O NIA é a área de Investigação e Desenvolvimento (I&D) da ERA-Arqueologia, S.A.. Reforçando o seu compromisso com a comunidade em que se insere, a ERA criou esta estrutura com o objectivo de alargar as suas possibilidades de intervenção e de evolução.

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A fábrica da Casa do Governador da Torre de Belém PDF  | Imprimir |  e-mail
31-Mai-2007
 A indústria de recursos heliêuticos no período romano: a fábrica da Casa do Governador da Torre de Belém, o estuário do Tejo e a fachada atlântica – CGTB

(Ref: NIA04-Belém) 

Coordenador: Carlos Fabião (FLUL) 

Projecto aprovado e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) 

Instituições participantes:

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; NIA (ERA Arqueologia S.A.); Instituto Tecnológico e Nuclear. 

Duração: 2007-2009 

Equipa:

Carlos Jorge Gonçalves Soares Fabião – Doutorado – Coordenador, Arqueologia.

Maria Isabel Marques Dias – Doutorada – Arqueometria.

Maria Isabel Prudêncio – Doutorada – Arqueometria.

Maria Ângela Rocha Gouveia – Investigadora Auxiliar – Arqueometria.

Rosa Maria Salgueiro Marques – Lincenciada – Arqueometria.

Sónia Marques Gabriel – Mestre – Arquezoologia (ictifaunas)

Maria Manuela Dias Coelho – Mestre – Arqueozoologia (malacofaunas)

Iola Margarida Brito Filipe – Licenciada - Arqueologia

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 Resumo:

Com a investigação multidisciplinar a desenvolver sobre a evidência arqueológica fornecida pelo sítio “Casa do Governador da Torre de Belém” pretende-se obter conhecimentos, solidamente sustentados em evidência empírica, sobre uma das principais actividades económicas das zonas litorais da antiga província romana da Lusitânia: a produção de preparados de peixe, destinados não só ao consumo local e regional, mas também à exportação para outras áreas do antigo Império.
Pelo estudo das realidades arqueológicas contextuais, pretende-se conhecer a organização da unidade de produção e o âmbito cronológico da actividade; pela análise da evidência arqueozoológica, pretende-se conhecer a natureza dos produtos produzidos (conhecidos, sobretudo, pelas fontes literárias e epigráficas, mas muito pouco estudados no concreto) e também o tipo de actividade pesqueira envolvida; pela análise arqueométrica dos contentores destinados ao transporte dos preparados de peixe, com o auxílio da base de dados de fabrico de ânforas já constituída, conhecer o quadro regional das relações económicas: qual ou quais os centros oleiros que abasteciam o local.
Esta análise multidisciplinar fornecerá um contributo para o conhecimento de uma actividade específica de exploração de recursos (os recursos marinhos), o quadro económico regional em que se inseria (centro de produção e local de fornecimento dos contentores usados no transporte do produto final), fornecendo ainda informação de alcance mais vasto, passível de ser utilizado por investigadores trabalhando em outras áreas do antigo Império Romano, os potenciais destinos finais dos artigos alimentares fabricados no estuário do Tejo.

Actualizado em ( 31-Mai-2007 )
 
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