0238 - Lá... como cá

Posted by: valera in Untagged  on Print PDF

O problema é geral e estrutural. E para os partidários das soluções estatizantes e centralizadoras, aqui está o que também ocorre com o famoso INRAP:

http://plaudite-ciues.blogspot.com/

A perda de qualidade é geral e começa logo na academia e, num mercado que não o quer ser, só pode piorar.

Construir a nossa relevância social. Uma vez mais. A única solução sustentável. Mas existirá massa crítica e empenho para o fazer?

Comentarios (2)Add Comment
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escrito por JDM, Março 14, 2011
Concordo em absoluto com o anterior comentário e com outros que ancoram a afirmação da Arqueologia no sua visibilidade social. Para quem não é profissioanl mas acompanha o que de Arqueologia se vai passando por este nosso mágnifico país fora, considero que os resultados que chegam ao conhecimento público são ínfimos. Urge comunicar as Vossas descobertas. Tarefa difícil e certamente penosa na actual conjuntura. Mas verdade seja dita - a ERA Arqueologia faz neste domínio mais do que qualquer outra instituição portuguesa, pública ou privada. É de se lhe tirar o chapéu e fazer uma vénia. Que continuem contra ventos e marés!
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escrito por Miguel Lago, Março 12, 2011
As soluções estatizantes acabaram. Esse tempo chegou ao fim. Agora, que estamos mais sós, talvez seja possível amadurecer, um pouco à semelhança dos filhos após a saída de casa dos pais.
A tutela da Arqueologia vai ser transformada e esse é um processo irreversível. Acabou o dinheiro e a torneira vai apenas pingar. Agora, finalmente, veremos quais as universidades que se impõem em termos de sucesso dos seus cursos e investigadores; veremos que empresas de Arqueologia serão viáveis conseguindo demonstrar aos seus clientes a utilidade e vantagens de praticar uma Arqueologia que respeite boas práticas e a legislação nacional e internacional; veremos também quais são os profissionais maduros que com inteligência, com massa crítica e com capacidade de progressão técnica e científica se adaptarão a um futuro de inevitável precariedade. Tal adaptação deverá assentar na certeza de que precariedade não seja sinónimo de miserabilismo mas antes de adaptabilidade e de Ambição pela mudança para melhor. Existirá empenho para avançar para este futuro em que já estamos mergulhados, empresas e profissionais, tutelas e universidades? Acredito que sim, em alguns.

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