para quem apenas círcula por este blog, ou melhor, por este post deste blog.
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escrito por Tânia Filipa, Março 19, 2011
O grande problema deste debate, é que é baseado em distintos paradigmas, para quem nunca trabalhou para a era arqueologia, e a informação que lhe chega resulta dos posts deste blog, muitos deles de inegável qualidade científica e técnica, quase se recusa a aceitar as verdades que aqui foram colocadas, muitos de nós na área de arqueologia fomos, estamos ou seremoa explorados por esta empresa se tudo continuar como está.

O autor deste post, o Dr. Miguel Lago,faltou à verdade, é totalmente falso quanto a determinadas situações e a existência de recibos verdes ilegais a laborar na empresa é um facto muito concreto. Mas em minha opinião, muito pior, é a forma como não apresenta soluções perante as questões que aqui foram colocadas, o que revela um cenário negro para o futuro, pois não me parece que exista uma vontade férrea em mudar.

A pergunta que se coloca é o que fazer para alterar esta situação, referir-se às más empresas de arqueologia, quando se faz o mesmo não é resposta.
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escrito por A. Gonçalves, Março 19, 2011
Caro AFC, lestes por exemplo o comentário anterior ao teu ? Será que não seria muito mais correcto tal situação ? Mas afinal o que defendes, continuar tudo como está ? Todo o teu comentário caracteriza muito bem porque é que não se pode ser recibo verde nessas condições, porque se tem um horário definido, porque se tem hierarquias, porque se usa os meios que não são os próprios, portanto tem de ter outro tipo de mecanismos laborais e legais.
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escrito por Pedro V.P.C. Albuquerque, Março 18, 2011
Depois de tantos comentarios, só dá vontade de dizer “no coments”. Á medida que aumenta o número de comentarios percebe-se uma tendência que define o porquê do actual estado da arqueología e dos honorários dos prestadores de serviços. Muitos vêm a este blog dar aso à sua liberdade de expressão (como direito constitucional que lhes assiste) e exaltar o seu alter-ego, mas infelizmente, fazem-no só para "amandar umas bocas". Fazer alguma coisa em concreto, criar uma mudança ou fazer algo que marque a diferença, tanto ao nível da valorização da profissão/actividade como ao nível das condições dos prestadores de serviços, isso efectivamente ninguém faz. É só bla bla bla bla.
Creio que brevemente vai ocorrer uma assembleia da APA. Vamos ver quem são os corajosos que vão aparecer e, sobretudo, que se vão manifestar. Aí sim, todos terão uma oportunidade de dizer o que lhes vai na alma e proporem alterações à situação actual. Estarei atento e reportarei mais tarde.
Diz-se aquí muito disparate, muitos comentários longe da realidade da arqueología que vivemos hoje em dia. Felizmente, existem também alguns comentários com consciência da realidade. Muitos olham para aspectos que, no panorama geral da arqueología, representam muito pouco ou “apenas” o umbigo de alguns. Se acabassem com os recibos verdes e encontrassem um forma alternativa de contratação, melhorassem os honorários, os problemas continuavam. E enquanto for assim, nada feito. Pensar na arqueología por este prisma é fugir do essencial. E o essencial é valorizar a actividade da arqueología em geral e a arqueología empresarial em particular. Só quando se valorizar a actividade é que vão valorizar a profissão e as condições dos arqueólogos. De nada adianta resolver as questões laborais dos arqueólogos se questões como o a formação dos arqueólogos, trabalhos mal executados, património destruído, pontos de vista diferentes da tutela consoante a região ou até o(s) arqueólogo(s), ligação das universidades às empresas, conluio, corrupção, etc, forem ignoradas.
E alguns comentários que aquí são feitos relativamente a certas pessoas e entidades são, absolutamente, uma vergonha e, acima de tudo, desprestigia a actividade. Porque não resolvem essas dúvidas directamente? Falta de coragem? A arqueología não é a única actividade com problemas de ordem laboral mas é a única que conheço que vem para a praça pública “atacar” este ou aquele. Com este nível, não se resolvem problemas, só os agravam.
Por último, a argumentação da ilegalidade dos prestadores de serviços com base na existência de hierarquia, horário, etc, expirou. Quem pensa desta forma, ou não trabalha(ou) para empresas de arqueologia, trabalha numa universidade (em investigação) a recibos verdes ou é um arqueólogo(a) tipo Indiana Jones que faz o que o que lhe apetece, quando lhe apetece. Só sendo um arqueólogo tão “desenvolvido” como o Indiana Jones é que deve saber como é possível fazer um trabalho de arqueología enquadrado num ambiente de obra (como são a maioria dos trabalhos de arqueología empresarial) sem respeitar horários, hierarquias a prazos. É exactamente como um médico a recibos verdes numa clínica, quando vai prestar um serviço num hospital, leva a sua ferramenta, entra às horas que lhe apetece e atende quem quer. Tenham dó!!!
Cresçam e aprendam para fazer valorizar o trabalho dos arqueólogos e depois reclamem. Só reclamar, não vamos lá.
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escrito por Margarida Neves, Março 18, 2011
Gostei muito deste debate. A ERA é mesmo a maior e melhor empresa de Arqueologia de Portugal. Incrível como se pode estimular desta forma o debate! PARABÉNS ao Doutor António Valera e aos que na ERA criam condições para que este Blog floresça.
Quanto ao tema que Miguel Lago assinou, quero dizer que é urgente responsabilizar as empresas. Quantos somos aqueles que têm tido problemas com empresas que são apenas intermediários entre nós e os promotores de obras, ficando com uma boa margem e sem garantirem condições de trabalho? Quantos são os materiais de escavações que estão em casa de colegas sem que as empresas queiram dar condições para os tratar? e relatórios que nunca são pagos pelas empresas? Do que sei, a ERA é exemplar: paga bem e certinho, dá material e condições e apoia os arqueólogos. É disto que precisamos para evoluir. Continuem em frente com esta grande empresa!!!
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escrito por AFC, Março 17, 2011
Pois, mas o mesmo que te disse a ti é válido para os outros. E já agora, diz lá como se faz um acompanhamento arqueológico ou uma escavação sem horários. Acompanhas as máquinas ao fim de semana, quando elas estão paradas? Ou escavas quando queres, às horas que queres? Ou terás que te ajustar aos horários de outros num empreendimento? E às regras e obrigações legais de uma obra? E os aspectos dos contratos a que as empresas estão obrigadas? E o material necessário: tens crivos? tens estação total ou nível? tens contentores? tens material de escavação para todos ou esperas que cada um traga o pico, picareta, pá e pincel? Tens consolidante? Tens os pregos, os sacos, as fichas? Enfim... seria um espectáculo ver o "verdadeiro" arqueólogo RV a dirigir-se para o seu trabalho quando entendesse, para fazer o que entendesse, como entedesse.
As condições de trabalho em RV não são iguais para todas as profissões.
Mas fico-me por aqui. Já percebi que se a empresa não dá a máquina fotográfica é acusada por não dar material, mas se dá, é acusada porque está acriar um falso recibo verde.
O melhor mesmo é a empresa de vão de escada: usa o telemóvel para receber o pedido e o telemóvel para contratar o arqueólogo e ele que se desenrasque. É isto que vocês todos estão a promover, caso ainda não tenham percebido. Boa sorte.
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escrito por J., Março 17, 2011
Tenho seguido desde o inicio as questões aqui levantadas, e faço parte dos " menos corajosos " que não querem dar a cara, mas pela forma como vejo certos colegas aqui serem atacados pessoalmente resolvi dar o meu contributo. Trabalho à cerca de dois anos para esta empresa, a recibos verdes, normalmente em trabalhos de acompanhamento arqueológico sobretudo a norte do Mondego, os honorários nunca saíram dos 45 euros diários.

Mas não é essa a questão que me traz aqui, embora não deixe de ser importante, já repararam como os "colegas" das áreas por exemplo do ambiente e da fiscalização resolveram este problema ? Tal como algumas empresas de arqueologia que aqui já foram referenciadas ? Contratos de trabalho a termo incerto, que legalmente até estão enquadrados para estas áreas de actividade, e permitam-me citar "Execução, direcção e fiscalização de trabalhos de construção civil, obras públicas, montagens e reparações industriais, incluindo os respectivos projectos outras actividades complementares de controlo e acompanhamento, bem como os outros trabalhos de análoga natureza e temporalidade".
Quando passaria a caducar o contrato ? "Quando, prevendo-se a ocorrência do facto referido no ponto anterior, a entidade patronal comunique ao trabalhador o termo do mesmo, com a antecedência mínima de 7, 30 ou 60 dias, conforme o contrato tenha durado até seis meses a dois anos ou por período superior".

Salvo melhor opinião, penso que pelo menos para as situações de acompanhamento arqueológico, existem mecanismos legais que poderiam facilmente resolver essa questão, não concordam comigo ?

O problema está em saber se esta empresa quer mesmo resolver esta questão ou deixar tudo como tá.
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escrito por A. Gonçalves, Março 17, 2011
AFC, não vou repetir o que já disse, se reler os meus comentários, verá qual foi a opção que tomei relativamente à situação de ilegalidade quanto aos recibos verdes,nunca nos podemos esquecer que estamos a falar de situações ilegais, o oposto será realizar um trabalho esporádico de 15 dias e aí a prestação de um serviço é absolutamente normal.
Ilegalidade total sim, como é o caso na Era, é estar a exercer as mesmas funções de um profissional a contrato, com hierarquias, com um horário de trabalho, e não ter qualquer tipo de regalias sociais. O problema é a atitude sistemática de abuso desta situação, quando no meu caso pessoal disse basta, a quantidade de recibos verdes ilegais que trabalhavam, e assim permaneceram, para a empresa era, em meu entender, alarmante.
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escrito por AFC, Março 17, 2011
A. Gonçalves. Então estás 4 ou 5 anos a RV para a mesma empresa e dizes que a empresa te está a explorar como RV ilegal? Então e tu? Não aceitas estar na ilegalidade? Porque não denunciaste? Porque não exigiste? Porque não recusaste? Não és por isso igualmente responsável da ilegalidade? Na corrupção há o passivo e o activo. Na situação dos RV também. Se te propõem algo de ilegal e tu aceitas, és responsável. Se dizes que aceitas por necessidade, és responsável namemsa e até tens que aceitar que te proponham essas condições também por necessidade. A ilegalidade é partilhada por todos, até pelo Estado que faz a lei e também está em necessidade, com já vários aqui disseram. Há alguém que possa lançar pedras e não tenha telhados de vidro?
Olha, constitui uma empresa. Como disseram aqui só custa um euro e com essas ideias vais ter todos os arqueólogos a querer trabalhar para ti. Até ao final do primeiro mês.
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escrito por Pedro Teixeira, Março 17, 2011
Tem sido colocada por alguns colegas a possibilidade de aplicação de diversos tipos de contratos ao nosso tipo de trabalho. As leis de portugal são limitadas e não percebo que tipo de contratação pode existir para projectos com duração de dias ou alguns meses. Acho que na nossa lei apenas resultam os recibos verdes. Existe outra hipotese? Os contratos a termo só dão para projectos definidos e para quem não sabe o que vai ter que contratar não dá. Os contratos de empreitada ou a tempo incerto são também para casos bem definidos...
Tenho uma grande admiração pela ERA que tem encarado este debate com uma abertura espectacular. Parabéns!
Acho a opinião de certos colegas muito estranha porque não têm argumentos, a começar pela questão que coloquei e a acabar no facto de discutirem valores que são ditados pelo mercado e o mercado é feito tamém pelos arqueologos que vendem o seu trabalho pelo preço que entendem. O mais importante seria participarem na Associação Profissional de Arqueólogos e num grupo que existe para criar um sindicato. Talvez aií consigamos criar algo que ajude a mudar a nossa situação. O problema é que esses outros colegas estão parados e em silencio.
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escrito por A. Gonçalves, Março 16, 2011
Existem alguns comentários aqui realizados em que fico a perguntar-me se realmente já prestaram serviços em arqueologia, estão preocupados com o facto da escavação ter 8 ou 10 dias quando os recibos verdes ilegais estão 4 ou 5 anos continuamente a trabalhar para a mesma empresa em diferentes projectos?
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escrito por Bruno Figueiredo, Março 16, 2011
Caro JDM, auto-elogio nenhum, o sr. Valera criticou quem não subscreve o que diz, neste âmbito concordo plenamente, quanto a dever saber quem o senhor é, segundo o A. Lois diz, pela sigla não vou lá.

Por favor diga-me quais são "os ataques infundados, injustos e acintosamente insultuosos". Argumentos concretos por obséquio.
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escrito por S. Martins, Março 16, 2011
A questão do canalizador da Flor... O que acontece neste caso que abordamos, e daí ser uma prestação de serviços que não se enquadra legalmente como tal, é completamente diferente. Ao contratar o canalizador não lhe vai dizer - olhe tem aqui uma chave philips,tem que que utilizar esta cola e aquela outra, os restantes materiais que vai usar são estes, não me interessa a sua qualificação e aptidão para realizar o trabalhinho doutra forma, o que tenho para lhe pagar é isto e faça o favor de prestar esse serviço entre as 8 e as 5!
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escrito por JDM, Março 16, 2011
Exmo Senhor Bruno Figueiredo
Para além dos ataques infundados, injustos e acintosamente insultuosos, procede também a um permanente auto elogio. Perdoe-me, mas não lhe fica bem. Diria mesmo que é lamentável a imagem que faz transparecer de si.
Chegados perto do centésimo comentário, nada tem a dizer sobre o assunto do post do Dr. Miguel Lago? Esse sim é um tema de extrema importância para a sua(?) profissão. Aguardaremos por aqui...
Bem haja
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escrito por Bruno Figueiredo, Março 16, 2011
( completando a mensagem anterior) algumas situações que aqui são referenciadas ? Porque não proceder judicialmente perante aqueles que têm a coragem de dar a cara, se pensam ser simples injúrias ? Vamos a isso, cá estarei à espera.
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escrito por Bruno Figueiredo, Março 16, 2011
Quem será que tenta denegrir quem ? Será que realizar o contraditório relativamente a um artigo de opinião é crime ? Digam-me onde um administrador delegado de uma empresa de arqueologia estiver a emitir falsidades e a tentar associar a outras empresas situações incorrectas em que ele próprio incorre e serei o primeiro a criticar esse facto. Porque será que o senhor Miguel Lago não emite um comunicado veemente a negar algumas situações q
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escrito por Costa, Março 16, 2011
De facto, os comentários neste blog ilustram o estado da arqueológia, bem como a mentalidade dos arqueólogos deste país. Como arqueólogo, não podia deixar de comentar o que tem vindo a ser debatido e afirmar que desta forma a nossa classe não chega a lado nenhum. Na verdade, o Blog deveria ser um espaço de divulgação e debate e o que temos vindo a assistir é uma série de pessoas a atacar uma empresa que, provavelmente, possuí mais arqueólogos a contrato do que as restantes empresas. Caso não seja verdade, digam-me qual a empresa de arqueologia que tenha mais arqueólogos a contrato do que a Era-Arqueologia. É verdade, que nem sempre é possivel proporcionar um contrato às pessoas devido á vários factores, nomeadamente a imprevisibilidade da duração do projecto.

Caro Bruno Figueiredo, em vez de tentar denegrir a imagem de uma empresa especifica, neste caso a Era-arqueologia, porque não fala das restantes empresas e das suas práticas? Porque razão não cria uma empresa e tenta criar o cenário que defende? Na realidade, na hora da verdade não luta pela criação, por exemplo, de uma carteira profissional, de um sindicato, de uma ordem. Talvez desta forma ajude a criar uma realidade melhor, fazendo assim que todas as empresas de arqueologia sejam obrigadas a repensar a sua forma de actuar, pois só assim deixara de existir concorrencia desleal.

Na arqueologia, como a flor de rosa afirma, não é a empresa que estabelece o salário, mas sim o arqueólogo contratado. Os valores que tanto referem, só aceita quem quer, e de facto somos nós os responsáveis pelos baixos salários e consequentemente o mercado reflecte esta prática..

Se todos exigirem o mesmo valor e imposerem regras semelhantes, as condições obrigatoriamente vão melhorar e toda a gente ganha com isso (empresas e arqueologos). No entanto, o que verificamos é que cada vez mais os preços descem e as condições diminuem e consequentemente todos perdemos.
Um assunto, bastante importante que não é debatido é relativamente ao pagamento a tempo e horas. Alias, arrisco-me a afirmar que neste momento contam-se pelos dedos de uma mão, as empresas que cumprem com as obrigações acordadas. Na verdade, mais importante que a discussão de valores, pois ninguém obriga, como anteriormente referido, a aceitar as condições propostas pela empresa, seja a Era, ou outras, é no final do mês o dinheiro estar na nossa conta.

Caro B. Figueiredo... fala em ilegalidades, já laguma vez denunciou a sua ou outras situações ao ACT? entao denuncie... Convém não esquecer que o maior empregador a recibos verdes é o estado.

A questão dos recibos verdes é na realidade penosa para os arqueólogos e restantes prestadores de servicos. No entanto, a culpa será das empresas, ou o problema passa por um roubo estatal. Não assisto a uma luta conjunta (empresas e arqueólogos) para tentar alterar este cenário, pois na minha opinião ninguém tem interesse, incluído as empresas, na continuidade dos recibos verdes. Os arqueólogos, querem o fim dos recibos verdes, mas esquecem-se que aí as empresas são penalizadas. Por exemplo, uma escavação de 5 ou 10 dias, as empresas tem forma de fazer um contrato, um acompanhamento com uma duração prevista de 10 meses, mas que na realidade dura 8, quem paga os dois meses? A empresa!!! Podem dizer, façam um contrato a tempo incerto!!! Mas como todos sabem, existe um periodo para comunicar o terminus do vínculo e que muitas vezes não é possível antecipar essa data. Sabem que um gerente não tem direito a baixa e fundo de desemprego e que como toda a gente desconta mensalmente. Sabem que mesmo não recebendo por parte do cliente, conforme acordado,as empresas tem de pagar o IVA de serviços que ainda não recebeu e aos funcionários atempadamente.

Face ao exposto, acho que devemos pensar em ambas as partes e não olhar unicamente para os nossos interesses e de facto lutar em conjunto para uma melhoria de condições.
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escrito por A Lois, Março 16, 2011
Ah só mais uma coisa a mim e acredito que à maior parte dos intervenintes diz me tanto o nome de JDM como de Luis Fernades Bruno Figueiredo, ou seja, nada. Não conheço e acredito que possam existir várias dezenas de Luis fernandes e Brunos Figueiredos ou de JDM. Ou seja só com muita boa vontade se pode aceitar a critica de que alguns comentarios são anonimos. Para mim sois todos anónimos.

E volto a afirmar o que disse: não concordo obviamente com os RV, mais não concordo com os RV de todo, pelo menos neste modalidade sem quaisquer direitos. Acho aliás que este deverá ser o caminho a seguir, caminho que está e muito bem a ser preparado com as manifestações que vimos no fds passado.

Porém não acho correcto que se venha para um espaço achincalhar pessoas, empresas, e odios privados.

Queremos mudar a situação mudemos mas a mudança não sai unica e exclusivamente da luta de classes; nem pode por quer RV quer empresarios fazem parte da mesma classe.
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escrito por A Lois, Março 16, 2011
Jovem se ao menos seguisses os varios blogs Valera tem e teve sabias bem quem é o JDM... como só te interessa isto... denegrir por denegrir e a unica coisa que discutes são os teus 60 euros e os teus RV que tal como a flor de liz disse já quase nenhuma empresa se dispõe a pagar, não conheces. Para de olhar para o teu umbigo, mete uma rolha e olha nas estrelas... pode ser que apareça uma ursa polar que te indique o caminho a seguir.
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escrito por Maria L. Ferreira, Março 16, 2011
É com alívio que leio as palavras de Flor-de-Lis. Por saber que existem, dentro da comunidade que pratica arqueologia profissionalmente, pessoas estruturadas e maduras capazes de tomar acções concretas para mudar o meio em que se movimentam.
E como já disse anteriormente quem fica de facto muito mal visto neste extenso rol de comentários são todos estes participantes cronicamente amargurados para quem, suspeito, nenhuma resposta será nunca suficientemente boa.
O círculo vicioso em que se encontram só pode ser quebrado com um movimento construtivo que deve partir de cada um. E nesse aspecto, perdoar-me-ão a franqueza, poucas instituições a trabalhar no âmbito da património histórico-arqueológico fizeram tanto como a Era Arqueologia.

Levantem os olhos da vossa caderneta de recibos e pensem um bocadinho. Não custa nada.
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escrito por Flor-deLiz, Março 15, 2011
Tenho seguido com algum interesse o tema dos recibos verdes e dos baixos salários, e as ilações que retiro não são nada abonatórias para a grande maioria dos intervenientes.
Primeiro, porque o assunto principal “a solidão do arqueólogo” proposto pelo Miguel Lago, não tem sido debatido. Depois, seja qual for o valor dos vencimentos e a durabilidade dos recibos verdes, a razão está do lado da Era.
Os factos são estes; Quando contracto um canalizador ou um pedreiro, para me realizar umas pequenas obras em casa, não sou eu que lhe estabeleço o preço dia ou hora, mas é ele que me informa o preço que me vai cobrar.
Neste caso particular da arqueologia, não é o cliente que estabelece o salário, é o arqueólogo contratado. Ou seja, cabe ao arqueólogo informar o seu cliente (empresa de arqueologia ou outra) o valor a pagar pela prestação de serviços.
No entanto parece que as regras se inverteram, e fico espantado quando vejo colegas meus a recibos verdes queixarem-se dos baixos salários que auferem das empresas de arqueologia.
Só aceita quem quer, e o que eu digo é que deixem de ser otários. Porque são vocês os únicos responsáveis pelos baixos salários e são vocês que andam a dar cabo do mercado. Deixem de estragar a vida aos que têm lutado diariamente por condições condignas e por uma profissão dignificante.
Se acham que são valores baixos, não aceitem. Se todos se comportarem da mesma forma e imporem as regras, as condições obrigatoriamente vão melhorar.
Aos colegas que tem relatado os seus casos particulares e se têm colocado no papel de vítimas, só tenho a dizer que deviam de ter vergonha e que deviam ser expulsos da “classe” (caso houvesse), pois vocês são os únicos responsáveis por algumas empresas me dizerem, na cara que os 60 euros que reclamo por dia são um abuso e excessivamente bem pagos porque arranjam no mercado quem faça mais barato.
São arqueólogos como o A. Gonçalves, André Pereira, Bruno Figueiredo e outros, que têm estragado o mercado, e se nos casos aqui relatados, alguns são anónimos outros conheço eu. Quando tiver oportunidade, hei-de dizer-vos cara a cara que são vocês são uns otários e deveriam de ter vergonha na cara.
Para finalizar, só queria lembrar que os recibos verdes são legais e que o principal cliente dos mesmos é o próprio estado.
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escrito por Luís Fernandes, Março 15, 2011
O assíduo leitor JDM continua a expressar as suas opiniões sem subscrever os seus comentários, espero que o sr. Valera também o venha criticar por não assumir o que diz. Não é apenas uma questão de mercado, pois outras empresas pagam mais, sendo também uma questão de responsabilidade social.

Gostava igualmente de abordar a questão aqui algumas vezes sugerida de " não se tem uma arma apontada à cabeça".
De facto, os arqueólogos que aceitam esta situação de precariedade na era, entram nela sabendo que os honorários são ridículos, mas pensando que pelo menos podem estar a trabalhar na área, melhorar o currículo e que o seu esforço e valor será devidamente recompensado nos trabalhos futuros. A questão é que o tempo vai passando, e o esforço não é devidamente valorizado, nem a nível de aumento de honorários, nem a nível de términus da situação ilegal. A partir do momento em que se deixa de aceitar esta miséria, a era vai buscar "rookies" acabados de sair da faculdade, o que não significa que sejam medíocres.

Portanto, quem ficou indignado com a tamanha falsidade das palavras do dr. Miguel Lago e tem a coragem de subscrever o que diz, num mundo tão pequeno como a arqueologia portuguesa, é antes de mais de louvar, e depois é porque já tem um currículo suficiente, para não poder depender desta ou daquela empresa.
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escrito por JDM, Março 15, 2011
E finalmente: é de sugerir umas aulas de economia no curso de
Arqueologia. É que parece que ninguém percebe que não são as empresas
que têm de concordar ou não com 45€ ou 50€ por dia. Se quem os aceita
tem alternativa melhor, ou é estúpido ou é masoquista! Como isto não é
credível, quem os aceita, só o faz porque não tem alternativa: é o
mercado no seu melhor! Os 45€-50€ são ditados pelo mercado: será que
os arqueólogos não entendem isto? Há muita oferta, pouca procura, o
preço desce. Elementar. Certo, meus senhores? E as empresas não são a Sta Casa da Misericordia: alguma vez ocorreria a algum dos comentadores deste blog pagar mais por um serviço que poderiam adquirir por menos?

Será que nenhum arqueólogo leu uma publicação denominada "Obelix e Cª"?

Mudem as regras, para aumentar a procura artificialmente e assim subir
o preço. Isto não é provável no estado em que o país está. Em
alternativa, mudem as regras para aumentar a exigência, o que reduz a
oferta (afinal só ficarão os muito bons!). Mas esta última não
interessa, pois não? Coitadinhos dos mediocres. Sendo assim, só têm o
que merecem.
Cumprimentos deste Vosso assíduo leitor.
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escrito por Ricardo Miguel Silva , Março 14, 2011
Senhor Valera, o meu nome é Ricardo Miguel Silva, o XXX aplica-se mais a quem tenta esconder determinadas realidades escabrosas. Já percebi que não pretende uma discussão aberta neste fórum, nada mais correcto para ilustrar a "solidão do arqueólogo" que a questão dos recibos verde ilegais.
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escrito por Luís Fernandes, Março 14, 2011
Afinal quem se esconde atrás do anonimato, não são propriamente os precários, por isso convidava o(a) AFC e os restantes a também assinarem as suas opiniões. Quem é que está a denegrir ? Será que o sr. António Valera ou o sr. Miguel Lago têm coragem de dizer que a era arqueologia não utiliza recibos verdes ilegais ? Denunciar esta situação é algum tipo de atentado ?
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escrito por António Valera, Março 14, 2011
Caro André Pereira.nPelos vistos você é dos que dá a cara. Óptimo. Isso é um bom prenúncio e sinal de carácter. Apareça também e terei todo o gosto em trocar ideias consigo sobre o assunto. Estou certo que poderá ser útil para os dois. E não leve isto como uma ironia. Estou mesmo interessado em perceber os pontos de vista de quem pensa estes assuntos e possa ter algo de interessante e consequente para dizer, sobretudo se me ajudar a entender razões e perspectivas que eventualmente me escapem. É assim que melhor podemos formar a nossa própria opinião.nMas quanto ao seu repto, vai-me perdoar, mas não vou, naturalmente, aceitar. Eu gosto, sempre gostei, de dicutir abertamente estes problemas, que considero estruturais, com boa fé e com consequência. Creio até ter sido um dos primeiros a trazê-los para a blogoesfera, há vários anos atrás (2004 creio). Mas, por favor, não conte comigo para outros objectivos.nE com esta intervenção dou por concluída a minha participação nesta sequência de comentários, porque penso que não vale a pena continuar.
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escrito por AFC, Março 14, 2011
Já todos percebemos que há gente que está empenhada em denegrir a empresa onde trabalham ou trabalharam. OK.
Agora, porque não vão trabalhar para as empresas que consideram melhores?
Porque não criam as vossas próprias empresas e empregam com as condições que consideram boas? É que é difícil de entender como é que a ERA consegue encontrar quem queira nela trabalhar.
O que aqui está a acontecer é demasido ridículo e absurdo.
E, desculpem a minha opinião, mas disto tudo não é a empresa que está a sair mal vista. Vocês podem não ter essa noção, mas estão a justificar a vossa precariedade.
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escrito por André Pereira, Março 14, 2011
Caro António Valera, espero que não tenham apagado o meu nome da base de dados
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Permita-me por favor, que lhe lance o seguinte repto, organizar e publicitar uma mesa redonda, uma sessão de esclarecimento, uma conversa de fim de tarde, o que pretender, na sede da era-arqueologia acerca deste tema dos recibos verdes ilegais,em que possa expressar as suas opiniões e todas as atitudes que tomou ao longo dos anos. E onde possa estar presente quem nestes comentários pretendeu permanecer anónimo e quem teve coragem de o fazer sem qualquer receio, receio esse que considero absurdo.
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escrito por S. Martins, Março 14, 2011
Quer dizer que já foram a correr ver a extensa base de dados dos trabalhadores precários, qual era o objectivo arranjar maneira de os pressionarem, da mesma forma que fazem sempre que existe uma investigação por parte do ACT?
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escrito por António Valera, Março 14, 2011
Caro Ricardo XXXX. Terei todo o gosto em lhe dizer o que penso sobre os recibos verdes, sobre a forma como são utilizados e às necessidades a que respondem e problemas que geram, apesar de, como já aqui escrevi, sobre o problema já ter publicado e discutido publicamente bastante.
Um dia que lhe for conveniente passe na ERA e eu terei todo o gosto em discutir o assunto consigo e explicar-lhe os meus pontos de vista e descrever-lhe o que já fiz, ao longo das duas últimas décadas, relativamente ao assunto.
Aqui não o farei.
Porque não debato com pessoas não se identificam (há uma base de dados com todos os nomes de pessoas que alguma vez trabalharam para a ERA, e muitas das que por aqui passaram e têm apelido, não constam); porque este forum é para debates com elevação, boa fé e inteligência, e o que aqui se tem passado não tem sido isso (em minha opinião, claro); porque o problema é demasiado sério e estrutural para ser debatido na base do caso pessoal e dos gostos e desgostos que cada um possa ter contra esta ou aquela pessoa, esta ou aquela instituição.
Quanto à minha intervenção anterior, que motivou as suas perguntas, não foi bem um comentário. Foi mais um desabafo.
Um bom dia para si.
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escrito por Ricardo , Março 14, 2011
Caro António Valera, visto que voltou aos "comentários" neste post, volto a colocar-lhe a mesma pergunta que lhe fizeram anteriormente, e não respondeu, qual é a sua posição relativamente à forma como a empresa trata os recibos verdes ilegais que para ela trabalham ? E já agora, relativamente à fase em que foi responsável pelo departamento técnico, tomou alguma atitude, ou efectuou alguma proposta, nas suas reuniões com o departamento comercial e administrativo, que ajudassem a melhorar a situação dos seus colegas que se encontram em situação precária ?
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escrito por António Valera, Março 12, 2011
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escrito por Luís Fernandes, Março 12, 2011
Senhor ou Senhora JDM, já trabalhou para a era ? Tem algum conhecimento de facto das situações que lá ocorrem ? Quem deturpou totalmente este blog foi o senhor Miguel Lago, ao fazer um post e comentários subsequentes que além de não corresponderem à verdade, tentam esconder uma série de situações. E não tenho receio de defender o que digo seja em que fórum for, subscrevo os meus comentários com o meu nome, e forneço o respectivo endereço de e-mail quando os emito, não me escondo atrás de siglas. Censura nunca será a resposta correcta, mas sim assumir a verdade. Não pensa que caso os argumentos fossem difamatórios, estariam aqui os vários funcionários da empresa a defender o oposto ? Não vê a forma como o sr, Miguel Lago pura e simplesmente foge às questões relacionadas com a utilização ilegal dos recibos verdes ?
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escrito por JDM, Março 12, 2011
Como já disse anteriormente, sou um leitor assiduo deste blog e dos outros que o Dr. António Valera tem vindo a dinamizar ao longo de vários anos.
O último comentário fez-me reler todos os outros que o antecediam. Conclui que o seu conteúdo é totalmente inaceitável e insultuoso porque foge literalmente à verdade, primando pela grosseria. Num comentário datado de 31 de Janeiro o Dr. Miguel Lago escreveu o oposto do que ali lhe é atribuído:
"A ERA NÃO PROCEDE a uma contratação esporádica de prestadores de serviços de Arqueologia. A sua contratação é ditada pela especificidade dos projectos e pelas oscilações do mercado em que a empresa actua."
É importante que antes de comentar, acusar e fazer juízos de valor deturpados, os participantes deste blog atentem, cuidadosamente, nos textos que lêem e nos comentários que escrevem. Sr. Luís Fernandes, não baixe o nível deste forum de prestígio nem rebaixe a sua classe profissional. A verdade existe.
Foi por este tipo de situações que tomei a liberdade de sugerir que este blog viesse a adoptar o modelo de filtragem de comentários do jornal "Público". No entanto, caro Dr. António Valera, compreendo a sua opção, reveladora de uma superioridade moral e ética. Bem haja pelo seu trabalho e paciência.
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escrito por JDM, Março 12, 2011
Como já disse anteriormente, sou um leitor assiduo deste blog e dos outros que o Dr. António Valera tem vindo a dinamizar ao longo de vários anos.
O último comentário fez-me reler todos os outros que o antecediam. Conclui que o seu conteúdo é totalmente inaceitável e insultuoso porque foge literalmente à verdade, primando pela grosseria. Num comentário datado de 31 de Janeiro o Dr. Miguel Lago escreveu o oposto do que ali lhe é atribuído:
"A ERA NÃO PROCEDE a uma contratação esporádica de prestadores de serviços de Arqueologia. A sua contratação é ditada pela especificidade dos projectos e pelas oscilações do mercado em que a empresa actua."
É importante que antes de comentar, acusar e fazer juízos de valor deturpados, os participantes deste blog atentem, cuidadosamente, nos textos que lêem e nos comentários que escrevem. Sr. Luís Fernandes, não baixe o nível deste forum de prestígio nem rebaixe a sua classe profissional. A verdade existe.
Foi por este tipo de situações que tomei a liberdade de sugerir que este blog viesse a adoptar o modelo de filtragem de comentários do jornal "Público". No entanto, caro Dr. António Valera, compreendo a sua opção, reveladora de uma superioridade moral e ética. Bem haja pelo seu trabalho e paciência.
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escrito por Luís Fernandes, Março 12, 2011
O que os colegas que nunca trabalharam para a era, ou só ouviram falar por outros colegas não percebem, é que os comentários que o sr. Miguel Lago aqui fez são uma mentira pegada, que revolta quem aqui trabalha a recibos verdes, voltem a reler os comentários que fez, dizendo que a utilização de recibos verdes são situações esporádicas. Isso é uma tremenda falsidade, e quem diz que não interessa se é 45 ou 50 euros, sem qualquer tipo de protecção legal, é porque não está nessa situação. Pessoalmente o que me repugna é toda a falsidade emitida neste post e nos comentários posteriores do sr. Miguel Lago. São os recibos verdes que sustentam a empresa, quem lá trabalha facilmente o percebe.
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escrito por A. Lois, Março 11, 2011
Oh Silva não percebo entao tinhas contrato mas recebias 70 euros ou era a recibos e recebias 70... Não entendo... E quem habilmente se desviou foste tu. Ainda não me disses te o que é contrato de empreitada.
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escrito por Maria L. Ferreira, Março 10, 2011


As palavras do Simão Silva parecem-me muito sensatas. Enquadram, de forma estruturada, o problema dos recibos verdes na sua conjuntura mais alargada. Revelam, acima de tudo, uma ponderação que tem claramente faltado na maioria dos comentários aqui apresentados e que são tudo menos abonatórios, principalmente para quem os escreve.

Em primeiro lugar, não sei quanto paga a empresa em causa. Nem me parece que seja essa a questão central. Cada caso é um caso. No entanto, pagar 50 euros a alguns arqueólogos pode até ser considerado extremamente generoso tendo em conta a qualidade do trabalho executado por alguns profissionais. Não estou dentro da cabeça de ninguém e bons ou maus trabalho ficam na consciência de cada um. No entanto, pelo grau de irritação indignada de alguns participantes deste pseudo-debate-deprimente, imagino que devam ser arqueólogos ultra competentes, injustamente desperdiçados no miserável mercado do trabalho da arqueologia em Portugal, encurralados e sem saída.

Depois, segundo julgo saber, ninguém vai trabalhar para lado nenhum com uma pistola apontada à cabeça. Se se trabalha por valores baixos é porque se quer. E porque se pode. Os arqueólogos estão no mercado tal como as empresas. Estas negoceiam as suas condições com os seus clientes. Os arqueólogos devem fazer o mesmo com quem os contrata. Não há condições ideais? Pois não, mas o mundo está longe de ser perfeito. E como dizia o comentário do Simão Silva, inadmissível é a carga fiscal a que estamos sujeitos.

Numa actividade tão flutuante como é a da Arqueologia, em que a possibilidade de previsão da quantidade de trabalho a executar digamos, num mês, é praticamente impossível,é evidente que as empresas têm grande dificuldade em integrar nos seus quadros os recibos verdes com quem trabalham. Como, se não podem prever se vão ter trabalho para eles? As incongruências neste caso começam do lado de quem pensou e mantem a lei laboral do nosso país. E o Estado, todos sabemos, é o primeiro a prevaricar.

A solução seria tentarmos modificar o meio em que nos movimentamos. Um meio onde os debates fossem participados de forma construtiva, onde os profissionais a actuar nesta área tivessem a massa crítica suficiente para pensar soluções e encontrar caminhos. Um meio que tivesse uma tutela forte, uma Universidade empenhada em fornecer arqueólogos competentes e onde a Arqueologia (e a Cultura em geral) não andassem ao desmando de políticos com agendas duvidosas.

E principalmente um meio onde um blog científico não fosse invadido por comentários gratuitos, difamatórios, grosseiros e repito, muito pouco dignificantes para quem os escreve. Assim não vamos a lado nenhum.
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escrito por Ana S. Martins, Março 10, 2011
Nao entendo este debate. Se estes colegas (que nao conheço) com espirito tao negativo estao descontentes, porque trabalham para a ERA?? Nunca trabalhei mas conheço quem trabalhe e está muito contente. Existem tantas empresas no mercado que nao compreendo esta obcessão. É mesmo estranho. Eu ganho razoavelmente e negoceio como acho melhor e só aceito o que me interessa. Tudo isto é muito estranho.
Conheço a empresa ERA que é uma referencia em Portugal e até colegas de outros paises me falam desta empresa: pelas revistas que publica, pelos resultados de trabalhos que divulgam, pelos congressos que organizam, pelo fama que colegas ali ganharam. Façam como eu, que trabalho nos sitios que escolho. Vou enviar o meu curriculim para a ERA.
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escrito por Luís Fernandes, Março 10, 2011
O senhor Miguel Lago fez algum voto de silêncio? Para quando uma discussão aberta quanto à forma como os recibos verdes ilegais que prestam serviço para esta empresa podem ver os seus direitos ressarcidos ?
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escrito por M. Silva, Março 10, 2011
Caro Lois, muito interessante a forma como sempre tenta desviar as questões do assunto fulcral, quando falei em 70 euros, era em comparação com o que auferia na Era, ou será que acha preferivel trabalhar a recibos verdes por 45 euros ?
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escrito por A Lois, Março 10, 2011
O q é um contarto de empreitada?

Eu so conheço ou pelo menos o Codigo de Trabalho só reconhece contratos de trabalho a termo certo ou de termo incerto. Mais o contrato de trabalho fala em remenarçao mensal e nunca diária. Caro Silva o trabalho à jorna (vulgo diario) é tipo recibo verde. Um contrato de trabalho fala em remunerações mensais e nunca diárias.
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escrito por M. Silva , Março 10, 2011
A questão dos recibos verdes têm de ser vista de forma global,concordo, no entanto o que penso que levou a todos estes comentários foi o facto do sr. Miguel Lago no post, e nos seus comentários posteriores, não assumir que a era arqueologia explora dezenas de profissionais a recibos verdes, isso é absolutamente inqualificável.
Já trabalhei para a era arqueologia cerca de 4 anos, sempre com trabalho mensal e a recibos verdes,e no verão passado passei a trabalhar para outra empresa por ter melhores condições, num projecto ganho em concurso a outras empresas, entre as quais a era-arqueologia.
O que é importante nesta situação ? Nessa empresa,além de ter 70 euros de honorários diários, havia contrato de empreitada, e mesmo assim conseguiu vencer o concurso.
Portanto, o que não é justo é a era arqueologia chegar a cobrar 180 e até mesmo 250 euros diários pela presença de um arqueólogo e depois oferece-lhe 45 euros. Aí sim é exploração pura de colegas por colegas.
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escrito por Simão Silva, Março 09, 2011
Para quem quer de facto perceber o que se está a passar, uma aplicação útil de cálculo: https://spreadsheets.google.com/ccc?key=0AorUxvOVeEgxdFNqRmkydS1qRUh4djRwN0FGTHJLRWc&output=xls
e explicações:
http://www.precariosinflexiveis.org/
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escrito por Simão Silva, Março 09, 2011
Este é um assunto que desperta muitos comentários apaixonados e por isso também irracionais. Talvez seja melhor ver o problema de forma global, enquanto sociedade que comporta várias gerações e menos centrado nesta ou naquela empresa. De facto as empresas de Arqueologia têm dificuldades quotidianas, tal como noutras áreas. É o esmagamento dos preços, a escassez do trabalho, é a fiscalidade, são as leis laborais desastrosas. Leis essas que não permitem ter um custo razoável para as empresas fazerem contratos a termo e não interessa se é da duração da obra, ou por um mês. Não conseguem. Em relação aos recibos verdes e eu sou um, mas também já fui trabalhador dependente, com contrato a termo, não embarco em acusações populistas e demagógicas. Mas passo a expor, com uma aritmética simples, o que penso que está a correr actualmente. A palavra simples é roubo. Roubo Estatal. Se um trabalhador a RV cobrar num mês €1250, tem de fazer uma retenção de 21.5% de IRS. Se teve um ano de isenção na SS mas agora já não tem terá de desembolsar quase €190. E a partir de Outubro ainda mais de SS. No concreto €310... Se cobrou no ano passado mais de €10.000 terá também de cobrar 23% de IVA, entregando a verba trimestralmente ao Estado. Sem contar com o IVA o Estado arrecada deste trabalhador a quantia de €458,75 no total (IRS+SS) agora e, a partir de Outubro €578,75. E nestas contas as Empresas não têm culpa nenhuma. Quase que meio mês este trabalhador está a trabalhar para o Estado. Isto é imoral e indiciador de cidadãos de primeira e de segunda. Este mesmo trabalhador depois desta colossal carga fiscal, sendo, vamos considerar um "pequeno empresário", falso é certo, não tem os direitos dos outros trabalhadores nomeadamente o subsídio de desemprego. Quem tem deveres também terá de ter direitos. Um "pequeno empresário" também pode ter um "negócio que correu mal". Se contribuiu porque não usufrui? Isto é de uma imoralidade que tem de ser denunciada, tem de ser travada. Mais uma reflexão: O facto de se estar a incorrer nesta monstruosidade fará aumentar a economia paralela. E quem vai sofrer, para além de nós próprios são os nossos pais e avós, que necessariamente vão ter cortes também brutais nas suas reformas e pensões. Eles deveriam estar também alertas para esta situação. Uma sociedade assim não funciona.
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escrito por P. Lopes, Março 09, 2011
O problema é que neste caso Ana, somos falsos recibos verdes nesta empresa, sem qualquer garantia social, já não basta o valor ridículo dalguns honorários e ficamos anos a fio nesta situação, e quando vamos tentar dialogar para a situação ser alterada, a desculpa é o mercado e a crise. No entanto, como já li nalguns comentários, outras empresas já adoptam o contrato de empreitada, que é algo mais justo, e desta forma, a era passa a realizar concorrência desleal.
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escrito por Ana S. Martins, Março 09, 2011
Este sim é um tema importante para o nosso futuro. E estou cansada de comentários de colegas que não pensam a profissão. A mim pagam-me aquilo que considero valer. Gostava da modalidade recibos verdes por dar mais liberdade pra trabalhar com quem me apetece. E não me tem faltado trabahlo. Com as mudancas recentes na lei estou a pensar criar com uma colega uma pequena empresa para prestar serviços.
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escrito por A. Dias , Março 08, 2011
As questões estão a ficar sem resposta sr. Miguel Lago, e são bastante pertinentes, de que forma é que pagando honorários baixíssimos se dignifica os arqueólogos que trabalham a recibos verdes para esta empresa ? E como é possível manter esta situação, sem qualquer vontade de mudança?
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escrito por A, Mousos, Março 08, 2011
Boa reflexao a deste post. Estranho que o debate nao se tenha virado para este assunto pois os arquelogos nao terao uma altaração das condicões de trabalho enquanto a exigencia da tutela nao aumentar e enquanto apenas eles forem responsabilizados pela execucão de projectos de arqueologia. Felizmente nem todas as empresas são más. E a ERA é a melhor empresa portuguesa.
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escrito por Pedro Mendes, Março 08, 2011
Sr. Miguel Lago, gostaria de saber o que tem a dizer acerca de uma afirmação visível num dos comentários! Já, por diversas vezes no meio da rqueologia empresarial, se fez menção ao facto de a ERA inventar locais para escavar decorrentes das propostas de minimização resultantes dos EIA's...o que tem a dizer sobre isto? Toda a gente sabe que tal aconteceu pelo menos 2 vezes!!!
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escrito por André Pereira, Março 08, 2011
Caro António Valera, já vi que enfiou a carapuça, mas referia-me aos comentários que lhe solicitavam a tal censura e atacavam pessoalmente alguns dos intervenientes, intervenientes esses que até revelam bastante coragem, como é o caso do Bruno Figueiredo.
Mas a questão principal não é essa, é sim a forma como esta empresa explora os recibos verdes,este aspecto já não quer comentar ?
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escrito por António Valera, Março 08, 2011
Caro André Pereira.nComo responsável da gestão desta página tenho alguma dificuldade em aceitar que faça a acusação de que há uma prática de abafar e censurar o que aqui tem sido comentado. A longa lista de comentários é, precisamente, a demonstração de que aqui isso não acontece. Se essa intenção existisse, há muito que toda esta onda de contestação (que, deliberadamente, não vou adjectivar) teria sido parada. Logo ao primeiro comentário, se fosse essa a postura.nQuantas entidades, no meio ou fora dele, teriam esta postura? Quantas, de facto, permitem a crítica no seu próprio espaço?nAssim, espero que os comentários possam continuar sem este tipo de acusações infundadas, como, a cada momento, eles próprios demonstram.nSe vier a entender que o soneto é, de facto, pior que a emenda, então informarei a audiência deste blog sobre as alterações que entender serem as adequadas.nAté lá, crítica, bom senso e inteligência (o que é, de certa forma, a mesma coisa).
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escrito por André Pereira , Março 08, 2011
Interessante a forma como quem pretende tentar abafar e censurar os comentários aqui feitos, tentam transformar a discussão em ataques pessoais.

Senhor Miguel Lago,no início dos comentários deste post, fiz-lhe a seguinte pergunta - "Considera justo o valor de 45 euros que a era arqueologia oferece aos arqueólogos a recibos verdes por dia de trabalho? " Na altura não respondeu, será que 50 e tal comentários depois não seria sensato dar uma resposta ? É assim que quer dignificar a arqueologia, mantendo os profissionais nesta situação ?
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escrito por Miguel Albergaria , Março 08, 2011
Será que ninguém fica abismado com o facto da resposta para os colegas que são mantidos a recibos verdes nesta empresa, ser a pressão velada de que pode passar a haver censura relativamente aos comentários? Eu não sei quantas vezes o ACT foi à Era, sei sim que depois existe uma pressão muito grande para não serem fornecidas provas desta ocorrência, o que acontece muitas vezes, é deixar-se de de ser chamado para trabalhos por um ou dois meses.
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escrito por Bruno Figueiredo, Março 08, 2011
Caro A. Lois, o meu objectivo não é denegrir ninguém, a empresa ao arrastar esta situação dos recibos verdes, já trabalha o suficiente para este aspecto, a questão aqui, embora muitos tentem tapar o sol com a peneira, é apenas o post que foi publicado, que não corresponde ao que se pratica na empresa.

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escrito por A. Lois, Março 07, 2011
Eu sinceramente digo... ha muita gente com dor de coto neste pais...B. Figueiredo e afins... será porque recentemente a Era contratou colegas para os quadros q nao o senhor ou a sua pandilha? e se não o contratou porque será? fala em ilegalidades, já laguma vez denunciou alguma coisa ao ACT? entao denuncie... sabe quantas vezes foi o ACT è ERA? sabe se alguma vez foram condenados... não sabe pois não... o seu objectivo tangto neste blog como no archport é denegrir a imagem de uma empresa... não digo q esteja la tudo bem... mas a unica coisa que transparece é o odio q nutre por esta instituição. ninguem lhe pede q goste dela. é q as vezes quem fala mal do vizinho...
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escrito por A. Gonçalves, Março 07, 2011
Acho que todos gostaríamos de ver esclarecidas as questões relacionadas com os recibos verdes ilegais nesta empresa. Que medidas podem ser tomadas? Será que estas interrogações concretas que afectam a vida pessoal, e a progressão na carreira destes profissionais, não merecem resposta ? Irracional é não querer dar importância pelo facto de não ser afectado por elas, muito pelo contrário...
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escrito por Luís Fernandes, Março 06, 2011
Será que respondendo directamente às questões aqui colocadas não seria, isso sim, a manifestação de enorme liberdade na discussão dos diversos temas ? Não vejo aqui atitudes difamatórias, mas sim profissionais indignados com a tamanha falsidade existente nesta empresa. Para quando uma resposta com as alterações que se pretendem efectuar relativamente aos recibos verdes ilegais ? Porque não discutir essa situação abertamente ? Ou será que o objectivo é esperar que os comentários terminem para tudo continuar na mesma ?



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escrito por António Valera, Março 06, 2011
Caro JDM, obrigado pela sua sugestão. Seguramente sensata, numa determinada perspectiva. Devo dizer, como certamente já terá adivinhado, que ponderei seriamente essa possibilidade. Mas, como também possivelmente já terá entendido, optei por não seguir essa via por enquanto. Gostaria de explicar porquê.

Não me vou pronunciar sobre o problema em concreto dos comentários (sobre isso, já publiquei e debati bastante, pelo que aquilo que eu penso é sobejamente conhecido de quem se preocupa sobre estas matérias e, naturalmente, se mantém informado). Mas gostaria de me pronunciar sobre a natureza deste tipo de situações, que encontramos nas mais variadas vertentes da sociedade portuguesa (basta estar atento).

Há inequivocamente um problema sistémico, no qual está mergulhada a Arqueologia Portuguesa, tanto na vertente da formação, como da investigação, como da prática profissional, como da protecção patrimonial, como da gestão administrativa e como da valorização social de todo o seu trabalho, e todos estes problemas têm as mais variadas ramificações. Nestes tempos de agudização das condições sociais, a propensão para a insatisfação e revolta aumentam, pois as situações dramáticas multiplicam-se e o desespero toma conta das pessoas. Mas, como bem explicou Ortega y Gasset na sua “Rebelião das Massas”, nestas situações não devemos esperar da maioria das pessoas a capacidade da análise sistémica do problema (embora, em tese, o devesse-mos esperar de gente com formação académica, basta conhecer a academia para nos desenganarmos). Elas focar-se-ão no seu problema específico, isolando-o do contexto que lhe dá origem, o explica e onde reside a chave da sua resolução.

As análises primam, normalmente, por grande irracionalidade e a violência dos discursos aumenta, assim com o seu carácter indiscriminado e injusto. As acusações são despejadas em catadupa, a partir de uma visão deturpada das coisas, resultado da ira, da incompreensão da dimensão sistémica do problema e da ausência de informação (a que, por vezes, mas nem sempre, se acrescentam dimensões de má fésmilies/wink.gif. Não poucas vezes, estas manifestações (e estou a referir-me apenas às movidas por boa fé, porque sobre as outras estamos conversados), causam mais prejuízo que benefício àquilo que precisamente procuram defender, por se revelam completamente desfocadas.

Porquê então continuar a permitir que este tipo de situação ocorra, e em concreto, aqui neste espaço?
A razão prende-se com a ideia que tenho de que a postura de liberdade (a qual deve ser sustentada numa racionalidade crítica, inteligência, informação e, portanto, consciência e responsabilidade) tem um custo, por vezes muito elevado: o de resistir o máximo possível à censura, mesmo perante a má fé, a irresponsabilidade, a ignorância, ou mesmo a estupidez. A liberdade tem custos. E este é um deles. Mas é um custo que se paga com convicção, quando se está confiante na bondade dos nossos percursos e das nossas práticas quotidianas.

Naturalmente, esta opção não é definitiva e o evoluir da situação poderá obrigar-me a fazer o que não gostaria de fazer. (Não incluo nisto os comentários difamatórios. Esses, caso os autores tenham a coragem de se identificar, acho que deveriam ser tratados juridicamente pelas entidades por eles afectadas).

Finalmente, uma outra razão que me parece importante: estas situações são um bom barómetro. Elas revelam-nos, de forma particularmente expressiva, a situação em que se encontra a formação dos profissionais, a sua autonomia crítica, a sua integridade intelectual e cívica, a sua competência e a sua maturidade. É fundamental, a meu ver, ter consciência da diversidade de situações e pessoas que se diluem por trás de epítetos como juventude, profissionais ou simplesmente arqueólogos.

Assim, enquanto for humanamente possível, tentarei manter este espaço aberto a toda a gente. Veremos por quanto tempo será possível fazê-lo.
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escrito por Bruno Figueiredo, Março 06, 2011
Estou completamente em oposição ao comentário anterior - passar a haver censura e terminar com a liberdade de expressão neste blog. Não sou a favor de tentativas de difamação, nem muito menos de comentários anónimos, mas sim de uma discussão clara relativamente às temáticas colocadas, da minha parte continuo à espera que me respondam à seguinte questão - de que forma é que se dignifica a arqueologia mantendo nesta empresa os arqueólogos sem qualquer protecção social e com honorários vergonhosamente baixos ? De que forma este comportamento pode ser dignificante ?
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escrito por JDM, Março 05, 2011
Caro Doutor António Valera
Como responsável deste Blog, sugiro que siga o exemplo do jornal Público. No respectivo Blog, as mensagens recebidas serão, a partir de hoje, previamente lidas antes de publicadas. É inaceitável o pendor difamatório com que muita gente, em muitos casos anónima, escreve neste local. Este é, julgo, um espaço de liberdade e responsabilidade. Não de insulto e insinuação. Não sou da Vossa profissão, mas acompanho o Blog desde o início e o que tem vindo a acontecer é, no mínimo, insensato. Basta! Que voltem os verdadeiros debates, a bem do Património nacional.
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escrito por Zé, Março 04, 2011
Sr. Miguel Lago, quando a ERA inventa sítios para escavar nos EIA's, os funcionários são pagos em condições ou nem por isso? É que é dinheiro que entra a custo zero...
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escrito por A. Dias , Março 03, 2011
Este post do senhor Miguel Lago é ultrajante para todo um conjunto de colegas que são mantidos a recibos verdes nesta empresa. Além de não possuírem qualquer protecção social, relativamente à formação profissional fica totalmente por sua conta. Portanto, ainda é pior a emenda que o soneto. O post tem várias mentiras que já foram aqui denunciadas, mas os comentários posteriores do senhor Miguel Lago também não correspondem à verdade. De que forma se pretende valorizar e dignificar os profissionais a recibos verdes que aqui trabalham com honorários muito baixos e sem qualquer auxílio para aqueles que, com tanta dificuldade, continuam a querer melhorar o seu currículo profissional ?
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escrito por A. Gonçalves, Fevereiro 28, 2011
É de facto confrangedor e angustiante a forma como esta empresa tenta esconder os recibos verdes ilegais que explora, não se vê qualquer esforço para alterar a situação, nenhuma intenção a este respeito, nada, completo silêncio quanto às questões colocadas, esperando que a nuvem passe...
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escrito por S. Martins , Fevereiro 24, 2011
Não basta só falar, temos de agir diariamente de modo a não aceitar tamanha ilegalidade, é importante sim denunciarmos tanta mentira, mas não podemos no dia seguinte aceitar de modo submisso tanta discricionariedade, a forma cobarde como se foge às questões revela total deprezo pelos próprios colegas.
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escrito por A. Lois, Fevereiro 24, 2011
smilies/grin.gif mete uma rolha
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escrito por Luis Fernandes , Fevereiro 23, 2011
Realmente é vergonhoso, a forma como a era arqueologia tenta esconder uma realidade, promovendo a exploração dos próprios colegas, mantendo recibos verdes ilegais anos seguidos sem qualquer perspectiva de futuro. Como se pretende transformar esta situação ? Respostas 0.
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escrito por Carlos, Fevereiro 22, 2011
E assim ficamos, no Silêncio dos "Inocentes"...
A coragem e a frontalidade é algo cada vez mais raro nos dias que correm.
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escrito por M. Azenha , Fevereiro 22, 2011
Muito interessante a forma como as questões ficam sem resposta, o senhor Miguel Lago prefere comentar outros posts. É uma vergonha a exploração exercida pela era arqueologia relativamente aos recibos verdes ilegais, querem-se respostas e não umas quantas frases soltas quanto ao " estado da arte". Será que esta empresa pretende continuar a fazer concorrência desleal e continuar sem proteger socialmente os profissionais precários que com ela colaboram ?
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escrito por Francisco Almeida , Fevereiro 19, 2011
Gostava de fazer uma pergunta muito concreta ao administrador delegado da era arqueologia, pelo menos é assim que é apresentado no site da empresa, que medidas preconiza para acabar com os recibos ilegais nesta empresa ? Os inúmeros profissionais que estão nesta situação não precisam de palavras vãs mas sim medidas concretas e eficazes. Talvez se o fizesse, não tivesse esta quantidade inacreditável de testemunhos e comentários que arrasam a credibilidade do seu post.
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escrito por Carlos, Fevereiro 18, 2011
Afinal nem tudo o que é pintado como se fosse uma grande obra, o é.
A manta linda de setim afinal anda a necessitar de ser lavada.
Com os diferentes comentários, aqui colocados, se vê a distância entre o que se diz e o que se faz... Faz lembrar a conversa dos nossos amigos politicos.
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escrito por Mónica , Fevereiro 17, 2011
Apoio à formação e valorização profissional ? Participei em diversos projectos da era, igualmente com baixos honorários a rv, mas a questão que me traz aqui não é essa, na altura encontrava-me a concluir o mestrado na Faculdade de Letras de Lisboa, e não tive qualquer apoio por parte desta empresa, muito pelo contrário, já nao bastava receber pouco, e tive que perder vários dias de trabalho, estatuto de trabalhador estudante ? Nem pensar. Talvez tenha tido azar!
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escrito por S. Martins, Fevereiro 16, 2011
Um exemplo acabado em como o discurso não condiz com a prática, o senhor Miguel Lago ainda não compreendeu que a dignificação do profissional em arqueologia não pode evoluir de mão dada com a exploração dos recibos verdes, não se pode falar em condições de trabalho nestas circunstâncias. É surreal.
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escrito por Luís P., Fevereiro 16, 2011
Não queria deixar de dar a minha opinião, relativamente a esta questão essencial, serei o único a pensar que o pagamento a tempo e horas de honorários tão baixos não passa de "serviços mínimos", tanto mais quando comparados com as empresas que já realizam contratos de consignação de empreitada, transformando a prática do prolongamento ilegal dos recibos verdes um factor de concorrência desleal ?
Será que a dignificação não se combate da forma exactamente contrária ? Será que os administradores, gestores das outras empresas serão um conjunto de iluminados que mesmo promovendo esses contratos conseguem ganhar projectos nestas condições e no mesmo " terrível" mercado em que a era arqueologia se movimenta ?
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escrito por Miguel Lago, Fevereiro 16, 2011
A dignificação dos profissionais de Arqueologia é um assunto particularmente relevante para a nossa empresa. Independentemente dos problemas do mercado em que actuamos, tal dignificação constrói-se em vários níveis: remuneração (que ao longo de 14 anos cumprimos escrupolosamente sem qualquer atraso), condições de trabalho,suporte técnico e científico em todos os projectos, apoio à formação e evolução profissional ou afirmação pública da profissão...
No nosso contexto e ao longo do tempo, a ERA orgulha-se do contributo que deu e continua a dar todos os dias para o futuro da Arqueologia portuguesa e dos arqueólogos que ambicionam uma profissão mais madura.
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escrito por Bruno FIgueiredo, Fevereiro 16, 2011
Contribuir para a mudança como ? Continuando a explorar os arqueólogos que se encontram a recibos verdes de modo ilegal ? Será que assim não se trata apenas de compactuar e se aproveitar do status quo vigente ? o sr. Miguel não respondeu à minha questão de base, de que forma é que se dignifica a arqueologia mantendo nesta empresa os profissionais de arqueologia sem qualquer protecção social e com honorários vergonhosamente baixos ?
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escrito por Miguel Lago, Fevereiro 14, 2011
Infelizmente, o tema deste post foi esquecido por muitos dos comentadores. O assunto é sério e merece reflexão de todos. A Arqueologia é em Portugal uma actividade bastante desqualificada e o actual quadro legal não favorece o incremento científico, a progressão profissional ou a afirmação social da disciplina. A ERA vai continuar a contribuir, através do seu projecto, para a mudança do sistema em que nos inserimos.
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escrito por Luís Fernandes , Fevereiro 14, 2011
O mercado é sempre culpado de tudo,e uma óptima desculpa para quem explora, mas de que forma age o mercado no seguinte caso concreto : A Era Arqueologia num determinado projecto de acompanhamento arqueológico em que fui responsável científico cobrou 185 euros ao dia e pagou-me 45 euros. Foi o mercado que a obrigou a fazer este tipo de divisão ? Ou será que para um conjunto restrito de pessoas terem salários muito acima da média têm de explorar os outros ? Claro que se dirá isto acontece em todas as áreas, fortes disparidades e injustiças existirão sempre, mas o que este post pretendia era branquear todas estas situações vividas na própria empresa, e transmitir esta situação para as outras, as "más empresas ". Não é apenas a questão dos valores serem baixos, mas sim o aproveitamento desonesto da ilegalidade dos recibos verdes, a criação de vínculos jurídicos, como é o caso do que alguns aqui referiram quanto aos contratos empreitada, mas existem outros, podem ajudar a minorar esta situação.
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escrito por António Valera, Fevereiro 14, 2011
Enfim. Tenho estado calado, porque já dei tanto e em tantos lados para este "peditório", que me cansei. Como até sou responsável por gerir este espaço (que, como se vê, é gerido sem censura - coisa que é de valorizar, penso eu, nos tempos que correm), lá sinto a necessidade de dizer qualquer coisa. Mas para não me repetir, deixo aqui o que disse há tempos, noutro local (numa versão que procura olhar para o mais estrutural). Continua cada vez mais actual:http://www.youtube.com/watch?v=uBMIKj__690. Depois, se quiserem, procurem lá dentro dos vários debates que o Centro de Arqueologia de Almada promoveu por todo o país. As intervenções são múltiplas, de muita gente. Os diagnósticos estão todos lá e ao gosto de todos. O problema são mesmo as práticas. Como se trava uma avalancha?
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escrito por P. Albuquerque, Fevereiro 14, 2011
É muito interessante ver estas posições tão “inocentes” que revelam bem porque é que se pagam 45 ou 50 euros aos arqueólogos. A questão é, seguramente, mais profunda mas abordemo-la de forma simples. Em primeiro lugar, são as empresas que definem os 45 ou 50 € por dia? Pelo que me apercebo pelos comentários, a maioria dirá que sim, mas a resposta é, obviamente, não. É o mercado. E o mercado não se define unicamente pelas empresas que contratam arqueólogos mas por todos os seus intervenientes desde promotores, tutela, e os próprios arqueólogos. Mas acima de tudo, o mercado da arqueologia define-se pelo “objecto social” que representa para a sociedade. E perguntando a quem paga ou “consome” arqueologia, não podemos deixar de questionar o que se está efectivamente a pagar. Antes de mais, a salvaguarda do património que, na maioria das vezes, volta a ficar enterrado ou numa qualquer prateleira ou canto de instalações do Estado. Visto por este prisma, tenho a certeza que muitas pessoas são da opinião de que, face aquilo que os arqueólogos dão em troca pelo seu trabalho, os valores actualmente pagos podem até ser demais porque o resultado do seu trabalho é nulo ou invisível. Humanamente, 45 ou 50 euros por dia é mau para qualquer pessoa. É uma situação inegável. Mas, como os arqueólogos, também existem advogados, gestores, sociólogos e outros licenciados em igual situação ou que, noutra situação, não ganham melhor do que os arqueólogos.
Duvido que as empresas se aproveitem desta situação. Até porque, em arqueologia, ainda não vi ninguém ficar rico ou ganhar muito dinheiro. Acho até isso é impossível em arqueologia (pela origem e função social das empresas) e até que o destino de certo tipo de empresas está traçado com o mercado actual. Mas a situação dos arqueólogos, que é o que interessa para esta conversa, nunca vai mudar enquanto a arqueologia não constituir um valor reconhecido para quem a consome (perdoem-me a linguagem demasiado mercantilista) E o problema começa, antes dos arqueólogos, nas universidades. Mas os arqueólogos têm um papel vital. Portanto, menos conversa e mais acção para fazer com que a arqueologia "apareça". Há muito tempo que se assiste a este debate mas, nem por isso, as reuniões da APA tem participantes a falar destes problemas, ou as empresas se entendem, ou as universidades saem do seu meio, fechado em torno de si.
E não posso deixar de lamentar que um BLOG científico como é o NIA seja o palco para este tipo, não de liberdade de expressão, mas de devaneios momentâneos sobejamente conhecidos que não são mais do que um "dejá vu". Por isso, os 45 e 50 euros por dia.
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escrito por Bruno FIgueiredo , Fevereiro 13, 2011
Apenas falo por mim e por quem defendo, mas está-se a confundir bocas com comentários, talvez bocas sim sejam o que se escreveu num post dando a ideia que esta empresa fosse diferente de outras, talvez bocas seja um contratado vir fazer o papel de defensor de uma empresa, tentando levar as questões controversas para outro lado. A questão principal ainda não foi respondida, será que 45 euros diários pagos a um recibo verde em situação ilegal contribuem para uma arqueologia profissional e conseguente ? Se sim de que forma ? De que forma explorar profissionais não acatando as leis laborais do país contribuem para uma arqueologia profissional e consequente ?
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escrito por Tiago do Pereiro, Fevereiro 13, 2011
Este sim será o ultimo. E já alguem tentou falar com com os respectivos administradores, gerentes, etc, cara a cara, e propor que lhe façam um contratco, ou que se arranje alternativas à condição em que se encontram, em vez de serem mandadas bocas, principalmente na net, contra tudo e contra todos?
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escrito por S. Martins, Fevereiro 13, 2011
Pois, alguém não deve ter lido o post, e passo a citar :"Para as "más" empresas, o actual estado de coisas favorece o incumprimento de compromissos assumidos com os arqueólogos (que raramente com elas têm contratos) (...). Exactamente, É O CASO DA ERA ARQUEOLOGIA que EXPLORA os arqueólogos a recibos verdes. Não recibo verde esporádico, mas sim anos e anos a fio, sem qualquer tipo de protecção e honorários baixissimos. E obviamente quem anda no terreno, com todas as responsabilidades em cima de si, sente-se ultrajado(a) ao ler este post. A era arqueologia não é diferente das outras, se o quer ser, acabe com as ilegalidades, a partir daí tem todo o direito de criticar as " más empresas ", até lá como dizem aqui outros colegas, não andem a atirar pedras às outras, muitas das quais estão muito melhor nesse aspecto.
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escrito por Tiago do Pereiro, Fevereiro 13, 2011
Gostaria de terminar a minha intervenção acerca deste assunto, pelo menos aqui, dizendo o seguinte, alguem leu o post? é que em nenhum paragrafo se refere que a ERa Arqueologia é melhor ou pior que empresa x ou y. Alias o post apresenta ideias para o inicio de um debate moderado e não de ataques a alguem em especifico! e digo o que sempre disse, se existem irregularidades que se apresentem as entidades competentes, e não se entre num jogo de escondidas! Concidero que as minha opinião é bastante clara, não estando aqui a defender a Era ou a empresa C ou B, apenas a contribuir para novas soluções, tal como o post.
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escrito por S. Martins, Fevereiro 13, 2011
Antes de mais Tiago, não vale a pena fugirmos ao assunto, falando em outras realidades, pois todos os colegas anteriores, penso que correctamente, se insurgiram relativamente às mentiras proferidas no post.
Acho que não deve haver ninguém contra o recibo verde ilegal em arqueologia e a favor noutras áreas...
Quanto à concorrência desleal, a era arqueologia já o está a fazer em relação às outras empresas, pois oferecem contratos de empreitada, com valores superiores aos que se paga na era e sem utilizar esta ilegalidade, não faço referências concretas pois ninguém me paga pra isso.
Depois é toda a questão da consciência social, será que oferecer 45 euros a um colega teu com tanta ou mais formação que tu é estar a ter preocupações sociais ?Mais vale dizer que o que se quer é lucro.
Espero que não queiras esconder que existem dezenas de colegas nossos nesta empresa, incluindo eu, que estão em situação perfeitamente ilegal e sem qualquer tipo de protecção.
Depois o facto de se pagar 500, 600, 700 euros por mês sem qualquer atraso é o minimo dos minimos.
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escrito por Tiago do Pereiro, Fevereiro 13, 2011
S. Martins, primeiro, não sou mas fui! Alias já passei por diverças situações, por isso sei bem o que é ser recibo verde, sei bem o que é ser estagiario numa entidade publica e sei ver o que é possuir um vinculo contratual de trabalho! No entanto acho que o meu texto é bastante explicito no que se refere ao ser "recibo verde"! Sou contra o chamado falso recibo verde, sou! Não sou contra a quem presta um serviço com base na contratualização de um trabalho por x tempo e na entrega do produto y, recebendo no fim o valor v acordado! Para isso serve o recibo verde! Agora todos nós lutamos, sempre, para a melhoria das condições laborais, eu, tu e eles, não só de todos os nossos colegas arqueologos mas tambem de todos os que assim se encontram na nossa sociedade. E acrescento, por exemplo, a criação de uma carteira profissional, a do sindicado, da ordem etc, tudo o que nos faça poder lutar por melhores condições, o que ajude a ter no mercado de trabalho melhores profissionais, fazendo assim que as empresas sejam obrigadas a repensar a sua forma de actuar! Enquanto assim não for o mercado de trabalho continuará nos limites, existindo concorrencia desleal, fazendo com que algumas empresas não possam dar o proximo passo!
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escrito por S Martins , Fevereiro 13, 2011
Tiago, fomos colegas de faculdade, talvez digas isso porque não és recibo verde, portanto na tua opinião, desde que a era arqueologia pague a tempo e horas, não interessa se é recibo verde ou não, durante anos e anos a fio, tudo ok ? Sem qualquer tipo de protecção social, sem direito a férias pagas, tendo de perder um dia de trabalho para ir ao médico ou ficar em casa doente ? Que vergonha. S. Martins
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escrito por Bruno Figueiredo, Fevereiro 13, 2011
Pelos vários comentários que li, a questão aqui não é só relacionada com os recibos verdes, tal como as minhas afirmações não partem somente daí, a questão central é de o senhor Miguel Lago se advogar o direito de fazer afirmações, não vale a pena andar com rodeios,que não correspondem à realidade, de que vale criticar os outros se na própria empresa faz igual ou pior ? É bastante fácil ter os recibos verdes em dia, relativamente aos pagamentos, quando se paga ao arqueólogo 45 euros e se cobra ao cliente 180 diários ( é o caso da minha companheira), mesmo que os pagamentos só sejam recebidos a 60 ou 90 dias.E existem orçamentos muito mais elevados que o que referi.
Se o sr Miguel Lago quer realmente lutar por uma arqueologia profissional e consequente porque não luta pela erradicação dos recibos verdes ilegais na sua própria empresa ? Porque não seguir os exemplos de empresas como arkhaios, procesl ou arqueohoje que já há muito fazem contratos de empreitada ?
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escrito por Tiago do Pereiro, Fevereiro 13, 2011
Bem, quando alguem inicia um debate não pode entrar logo com ameaças muito menos a denegrir tudo e todos, pois pode acabar por cair no ridiculo! Como primeiro ponto, a questão dos recibos verdes não pode ser apenas vista do ponto de vista de um arqueologo, uma vez que o problema é muito mais complexo e abrange todas as áreas inclusive existem recibos verdes no proprio estado. É correcto? é se for utilizado para uma prestação de serviço onde é feito um orçamento, estipulado um prazo e uma entrega do serviço. Por exemplo um medico qualquer que tenha um consultório presta um serviço relacionado com a saude, numa consulta marcada no dia x analisa o nosso estado, faz as suas recomendações e passado o tempo da consulta nós pagamos e ele passa um recibo! O nosso pagamento é feito já sabendo quanto ele nós vai cobrar! Acabar com falsos recibos verdes é facil! Contratualiza-se um trabalho com uma empresa p para um periodo de x tempo, e no final o arqueologo tem de entregar o produto y, assumindo todos os meios às suas custas e recebendo no fim do trabalho! Contudo não me parece viavel que alguem sem uma estrutura conceguisse realizar a maior parte dos trabalhos! O que fazer! como é obvio lutar por alternativas ao RV, e entretanto não aceitar honorarios de 45 ou 50 que em grande parte dos casos não são pagos, existindo empresas que devem milhares de euros aos seus colaboradores, algo que ainda não vi ninguem queixar-se relativamente à ERA-Arqueologia! Por fim gostaria de referir que apesar de serem honorarios baixos tem de ser somadas as ajudas de custo, o alojamento e o transporte, todos eles fornecidos no pacote apresentado!
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escrito por P. A. , Fevereiro 12, 2011
Finalmente as máscaras estão a cair, na sequência da mensagem anterior, deixo aqui o link para fazer as denuncias no ACT. VAMOS ACABAR COM A EXPLORAÇÃO E AS FALSIDADES.

http://www.act.gov.pt/(pt-PT)/Itens/QueixasDenuncias/Paginas/default.aspx

P.A.
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escrito por S. Martins , Fevereiro 12, 2011
Também sofro com a mesma situação nesta empresa - SOU UM RECIBO VERDE ILEGAL, é muito importante nós denunciarmos esta situação perante os nossos colegas, no entanto não basta, temos de nos mexer, por exemplo junto da Autoridade para as Condições do Trabalho, no respectivo site é possível fazer denúncias anónimas, pois muitos de nós não falam nem aqui por terem medo de represálias, pois ninguém nos paga as contas no fim do mês.
Depois o sr. Miguel Lago, quando tiver os inspectores à porta a pedir-lhe contas por ter dezenas e dezenas de ilegais, vai lhes responder que está firmemente a lutar por uma arqueologia profissional e consequente !!!
NÃO SE CALEM ! S. Martins
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escrito por Zé, Fevereiro 12, 2011
a questão é simples...por um lado, aceitamos trabalhar por valores ridículos, a recibo verde, e assim sendo, o nosso horário nunca deverá estar condicionado por alguém, nunca receberemos ordens superiores (porque o superior somos nós) nem trabalhamos com o material da entidade que nos contrata...e como NÃO é isto que se passa, o prestador de serviços deverá ter um contrato laboral, pois obedece a ordens, trabalha com o material da empresa e tem de cumprir um horário imposto, logo, deixa de ser um prestador de serviços para ser um funcionário!! Visto isto, a ERA - arqueologia NÃO "tem com todos os seus colaboradores uma situação laboral clara e devidamente regularizada" para além de, a par de outras empresas, só procurar a dignificação da arqueologia de alto nível que tanto anseia alcançar...e isto não é sustentável! Quem tira um curso superior, paga-o, investe sangue, suor e lágrimas e espera poder ser dignificado. Para o meninos que vão de Ferrari para a Faculdade (e isto não é inveja, é nojo e desprezo por tanta cagança)a vida não custa...basta processar toda a gente que nos apareça à frente..e pronto...a vida continua! Boa sorte, Dr Miguel Lago...a vida não vai ser meiga consigo!
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escrito por Bruno Figueiredo, Fevereiro 11, 2011
Respondendo ao A. Lopes Lois, desde logo é muito interessante que venha criticar os recibos verdes ao contrário da empresa que os utiliza, mas deixando isso de lado, os meus comentários são resultantes de um post que critica a situação, mas que depois é exactamente igual ou semelhante na própria empresa, continuo à espera que o respectivo autor me diga se 45 e 50 euros de honorários promovem a arqueologia profissional e consequente de que fala ?
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escrito por Ricardo Caminho, Fevereiro 11, 2011
O elefante é o patrão?

Toda a gente se queixa, mas ninguem faz nada. Mandem-se para o pingo doce. trabalham menos, ganham mais, e nao passam RV. é mais digno para um licenciado fazer isto do que estar a "prestar serviços" a uma empresa.

Ganhem juizo, arqueólogos.

Eis o arqueólogo da "geraçao do recibo verde" http://www.youtube.com/watch?v...ture=email
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escrito por A Lopes Lois, Fevereiro 11, 2011
Venho aqui como ex. RV deixar o meu testemunho porque estas questões são questões que verdadeiramente me preocupam.

1º Só é RV quem quer, ninguem (que eu saiba) aponta pistolas a ninguem para ser RV.
Como tal só por graça ou por estado da dor mais lixada do mundo (a de coto) se podem entender grande parte destes comentarios.
Enquanto fui RV só aceitei o que quis o que considerei justo. Se foram os tais 45 ou 50 não vem ao caso pq se os aceitei estava consciente disso. Se o Bruno acha que a sua companheira esta mail remunerada com 45 ou 50 (euros) e ela tambem, incentive-a pois a não aceitar mais esses trabalhos. Tenho q certeza que ninguem da ERA lhe aponta uma pistola e diz: ou aceitas os 50 euros ou levas um tiro.
Mas podem dizer: "ah mas para se trabalhar em arqueologia tem que se trabalhar em RV senão não ha hipotese" além disso não ser verdade agora como sabe com 1 euros de capital social ja pode abrir uma empresa. Abra a e pronto já acabou o RV. Pode ainda dizer:"ah mas é preciso capital de investimento e tal, etc". Mal. Eu conheçço dois casos de duas empresas que começaram apenas com o capital de trabalho ou seja com a própria força de trabalho. Uma deu-se bem e continua a laborar outra faliu. Uma teve sorte outra azar. Ambos abriram a empresa pq estavam fartos de RV. A "chamada" geração dos RV é uma geração a qual eu por questões de idade me incluo mas não pq questões ideiais. Considero uma geração mimada que espera por ver o comboio (ou o TGV) passar. Sejamos mais proactivos mais inovadores e talvez possamos ajudar a sair o pais da crise.
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escrito por Rui Mataloto, Fevereiro 11, 2011
Bem, venho já tardiamente entrar no debate, mas uma coisa é certa, fugiu completamente do tema, bastante pertinente, levantado pelo Miguel.
De há muito que me bato por esta questão. É totalmente incrível como quem anda a trabalhar a recibos verdes, com vínculos nulos, se sujeita a assumir o que seja no papel. Amigos, eu, que felizmente não ando no Mundo dos Recibos Verdes, pugno para que todos aqueles que andam se neguem a assumir no papel uma escavação onde não tenham a faca e o queijo na mão sobre questões técnicas, metodológicas e materiais. Quantas vezes são confrontados com métodos "expeditos" impostos pelo dono da empresa? Quantas vezes falta material necessário, considerados pelos que têm o poder de compra superfluo? Não tenhamos ilusões. Para mim, quem dita as regras é quem tem que ser avaliado, e aí são as empresas. Estas têm que avaliar o desempenho e qualidade dos seus "funcionários" que, se não cumprirem, devem assumir as consequências das linhas metodológicas impostas. O problema começa, contudo, quando a maior parte das empresas não tem, se quer, uma linha metodológica definida, que assuma e se responsabilize. Para mim, deviam ser as empresas, e respectivos técnicos, directores de investigação e quadros da mesma, que deviam ser "chamados à tábua" e não o pobre coitado que ganha os tais 50 euritos ao dia e tem que arcar as responsabilidades de uma escavação ... podendo ser suspenso pela sua falta de qualidade.
Na minha opinião, o problema de fundo, é que isto nunca ou raramente acontece pela incompetência e clientelismo das chefias da Tutela ...
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escrito por Bruno Figueiredo, Fevereiro 11, 2011
Por favor seja concreto, acha correcto os valores de 45 e 50 euros diários dos arqueólogos a recibos verdes, valores que esta empresa pratica ? E por favor acabe de se referir a " situações pontuais ", não são pontuais, são anos seguidos na mesma situação a tempo inteiro. Se conhece o estado da arte, também saberá que várias empresas de arqueologia já possuem contratos de empreitada por exemplo.
Certamente o conhece pois vários " recibos verdes " que trabalhavam há mais de meia década para esta empresa, partiram para essas mesmas empresas por possuirem melhores condições. Resumindo, considera ou não que 45 e 50 euros diários promovem a tal arqueologia profissional e consequente que fala ?
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escrito por Miguel Lago, Fevereiro 11, 2011
Na ERA conhecemos muito bem o Estado da Arte. Não estamos contentes nem conformados.
A estabilização de equipas na Arqueologia portuguesa é extremamente complicada pelos ritmos extremamente incertos da nossa actividade, por frágeis e sinuosos níveis de exigência por parte das tutelas do Património e da Arqueologia e por uma "classe" também ela pouco mobilizada em torno de perspectivas de afirmação dos valores do Património no seio de uma sociedade que paga o trabalho que fazemos mas não é convocada para a partilha dos resultados obtidos.
A visão da nossa empresa perspectiva uma Arqueologia profissional e consequente socialmente; a luta é quotidiana, mas não tenho dúvidas de que, ao longo dos anos, temos procurado contribuir para a dignificação do Arqueólogo na sociedade portuguesa. A ERA tem uma equipa vasta. Por isso, corre riscos acrescidos porque ao contrário da esmagadora maioria das empresas se adapta com mais dificuldades às contracções do mercado, como a que vivemos actualmente de forma bem vincada. Mas é essa perspectiva de ambição, em que a competência, coesão e ambição da equipa são fundamentais, que permite à empresa progredir e afirmar cada vez mais uma Arqueologia profissional e consequente.
Os colaboradores que prestam serviços mais ou menos pontualmente à ERA são importantes e grande parte dos profissionais do quadro da ERA iniciaram a sua colaboração com a empresa como “recibos-verdes”. O futuro não parece radioso e é urgente encontrar novos caminhos que permitam criar uma nova esperança para todos os arqueólogos, principalmente para aqueles que trabalham por conta própria.
A ERA tem estado e continuará a estar empenhada nesse processo.
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escrito por João Paulo, Fevereiro 11, 2011
Realmente este post lava mais branco que o OMO, esta empresa cumpre as suas obrigações ? E a quantidade de recibos verdes que possuem a trabalhar convosco a tempo inteiro e ao longo de anos e anos sem fim ? J.P.
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escrito por Bruno Figueiredo, Fevereiro 10, 2011
Falo em nome da minha companheira que desde finais de 2004 trabalha para a empresa era arqueologia a recibos verdes, não é verdade que os profissionais a recibos verdes sejam esporádicos, bem bem pelo contrário, os honorários são ridiculos, variando entre os 45 e os 50 euros e vergonhosamente estes colegas recebem apenas por cada dia de trabalho, nunca sabendo quantos dias irão ter na semana ou mês seguinte, portanto o autor deste texto ou está a esconder uma realidade ou não conhece a empresa que administra.
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escrito por Miguel Lago, Fevereiro 03, 2011
Sem comentários...
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escrito por André Pereira, Fevereiro 02, 2011
O senhor Miguel Lago considera justo o valor de 45 euros que a era arqueologia oferece aos arqueólogos a recibos verdes por dia de trabalho? Não é preciso ter muita lata para depois vir falar na solidão do arqueólogo e nas más empresas ? Comece por oferecer melhores condições nesta empresa de arqueologia para depois poder falar de boca cheia.
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escrito por Miguel Lago, Janeiro 31, 2011
A ERA não procede a uma contratação esporádica de prestadores de serviços de Arqueologia. A sua contratação é ditada pela especificidade dos projectos e pelas oscilações do mercado em que a empresa actua.
Empresas e profissionais estão, desde há muito, numa situação complexa porque determinados aspectos da nossa legislação laboral promovem dificuldades de consolidação da profissão e beneficiam as estruturas empresariais sem ambições ao nível da qualidade dos serviços que prestam. De duas coisas estou seguro: 1) a ERA cumpre as suas obrigações legais; 2) a ERA luta desde a sua fundação pela dignificação e afirmação profissional dos Arqueólogos.
Porque o tempo urge, seria importante que a APA e o Grupo de Trabalho para um Sindicato de Arqueólogos contribuíssem para uma melhoria das condições actuais. Mas não tenhamos dúvidas de que será a actuação quotidiana dos profissionais, individual e colectiva, que permitirá uma verdadeira mudança. Infelizmente, os sinais não são animadores...
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escrito por A. Gonçalves , Janeiro 30, 2011
Vou falar apenas da minha situação pessoal pois me parece que certas pessoas andam a atirar pedras a outras empresas sem olharem para os seus telhados de vidro. Trabalhei para a empresa era arqueologia até 2005, altura em que fui obrigada a encerrar a minha actividade profissional devido aos baixissimos honorários que recebia, durante 4 anos trabalhei para esta empresa, em muitos muitos projectos e de forma contínua e seguida, portanto nao foi nada esporádico. E tal como eu muitissimos colegas que me acompanhavam e lá continuaram ou continuam a recibos verdes.
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escrito por Luís Fernandes, Janeiro 29, 2011
Ficámos portanto a saber que " os prestadores de serviço" só são recrutados para situações esporádicas, será que esses prestadores de serviços também possuem a mesma opinião ?
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escrito por Miguel Lago, Janeiro 24, 2011
Naturalmente!... a ERA - Arqueologia tem com todos os seus colaboradores uma situação laboral clara e devidamente regularizada. A título de informação, a ERA tem contratos de trabalho com 18 profissionais de Arqueologia e Património. Quando necessário e em função das especificidades dos projectos, esta equipa pode ser reforçada com prestadores de serviços.
Mas mais do que isso, a ERA procura dar boas condições de trabalho a todos os colaboradores, quuer ao nível da atempada remuneração, quer ao nível da possibilidade de, em todos os projectos, serem cumpridas as normas legais: no trabalho de campo e no trabalho de relatório em que se inclui o tratmento dos materiais recolhidos.
Se todas as empresas de Arqueologia seguissem o exemplo da ERA, a nossa área de trabalho seria muito diferente...
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escrito por Luís Fernandes , Janeiro 22, 2011
Presumo portanto que a Era Arqueologia tem todos os arqueólogos com situações contratuais devidamente regularizadas, para assim não poder ser comparada às "más" ou "muito más" empresas de arqueologia.
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escrito por Sérgio Antunes, Janeiro 11, 2011
Mais confortável para as tais "más" empresas é o actual estado de coisas, ou seja, o "circulo vicioso" que está instalado, do qual fazem parte os arqueólogos, as empresas de arqueologia, empreiteiros e tutela. Nesta equação há dois claros beneficiários (um deles é precedido do adjectivo "más", para se poder diferenciar dos outros).

Na minha modesta opinião (a de quem pertence a este mundo à cerca de 11 anos, a título profissional),a necessidade mais premente é a regulamentação.

Como disse à poucos anos o Paulo Marques num dos colóquios da ERA, "um promotor procura sempre o melhor/mais baixo preço". Se numa proposta todos os valores apresentados forem superiores ao que actualmente se pratica, que remédio haverá senão pagar um valor elevado?! Caso contrário, significa que estamos dentro do "circulo vicioso". Os que se recusam a entrar nesse "circulo", sofrerão as consequências e muitos sabem quais são, e a ERA-arqueologia incluída claro.

Portanto, não poderia estar mais de acordo com a co-responsabilização das entidades que enquadram os arqueólogos nos empreendimentos patrimoniais.

Mas em primeiro lugar é preciso regulamentar!
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escrito por Miguel Lago, Dezembro 23, 2010
Esse processo est em curso; no basta falar ou escrever, preciso agir!!
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escrito por Fátima, Dezembro 23, 2010
"(Terá a direcção da APA opinião sobre este assunto? E o Grupo de Trabalho para a criação de um sindicato dos arqueólogos?)"

Para obter tal resposta, talvez seja melhor sair da frente do computador e perguntar, directamente, em reuniões da APA e nas sessões do Grupo de Trabalho de criação do Sindicato.

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