0227 - Moreiros (actualização)

Posted by: valera in Untagged  on Print PDF

 Como prometido, aqui fica uma actualização dos resultados das prospecções geofísicas que estão a ser efectuadas no sítio de Moreiros 2 (relembro, no âmbito do projecto do NIA orientado para a investigação dos fundamentos cosmológicos dos recintos de fossos neolíticos e calcolíticos, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian).

O sítio continua a "cescer" para além do inicialmente previsto e apresenta aspectos perfeitamente inéditos relativamente ao que se conhece para este tipo de contextos a nível peninsular (aspectos que, como compreenderão, se reservam para uma publicação formal e de análise minuciosa).

Mas estas imagens que vamos partilhando (também nisto vamos "inovando") são suficientemente esclarecedoras sobre a complexidade do sítio e sobre as vantagens desta abordagem metodológica (aqui feita em contexto de investigação programada - também é bom lembrar -, mas com inegáveis vantagens para os contextos de minimização e salvamento).

António Carlos Valera.

 

 

 

 

Comentarios (8)Add Comment
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escrito por Marco António Andrade, Fevereiro 16, 2011
E, mais uma vez, se vem confirmar a realidade dos fossos sinuosos... Parecendo «imitar» os torreões dos povoados murados (ou estes «imitando» aqueles)...
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escrito por António Valera, Fevereiro 14, 2011
Obrigado Teresa. Mas vocês têm fossos do Neolítico Antigo e nós por aqui ainda não. Mas estamos a trabalhar para isso smilies/wink.gif.
Um abraço.
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escrito por Teresa Orozco, Fevereiro 14, 2011
Es interesantísimo conocer las novedades que, en el ámbito de los fosos, están apareciendo en tierras portuguesas. Mis felicitaciones, colegas, con un poquito de envidia por esas plantas tan complejas y lindas de "foso-flor";. Ya espero las aportaciones de este interesante proyecto, enhorabuena!.
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escrito por Miguel Lago, Fevereiro 09, 2011
Em Portugal são aplicadas metodologias com grandes limitações ao nível da detecção de vestígios arqueológicos em grandes obras públicas. Desde as fases prévias de avaliação de impactes ao acompanhamento de obras, essa é a realidade. A comprová-lo, está a grande percentagem de sítios identificados em certas obras em que a competência dos técnicos é elevada e as suas condições de trabalho são adequadas. Infelizmente, nessa altura as pressões são enormes e as alternativas quase sempre impossíveis.
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escrito por Rui Boaventura, Fevereiro 09, 2011
Eu diria que o parco conhecimento cronológico que temos do sítio ainda só vai no dois fossos centrais... e mesmo assim muito limitado. Graças ao projecto da NIA vejo concretizado uma intenção de 2002, então sem financiamento. E o que se vê é deveras impressionante.
Talvez os decisores do património devessem propor uma geofísica integral para novas aqueles corredores de novas obras. Quantos fossos serão cortados pleo TGV e outros que tais?
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escrito por Miguel Lago, Fevereiro 08, 2011
Não me espantaria que no Cabeço do Torrão, em Elvas, a situação fosse semelhante e o recinto já conhecido seja apenas um entre vários. Veremos...
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escrito por António Valera, Fevereiro 07, 2011
Pois.Mas também aqui há uma complexidade de sobreposições e de fantásticas (e inéditas) adaptações à topografia que necessitam do estabelecimento de uma diacronia que permita a compreensão da evolução do sítio. Tal como nos Perdigões, esta imagem aglomera vários recintos e várias fases de funcionamento, com designs, estruturas e orientações distintas. As relações que estabelecem com a paisagem, com as rochas gravadas com covinhas e com o megalitismo envolvente são centrais à sua compreensão e explicação.
E à superfície quase nada. Um machado aqui, um fragmento de mó ali. Quase nada, sobretudo quando comparado com as estruturas evidenciadas pela geofísica.
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escrito por Miguel Lago, Fevereiro 07, 2011
Tantas linhas rectas, curvas, sinuosas...cada dia que passa, tudo se torna mais complexo neste processo de conhecimento da "civilização" penínsular dos 4º e 3º milánios AC. E ainda a procissão vai no adro!

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